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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Boas férias!

Olá, queridos leitores!

Não sei se vocês já repararam, mas no canto superior esquerdo do blog tem uma chamada para a Elis Pinheiro (SP), pela primeira vez aqui no Rio de Janeiro! Ela será a convidada especial da 7a. edição do Zahra Sharq - Flores do Oriente. Ela morou alguns anos na Inglaterra e, em 2015, estará aqui no Brasil! Você não poderá perder essa oportunidade de vê-la de pertinho e o blog dará as informações completas assim que as tiver em mãos!

O blog entrará em recesso a partir de hoje, pois o movimento no estudo da dança cai bastante nessa época e eu mereço também um tempinho de escrever. Mas retornará dia 17 de janeiro de 2015, então, não deixe de visitar o blog, caso você sinta saudades! :-P A minha FanPage não irá parar; se quiser acompanhar vídeos e posts antigos, é só curtir lá!

Muito obrigada por todas as visitas, comentários e compartilhamentos dos posts aqui do blog em 2014! Em um tempo em que ninguém mais tem paciência para ler, mas só para ver coisas no Facebook, até que acho que estou resistindo bastante frente a muitos blogs de Dança do Ventre que pararam de atualizar. Só não sei quanto tempo o interesse vai durar, né?

Com vocês, um vídeo da Elis para apreciação:


Aguardo vocês aqui em 2015!
Boas festas!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

domingo, 14 de dezembro de 2014

Fi youm we leyla

"Um dia e uma noite"

Intérprete: Warda Al-Jazairia (1939-2012)
Letra: Hassen El-Saed (1921-1983)
Música: Mohamed Abdel Wahab (1902-1991)

Mohamad estava selecionando novos talentos para trabalhar no cinema. Hassen fez o teste e ganhou um pequeno papel. Um dia, Hassen ouviu que a produção estava procurando uma letra para a música do filme e se ofereceu para escrevê-la. Apesar de não ter acreditado muito nele, quando ouviu a letra de Hassen, gostou muito e a partir daí, Mohamad e Hassen tornaram-se grandes amigos e parceiros.

Aqui, tem a letra e tradução (em inglês) para acompanhar a música. Enjoy it!


Aqui, um exemplo de "Fi youm we leyla" dançado:


Fonte: Revista Shimmie ano 04, no. 22.

Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 30 de novembro de 2014

O que significa produzir eventos de Dança do Ventre

Sim, eu sei o que significa organizar um evento (festival nunca organizei, só ajudei no dia): teatro, reunião de todas as músicas, filmagem, som, iluminação, preocupação com público, camarim, divulgação, staff... Quando existe um convidado de fora da cidade, acaba sendo pior pois ainda existe hotel, alimentação, passagem, transporte, local pra workshop (se houver), o que aumenta bastante os custos. Planejamento e organização são fundamentais na preparação de qualquer evento que pretende ser bem feito.

Eu já escrevi sobre isso no blog mas diante do crescente número de eventos no Brasil, resolvi retomar o assunto porque tenho ouvido bastante coisa negativa sobre esse tópico, misturado com minhas indagações e experiências. Só que dessa vez, resolvi falar sobre o DURANTE.

Pergunta para quem organiza um evento: qual seu objetivo? Ganhar dinheiro, se divulgar, divulgar outros trabalhos, dar oportunidade para as pessoas dançarem, realizar um sonho de ter um show só seu? A partir dessa resposta, você pensa em como irá organizá-lo.

Pergunta para quem frequenta um evento: por que você quer dançar naquele evento? Se divulgar, conhecer ou rever pessoas, se divertir, dançar pros amigos? Você quer se distrair? Porque isso vai fazer diferença na sua reação e conforto dentro do evento escolhido.

Agora, existem coisas muito, muito básicas e universais em qualquer evento, que o organizador deve pensar com bastante cuidado:

1) Pontualidade: a coisa mais difícil de ver acontecer. Isso atrai/mantém público fiel sim e se você tem o costume de atrasar seus eventos, a chance de você perder público ao longo do tempo é bem grande. E olha, perde mesmo, viu? Não se iluda. 1 hora de atraso é desrespeitoso com quem chegou na hora e se planejou, quem dirá 2 ou 3 horas... é abrir brecha para alguém pedir o dinheiro de volta, com razão.

2) Staff preparado: em festival, faz TODA a diferença pois é essa galera quem vai ajudar a direcionar as bailarinas e público pro camarim, banheiro, horário de apresentação, cantina, ficha de concurso, som, luz. Qualquer informação que o pagante ou participante esteja precisando. Um staff despreparado é um dos grandes responsáveis pelos atrasos.

3) Cuidado com as participantes: elas podem retornar (ou não) para seus eventos. Água é o mínimo, não? Levante a mão quem já participou como convidada de show e não ganhou nem água! o/

Como eu já disse e tenho cumprido com a palavra, tem evento que eu nunca mais pisarei. E ponto. E sei que não sou a única. A não ser que voltem a falar bem dele. Já parou para pensar por que seu evento em vez de crescer, tem se mantido igual ou diminuído? Não culpe as pessoas! E não, não é arrogância ou estrelismo: é se sentir desrespeitado por ter investido em um evento, perdido tempo e não ter tido nenhum tipo de retorno como dançar na hora combinada, ter um chão seco no camarim ou ser ignorada por staff. Que história é essa, minha gente? Quem fica confortável e dança bem em um ambiente desse?

Existe um problema na Dança do Ventre que é o desconhecimento do conceito de pagante e serviço prestado. A partir do momento que alguém compra um serviço (seja workshop, ingresso ou inscrição de concurso/mostra), ele tem o direito sim de não se sentir satisfeito (claro, pensando em motivos concretos e não da cabeça dele) e de reclamar. O mercado da dança não deveria ser casa de comadre e o pagante NÃO ESTÁ FAZENDO FAVOR para você que está organizando o evento o qual ele está participando! Logo, repense MUITO bem no seu produto que você ofereceu antes de ficar chateado com a reclamação concreta e correta de alguém.

É seu primeiro evento como organizador? Tudo bem, a chance de dar tudo certo não é muito grande pois existem muitos detalhes que só percebemos quando realizamos o evento pela primeira vez. Dá para passar. Repetir o erro, jamais! De qualquer maneira, começar nessa área de forma ruim não é mais desculpa. Felizmente, hoje em dia, temos bons eventos acontecendo em todo o Brasil e eles podem sim, ser sua referência de boa qualidade. Depois, você organiza do seu jeito.

E você que é público ou até expositor, repensem também que eventos vocês realmente estão a fim de participar. Você precisa sair com a sensação de que valeu a pena e não com o pensamento "O que tô fazendo aqui?"

Isso é assunto sério e mais corriqueiro do que imaginamos pois uma parcela bem grande do nosso público é leigo e fazê-los participar de eventos ruins só deixa má impressão para nosso segmento profissional. Pensem com carinho.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 15 de novembro de 2014

Desconstruindo leituras (17)

O que me fez colocar esse vídeo da Kiania (SP) nessa coluna do blog, primeiramente, foi sua roupa "nada"; enquanto as bailarinas procuram colocar cada vez mais strass e cristais para ostentar #luxo!, ela tem ido contra a corrente, investindo em figurinos criativos e seguindo uma tendência neutra. Nada como ter o estilo próprio! O manejo do véu e os giros foram magníficos!


Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 1 de novembro de 2014

O que é folclore árabe?

Querida bellydancer,

É impossível resistir; em algum momento, você vai esbarrar com o folclore árabe. Estudar Folclore Árabe é uma das coisas mais difíceis dentro da nossa dança. pois a nossa principal referência é o trabalho de Mahmoud Reda, grande bailarino e coreógrafo responsável durante décadas pelo Reda Troupe, uma companhia de balé egípcio que existe até hoje. Como o próprio nome diz, é uma companhia de balé e por conta disso, tem licença poética para levar aos palcos vários tipos de folclore que o próprio Reda pesquisou em campo, no Egito. Então, fica a pergunta: o que é folclore árabe? Apenas o que o Reda desenvolveu? Como aprofundar? Não há como saber/estudar outras nuances?


Existem alguns tipos de folclores que podem ser levados aos palcos com mais autenticidade pois são ainda muito vivos e presentes no cotidiano de povos que temos acesso mais fácil, como o Dabke Libanês:


Quais seriam as modalidades que se encaixariam no quesito "Folclore Árabe"? É, existem algumas polêmicas com relação a isso pois algumas são consideradas dança popular por algumas bailarinas enquanto outras, categorizam como folclore, como o balady. E outras não existem como manifestação folclórica como o meleah-laff:


Já a Dança Said é um exemplo de folclore em que as mulheres se apropriaram para os palcos, apesar da inspiração ser uma dança masculina:


Munira Magharib diz em seu DVD de Balady que para você dançar bem uma dança, é preciso entender a fundo o seu povo, senão você acaba fazendo uma encenação, uma representação. E até aí, tudo bem. A Dança Fallahi é um exemplo claro de representação/encenação e a minha, não seria muito diferente, principalmente, se ela está sendo executada em um palco:


Qual seria o problema que algumas bailarinas com quem conversei já detectaram? Temos visto um excesso de licença poética que estão dando aos folclores, principalmente em concursos. E também é muita responsabilidade dizer que sua performance folclórica é legítima, mas isso não deveria te impedir de dançá-la, contanto que tenha sido bem estudado e embasado. Você também pode colocar um excesso de licença poética no seu folclore, contanto que isso fique bem explícito na sua proposta. O trabalho da Nagla Yacoub é um exemplo muito claro do que acabei de explicar:


O que está ERRADO e está ERRADO MESMO é dizer que você pode fazer o que quiser e colocar suas impressões/sentimentos/gostos pessoais na sua performance folclórica. Por exemplo, existe código de figurino folclórico SIM, assim como de estrutura musical! E quem diz que não existe código de figurino para funk ou samba não sabe o que está falando. Você não consegue identificar imediatamente uma funkeira ou uma mulata na feijoada na quadra de escola de samba? [por favor, não vamos nos remeter às exceções]. Como a Nilza Leão mesma diz, o que nos parece fantasia de palco, para os árabes não é!

Voltando à pergunta inicial: o que é folclore árabe? Apenas o que o Reda desenvolveu? Não há como saber/estudar outras nuances? Na minha opinião:

- Folclore árabe são as manifestações específicas de regiões que pertencem aos países árabes, que exigem determinados figurinos e músicas e que expressam alguma parte do seu cotidiano. Exemplos: Said, Fallahi, Núbia, Dabke, Mambouti/Semsemeya, Hagalla, Zaffe, Dança da Tunísia, etc. Para nós, que vemos de fora, tudo parece manifestação específica mas na realidade, existem detalhes que qualificam uma manifestação como popular, ou seja, manifestação que faz parte do cotidiano dessas pessoas mas que não representa nada além de alegria e confraternização como, por exemplo, Shaabi, Balady, Khaliji, Ghawazee. Mas isso não é consensual, ok?

- Não, o Reda não pode ser sua única referência de folclore porque o que ele desenvolveu é bastante refinado perto do que é "real". Mas é um ponto de vista que apareceu a partir de suas pesquisas de campo.

- Sim, há como saber/estudar outros "pontos de vista" sobre folclore, já que alguns são bem difíceis de acessar. Cada vez mais existem profissionais qualificados em folclore porque essas pessoas vão na fonte estudar nos locais de referência e isso facilita bastante entender/captar esse "espírito" que, comumente é difícil de entender, pois não é nossa realidade. Pesquise/procure por esses profissionais, não se prenda ao senso comum pois você pode (irá) se surpreender!

Por mais ousadia e menos medo porém, por mais estudo!


Para completar sua reflexão: Sala de Dança.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

E a edição de 2014 se realiza!

...e a 6a. edição consecutiva do Zahra Sharq - Flores do Oriente se realizou nos dias 23 e 24 de agosto de 2014, no Teatro Marista São José, no bairro da Tijuca, cidade do Rio de Janeiro. Como é de praxe, sempre há um convidado de fora da cidade e quem embelezou o show esse ano (além das bailarinas convidadas, óbvio!), foi Aysha Almeé (SP), bailarina Noites do Harém da casa de chá Khan el Khalili em SP. Quem não a conhece, deveria nesse exato momento procurar saber quem é! Aysha sempre foi uma das grandes bailarinas no Brasil, apresentando um estilo único, seja nas danças como nos figurinos.


Agradecimentos especiais a: Berna Fayed, por fazer a minha maquiagem e a da Aysha; Roberto Eizemberg, pela filmagem; Leonardo Martins, pelas fotos; Estúdio Mahira Safie, pelo espaço do workshop em seu estúdio e ser ponto de venda; Samara El Said Costumes, Estúdio Ayouni e Espaço Mosaico por cederem brindes para o sorteio e serem ponto de venda; Art Hair, por fazer meu cabelo e ser ponto de venda; Núcleo Amanda Murad, Espaço Chandra & Surya, Escola Kelimaski, Centro de Dança Lóbinoos, Espaço Hátor, Sol y Luna Danzas, Oriental Studio, Studio El Said e Estúdio Aischa Hortale, por serem ponto de venda de ingresso; Inteliportal e Selo Nabak pela divulgação.

Não sei se as bailarinas convidadas desse ano resolveram caprichar ou se eu reuni pessoas muito boas de uma vez (como sempre, sem falsa modéstia!), porque as apresentações foram incríveis! E esse ano, foi bastante variado e com bastante folclore. Não poderia deixar de agradecê-las imensamente mais uma vez, pois são elas quem realizam o show e encantam a plateia.

Da esquerda para direita em pé: Grupo Hátor, Ayla Mansur, Samra Sanches, Mayara Rajal, Aysha Almeé, Liane di Luna, Luciana Midlej, Amanda Murad e Jackie Valles. Da direita para esquerda embaixo: Mahira Safie, Samara El Said e Hanna Aisha

Resolvi "inovar" nessa edição, dançando uma música romântica, coisa inédita na minha carreira como bailarina. Letra estudada, traduzida e ensaio. Parece que funcionou:


Também introduzi um elemento novo para a plateia, além do corriqueiro sorteio de brindes: cafezinho com bolo de banana na porta do teatro, feitos por minha querida mammy! Não há como não se sentir acolhido nesse evento, além de ocorrer sempre de forma pontual.

Como não poderia deixar de acontecer, o workshop de Taqsim rolou no dia seguinte e foi realmente enriquecedor! Certo, meninas? A Aysha também tem experiência em teatro, então ela ainda nos deu dicas de postura, deslocamento e expressão. Sempre acho uma pena não terem ido mais pessoas... :(

Como sempre digo, não há foto ou vídeo na internet que substitua o momento de ver tudo ao vivo; logo, quem não foi, perdeu de novo!

Mas, se quiser ver as fotos, dá um pulo na página do evento e aproveita e e dá um like pois a página é ativa o ano todo! Para ver os vídeos, vai no meu canal do YouTube. Lá também estão os vídeos de 2013 e linkados, os de 2012. Aproveita, se inscreve lá e acompanha meus vídeos!

Já temos data e bailarina escolhidas para a 7a. edição: 22 e 23 de agosto de 2015. Mas a bailarina, só vou divulgar daqui a um tempinho... mas prometo que será ainda em 2014!

Até 2015!
Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 4 de outubro de 2014

Livros sobre dança - parte 4

"De repente a dança" é o e-book da bailarina Nesrine, lançado em parceria com a Central de Dança do Ventre e que pode ser baixado gratuitamente aqui.

É uma leitura muito rápida e simples. Eu pensei que fosse algo mais técnico, mas na realidade, são mais reflexões e pequenas orientações sobre o improviso na Dança do Ventre. Sugestão de leitura para alunas iniciantes perderem o bloqueio para essa experiência futura e para a professora pensar em como aplicar, em sala de aula, exercícios de improviso.

Produção de bons materiais em Dança do Ventre nunca é demais! Obrigada, Nesrine e Central!

Estou começando a ampliar os exemplos de livro sobre dança aqui no blog para cultura árabe em geral; o que não é ruim, certo?

Então, resolvi também sugerir o livro "Árabes", de Mark Allen, que é inglês, mas que, como diplomata, passou muitos anos em vários países do Oriente Médio. Por conta disso, resolveu reunir num livro suas impressões pessoais sobre o que é ser árabe e sua cultura em diversos aspectos.

Segundo ele, os árabes possuem uma personalidade vigorosa que deriva de um profundo respeito pelo indivíduo e pela moral dentro da comunidade. Família, religião, mulher, arabismo e poder são temas bastante importantes nessa cultura e são apresentados por ele baseados em sua experiência pessoal.

Boa leitura!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 20 de setembro de 2014

Show "Líbano, qual é o seu estilo?"

Meu intuito na montagem deste evento é reunir amigas e amigos da dança, conhecer e reconhecer seus estilos, divulgar artistas, talentos e trabalhos desenvolvidos.

Meu sonho é afirmar e confirmar que meu estilo, em particular, está e sempre estará em desenvolvimento.

Ninguém precisa ser “igual a” ou “seguir a”. Todos somos únicos e esta é minha maior crença.

Por que Líbano? Bem... ao entrar em contato com o estudo do Folclore Libanês apaixonei-me e achei-me em Casa, à vontade, feliz, rindo como nunca eu ri. Fiz amigos e companheiros com quem estudo e me desenvolvo em conjunto.

Conjunto, união, mãos dadas e ajudar quem escorrega, este Espírito do Dabke me tomou de um jeito que me emocionei ao me ver firmar os passos, unir-me a terra, segurar forte nas mãos de meus companheiros.

Este é o Show Líbano, de mãos dadas, firmados no Direito de sermos simplesmente felizes em nossa arte, de comemorarmos e sorrirmos juntos e na individualidade de cada um.

Esta que se tornou minha Casa, bem aqui dentro de mim, está de portas abertas para quem quer que se chegue, afinal, na Roda da Vida, como na Roda do Dabke, um grupo jamais se fecha.

E que venham mais amigos, companheiros, mais compartilhar, unir e destribuir! 

Este é o Espírito do Espetáculo Líbano. Tantos talentos, tantos espaços por se abrir, tanto trabalho a se mostrar, compartilhar e a se aprender a respeitar...

Há sempre um lugar, há sempre um espaço, sempre cabe mais um nesta Roda da Vida que jamais se fechará!

Eis estas mãos para se dar! Eis Peito e Coração abertos neste COMPARTILHAR!

Só tenho a agradecer a cada um que se fez presente! Só tenho a agradecer porque a Existência me abriu este Caminho que se chama Dabke e me colocou nas mãos de pessoas além de confiáveis!

Vem você também celebrar nesta Casa que se constrói e reconstrói a cada chuva ou ventos que os desafios da Vida nos trazem!

Sim, tenho amigos, vizinhos e companheiros nesta Vila chamada Terra, que me honram ao subir neste meu frágil telhado, de mãos dadas, sorrindo e dançando, fechando cada furinho, cada rachadura que o Amadurecer nos abre!

Hoje são vocês no meu Telhado, amanhã estarei eu nos seus, se assim o desejarem!

Eis minhas mãos, amigos e companheiros, é tudo o que temos!

YALLAH CHABÉB!!! YALLAH SABÁYA!!! YALLAH DAKBE!!!!

Minha Vida! Minha Alegria! Minha Inspiração!

AIWAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!

Informações em smirna.staff@gmail.com

Por Smirna
DRT 40.046 RJ - SPDRJ 8539
Iniciei meus estudos de Dança Oriental e Folclore Árabe em 2005 a partir da vontade de me reconhecer como Mulher que, com o tempo, passou a ser uma verdadeira História de Amor.
Sou Artista Bailarina reconhecida pelo Ministério do Trabalho, sindicalizada e aprovada no Curso de Qualificação de Instrutores de Dança, que foi conduzido pela professora e bailarina Samra Sanches.
Minhas primeiras mestras foram Gisele Duarte e Yasmin Rajal da eterna escola Alquimia Espaço de Dança. Com a viagem de Gisele para o Oriente Médio, tornei-me aluna de Luciana Midlej e Melinda James.
Senti, aos poucos, vontade de aprofundamento e busquei os cursos de formação de Lulu, e diversos workshops de mestres nacionais e internacionais como Gamal e Khaled Seif, Orit Maftzir, Raqia Hassan e Soraia Zaied.
Procuro manter-me atualizada através dos cursos e workshops que se abrem no Rio de Janeiro, tais como os de Aziza Mor, Ju Marconatto, Nur, Hanna Aisha, Mahaila el Helwa, Jade el Jabel, Kahina, Ariella Dance, Amanda Alexandre, Esmeralda Dance, Carla Silveira, Zahra Li, Fabrício Dabke, Samra Sanches e Nadja el Balady.
Participei do curso de Direção e Preparação Artística com Jorge Sabongi 2013.
Últimos estudos até este momento com Mestre Libanês Tufic Nabak e turma regular de Dabke com Fabrício Dabke.
Atualmente faço parte do Grupo de Dabke AL RAED, sob a direção de Fabrício Dabke.
Penso que minha curiosidade em aprender não tem limites, então nunca paro de estudar e de me atualizar.
Estudo sempre porque desejo aprimorar minha própria metologia de ensino, partindo da observação do corpo, da mente e do Sentir.
Meu Caminho não tem espaço para metas ou alvos, simplesmente é o considero-me uma eterna aluna e assim desejo Ser por todos os meus dias.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Estilo brasileiro de Dança do Ventre?

Eu ouvi de uma bailarina, que o estilo brasileiro de DV estava surgindo mas nunca havia parado para pensar como e por quê, acho que não prestei muita atenção na época. Alguns anos depois, Hossam Ramzy diz que, atualmente, as melhores bailarinas de DV são brasileiras [nossos egos inflam]. Por quê será que ele disse isso? [não perguntei porque não cabia na hora, apesar de ter ouvido isso ao vivo]

Coloquei aqui uns vídeos tentando representar cada uma das cinco partes do nosso país continental para pensarmos juntas nessa história. Gente, não preciso dizer que é difícil escolher vídeos muito representativos. Nós sabemos que existem diferentes trabalhos dentro de uma mesma região, mas vou colocar vídeos que eu gostei. Sem estresse.

Representando o sudeste, escolhi a Kiania (SP) para representar a DV que a galera tem tendenciado a fazer:


Para representar o sul, coloquei um vídeo da Vanessa Castro (PR), trabalho que eu costumo gostar de ver porque sua leitura me agrada:


Para representar a região norte, escolhi a Adriana Amazonas (AM):


Para o centro-oeste, escolhi a Dunia (DF)! Adoro!


E, finalmente, para o Nordeste, escolhi a Nuriel el Nur (RN):


O que será que há em comum entre todas nós, brasileiras: beleza, carisma, quadril solto, desenvoltura? Se existe esse estilo brasileiro, eu ainda não consegui identificá-lo além das características que acabei de mencionar.

Como a Daiane Ribeiro escreveu em seu blog, se "a dança do ventre não é um patrimônio nosso, devemos ser realmente uma cópia fidelizada das egípcias? Há necessidade de mantermos um bom senso, de nos esforçarmos para manter essa identidade original?" Acho que podemos (não sei se devemos) criar uma identidade própria pois nosso maior público está aqui e inevitavelmente, como a Vivi comentou lá, a DV ganha elementos culturais de acordo com o lugar onde se estabelece. De quê adianta apresentar algo tão genuíno se o público para o qual você trabalha pode não se identificar (e, provavelmente, com isso, não ficar atraído)?

Porém, a necessidade de entendimento da cultura árabe deve se mantida pois é dela que nos inspiramos para passar um trabalho sólido, tanto na sala de aula quanto no palco, já que o conhecimento bem estruturado nos dá segurança e liberdade de modificarmos o que nos interessa, a fim de criarmos nosso próprio estilo.

Fique à vontade para opinar!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Para dar uma estudada... literalmente (7)

Como não se apaixonar pela leitura limpa e elegante, além da beleza de Marta Korzun? Para ver e rever, além de, claro, estudar!


Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 16 de agosto de 2014

Importância do Folclore na DV

Já divulguei publicamente minha opinião de que para saber dançar Dança do Ventre (não estou falando de ensinar), não era exatamente necessário saber Folclore Árabe. Hoje, depois de mais experiência e observação, mudei de opinião. Sim, é preciso saber Folclore para saber dançar e, claro, dar aulas de Dança do Ventre.

- Mas eu não quero dançar folclore!
Mas quem disse que você precisa dançar folclore? Você pode dançar somente o bellydance! Bellydance não inclui o baladi, tá? Agora, voltando à questão do folclore. Como você quer representar uma dança que tem como maior origem os países do Oriente Médio sem estudar minimamente seus folclores e sua expressão popular? Como você vai reconhecer ritmos e representá-los de uma forma harmoniosa se você não sabe o que é khaliji ou zaar? Você, pelo menos, sabe que turco não é árabe e que, talvez, seu amigo libanês não entenda bem a música egípcia que você entregou pra ele traduzir?

- Mas eu só quero dar aulas de Dança do Ventre!
E quem disse que o folclore não será importante? Ou você acha que suas alunas não irão às aulas com perguntas sobre folclore para você? Claro, você pode ser sincera e encaminhá-las para outras profissionais, mas a questão aqui é outra: você está satisfeita com o que sabe? Se sim, ótimo! Encaminha suas alunas pra gente! ;-)

- Mas só quero dançar e não dar aulas!
Releia a primeira pergunta e respectiva resposta.

- Mas só quero trabalhar dançando em restaurantes!
Bom, aí vai depender de que restaurante você quer dançar... caso você vá dançar em um restaurante cujo dono é árabe, eu sugiro fortemente que você vá correndo estudar, pelo menos, said, dabke e khaliji porque existe a chance de você passar vergonha.

- Mas quero dançar igual a Shakira!
Ok, então vai aprender Stilleto e não Dança do Ventre.

- Mas quero apenas dançar pro meu marido!
Ah sim... beleza, você não precisa do folclore.

Queria colocar um vídeo meu como exemplo do que quero dizer com esse post. Eu não costumo representar os folclores dentro das músicas bellydance de forma muito forte, mas representá-los de forma mais sutil. E foi o que fiz na parte que entra o mizmar (1:04) e eu não fiz imediatamente os movimentos de said. O que poderia acontecer se eu não soubesse que quando o mizmar entra, a música passa a ter um tom mais folclórico? Na verdade, nada. Mas eu perderia uma grande chance de mostrar para o público (que nesse caso, sabia o que era um said) que percebo essas mudanças de tom e que sei representá-las de forma mais adequada.


- Mas, então, eu preciso conhecer TODOS os folclores árabes?
Olha, nem eles devem conhecer... assim como não conhecemos os nossos. Mas existem folclores fundamentais para você se garantir minimamente nas suas performances. Hoje em dia, felizmente, existem muitas profissionais de qualidade oferecendo aulas que poderão te orientar com mais embasamento téorico e prático. E se algo te soa estranho na música que você quer dançar, simplesmente não a utilize agora e escolha outra!

Abre a cabeça, pessoa! E vai estudar!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

domingo, 3 de agosto de 2014

Transformações que a dança traz

Post a pedido de Karin Ferri

Olá!

Todas nós escolhemos fazer a Dança do Ventre por motivos variados: atividade física, dançar para o companheiro, profissionalização, curiosidade... e digo que, quase com certeza, todas nós acabou se apaixonando por ela. Por que será?

Esta dança permite que a pessoa (sim, homens também podem fazer) desenvolva feminilidade, sensualidade, auto-estima e amor-próprio por ser uma dança democrática em que idade, peso ou tipo físico não importam, apenas sua emoção e prazer em dançar. Não importa seu objetivo: é sempre alegria, entrega, união e emoção, pois o povo árabe é muito expressivo e orgulhoso de si.

Quantas de nós temos histórias positivas sobre o quanto a Dança do Ventre nos trouxe? Eu tenho inúmeras!

Novas amizades

Eu diria que é um dos primeiros e mais rápidos presentes: conhecer novas pessoas e, algumas delas, com capacidade de se tornarem amigas pessoais, para sempre.

A dança é capaz de unir pessoas de diversas personalidades, lugares e histórias porque a liberdade que ela desenvolve dentro de você acaba lhe tornando mais aberta a receber e trocar, o que acaba lhe aproximando mais das pessoas ao seu redor.

Além disso, é quase impossível não se unir dentro de uma sala de aula em que todas estão dispostas a se superar, não importa o motivo.

Superação física e/ou emocional

Devem existir inúmeras histórias de superação de todos os tipos e graus. Por quê? Porque a Dança do Ventre, sendo bem conduzida, além de nos oferecer mais coordenação motora, alongamento e flexibilidade também nos torna mais vaidosas, menos tímidas, mais seguras. Abaixo um vídeo que exemplifica uma grande superação:



Momentos emocionantes

Esses momentos emocionantes podem ir desde a percepção da superação do corpo com determinado movimento durante a aula até a conquista de um grande concurso! Tenho maravilhosas lembranças de muitos momentos incríveis, que só foram possíveis de acontecer por conta da dança. Aqui, eu compartilho, um dos primeiros grandes momentos emocionantes que eu passei com a dança, que foi ficar em terceiro lugar na categoria amador de um grande concurso nacional:



Saúde

Esse item é um pouco mais subjetivo para mim, pois a superação de um problema de saúde nem sempre pode ser alcançado sem orientação médica e medicamentos. Mas, como acredito que muitos problemas de saúde são apenas somatização de problemas psicológicos, a dança pode vir a ser um remédio. Abaixo, um vídeo com uma opinião sobre os benefícios que a Dança do Ventre podem trazer à vida de uma pessoa:



Permita-se! Não deixe que rótulos e padrões bloqueiem sua vontade de crescer, em todos os aspectos da sua vida! Dance! Divida aqui com a gente as histórias positivas que a Dança do Ventre lhe trouxe!

Sugestão: No podcast 55, discutiu-se como a Dança pode servir para desenvolvermos nosso auto-conhecimento.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

domingo, 20 de julho de 2014

Estilo Egípcio de Dança do Ventre

Afinal, o que é esse estilo egípcio de Dança do Ventre que a maioria das bailarinas, aqui no Brasil, querem tanto "ter e beber da sua essência"?

Será isso?


Desculpa, me enganei! Dança do Ventre Egípcia é isso aqui embaixo?


Como, então, poderíamos definir esse estilo? Eu diria que existe uma predominância de movimentos pequenos e mais detalhados, com um pouco de influência do balé. Claro que é possível encontrar elementos ocidentais numa dança desse estilo, mas vou comentar um conjunto de características que predominam.

Dizem que a Jade el Jabel, seria a bailarina aqui no Brasil que, atualmente, mais se aproxima desse estilo. Vamos revê-la?



As bailarinas que assumem ter esse estilo costumam usar poucos deslocamentos e um quadril mais marcado. Aliás, o derbacke costuma aparecer bem, principalmente, em performances ao vivo. Vamos à Soraia Zaeid, que é brasileira e está há muitos anos dançando no Egito:


Outras características que costumam aparecer mais dentro desse estilo é a interpretação mais intensa da música (não só da letra) e um trabalho de braços mais emoldurado, ainda dinâmico.


Eu diria que as brasileiras, apesar de dizerem que estudam mais esse estilo do que outros, é uma mistura de todos eles, principalmente, o argentino e mais, recentemente, o do leste europeu. Por conta disso, tem bailarina que é contra essa história toda de definição de estilo por achar que devemos procurar o nosso estilo. Sim, devemos procurar nosso estilo, ou seja, nosso jeito particular de dançar, sempre! Mas ele sempre será inspirado por uma determinada "escola" e creio que a escolhemos por afinidade tanto de assistir outras bailarinas quanto por encontrar algum que cabe melhor no nosso corpo.

Eu, particularmente, gosto de definir estilos pois acho que torna o estudo da técnica de Dança do Ventre mais didática e te instiga a procurar saber mais sobre a cultura daquele determinado lugar.

Olha que vídeo legal sobre o estilo:


Bons estudos, independente dos rótulos!
Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 7 de junho de 2014

6a. edição do Zahra Sharq com Aysha Almeé!

Olá!

E a sexta edição consecutiva do Zahra Sharq - Flores do Oriente se realiza e dessa vez quem vem como convidada especial é Aysha Almeé (SP), uma das bailarinas mais consagradas do país! E como toda edição, a seleção cuidadosa de bailarinas convidadas da cidade do Rio de Janeiro: Amanda Murad, Ayla Mansur, Centro de Dança Lóbinoos, Grupo Hátor, Jackie Valles, Liane di Luna, Luciana Midlej, Mahira Safie, Mayara Rajal, Samara El Said, Samra Sanches e Shaira Sayaad.

O show será dia 23 de agosto (sábado) no Teatro Marista São José (o mesmo dos últimos dois anos), que fica na Tijuca e começará às 20h. No dia seguinte, dia 24 de agosto (domingo), como de praxe, será realizado o workshop com  Aysha Almeé com o tema "Poesia e leitura musical para taqsim - o corpo em movimento poético, em perfeita harmonia com as melodias, utilizando sinuosos e braços para criar figuras corporais e dar poesia à dança".

Escreva para zahrasharq@gmail.com e receba as informações completas. As primeiras 10 inscritas no workshop, ganham ingresso para o show!


Os ingressos antecipados custarão R$ 30,00 (na hora será R$ 40,00). Você pode reservar o seu com a produção ou adquirir nos seguintes pontos de venda:

Art Hair (Botafogo)
Espaço Amanda Murad (Campo Grande)
Espaço Chandra e Surya (Tijuca)

Espaço Hátor (Vila da Penha)

Espaço Mosaico (Laranjeiras)
Escola Kelimaski (Tijuca)
Estúdio Aischa Hortale (Niterói)
Estúdio Ayouni (Copacabana)
Oriental Studio de Dança (Jacarepaguá)
Soy y Luna Danças (Tijuca)
Studio El Said (Realengo)
Studio de Dança Mahira Safie (Tijuca)


Enquanto agosto não chega, apreciem o trabalho com taqsim (tema do workshop) da nossa convidada especial e confira aqui no blog mesmo as edições passadas para se animar, caso ainda (?) não tenha ido a alguma edição!


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Até lá!
Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 24 de maio de 2014

Desconstruindo leituras (16)

Um puta baladi e Maia Bailarina e a Elis Pinheiro simplesmente me fizeram esquecer que era um baladi, pois suas leituras foram igualmente diferentes e maravilhosas e me prenderam os 11 minutos inteiros!



Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 10 de maio de 2014

Técnica e Expressividade

Sugiro que vocês escutem esse podcast, antes de ler meu post.

Acho que essa busca pelo equilíbrio entre técnica e expressão é a coisa mais difícil da Dança do Ventre. E no nosso caso, é pior pois precisamos desenvolver também uma habilidade técnica que envolve uma cultura a qual não vivemos e conhecemos muito pouco.


Eu acompanho o trabalho da Jamilah tem uns anos porque acho a técnica dela realmente limpa e impecável. Mas ela não entra para minha lista de bailarinas inspiradoras porque lhe falta expressão. Expressão no sentido de conquista de plateia mesmo. Não que ela não tenha expressão, pois ela tem, ela não fica com cara de parede. Mas, sempre que vejo os vídeos dela, me falta aquele "Nossa, que linda!" no final...

Já a Leila, que também acompanho tem um tempo, me causa outra sensação; aquela de encantamento. Sua técnica é incontestável e sua expressão é sempre muito graciosa e prazerosa.


Tem uma hora que a técnica está tão sedimentada, limpa, aliada à segurança e confiança no próprio trabalho que a expressão passa a se destacar e a plateia é conquistada, não importa seu estilo, leitura, roupa, cabelo, nada.


Ao contrário do que a Nar disse no podcast, não acho que devemos apenas sentir para apresentarmos uma boa expressão durante a dança, pois ela pode ser treinada e desenvolvida. Você é contratada para dançar em algum lugar e treina suas músicas, mas por algum motivo, você passa por alguma situação triste. O que você vai fazer? Transmitir tristeza na sua dança? É importante sim desenvolver esse controle. [Eu entendi perfeitamente o que a Nar quis sugerir - deixar as expressões "montadas" de lado e deixar fluir mais o sentimento. Mas eu quis falar sobre isso pois sei que existem professoras que utilizam esse discurso de forma literal. Eu não concordo com esse discurso.]

Desenvolver essa expressão natural e segura demanda tempo e experiência sim. Claro que existem pessoas que desenvolvem isso mais cedo que as outras, por isso essa maturidade não significa tempo; ela pode vir antes, dependendo de sua história corporal e da sua personalidade.



Logo, meninas, acalmem-se, pois sua expressão se desenvolverá, contanto que você seja bem orientada por algum profissional e treine. Sim, expressão se treina assim como seu quadril! Uma dica é ensaiar sua expressão junto da sua coreografia, não confie nunca de que ela estará pronta e sairá perfeita no momento da apresentação. Vários fatores podem atrapalhar sua concentração na hora e sua expressão, estando treinada, fica mais fácil de sair, mesmo sob pressão.

Minha professora já dizia: "Ensaio pobre, show pobre". Vale o conselho!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Livros sobre dança - parte 3


Gente, eu juro que gostaria de ler mais livros sobre dança, mas é difícil viu, tenho pouco tempo! Amo ler e costumo ler uns dois livros ao mesmo tempo, vários temas me interessam, então... mas, vamos lá falar desse dois últimos que eu li.

Escrito pelo único bailarino libanês do Brasil, o livro "Um Líbano inesquecível" é uma excelente introdução para aqueles que não conhecem nada sobre a cultura árabe, com uma leitura fácil e leve. Tufic Nabak compilou o resultado de sua monografia da faculdade de Turismo na forma desse livro e traz de tudo um pouco da cultura à qual nasceu: comida, dança, história, geografia, língua árabe. Para as bailarinas, que já estão mais familiarizadas um pouco com a cultura árabe, não deixa de ser uma referência, afinal, foi escrito por um bailarino libanês e que ainda carrega no seu dia-a-dia parte do país que está longe dele no momento.

Então, se você quer ajudar seu namorado ou prima a entender esse universo que você tanto fala, o livro do Tufic é uma opção!

O segundo livro não é só uma referência absolutamente essencial para quem está querendo entender cultura árabe como para quem é da área de humanas. Traduzido para 36 idiomas, "Orientalismo", do intelectual palestino, falecido em 2003, Edward Said, é heavy metal. Levei quase um ano para terminar de lê-lo e confesso que absorvi, no máximo, 1%. Precisarei relê-lo mais vezes! O texto é bem pesado e com informação demais. Para quem é da área de humanas, o texto deve ser mais fácil de ser lido.


Publicado em 1978, Said tenta explicar que a concepção de Oriente, antes de categoria geográfica, é uma invenção ocidental que engloba as civilizações a leste da Europa. Esses artistas e intelectuais, principalmente, europeus, passam a peregrinar nos países árabes do século XVIII até o começo do século XX para vasculhar em diversas fontes indícios que legitimem seu trabalho. Said encontra elementos deste discurso em diversos textos, descrições, personagens e representações imagéticas, cujas exposições contribuíram para a elaboração e a persistência de um Oriente misterioso, romantizado, exótico e, acima de tudo, idealizado. Projeções cujas reminiscências, conforme aponta Said, reverberam no século XXI, sob as experimentações orientalistas entre os Estados Unidos e o Oriente. Tal estigma, elaborado através do olhar europeu àquelas localidades desde a modernidade, reverberou em produções de cunho artístico, literário, político e científico, resultando no Orientalismo, que são os estudos ocidentais acerca do Oriente (resumido dessa resenha).

No blog Dança do Ventre Brasil, eles reproduzem um texto que a Luanna Mello havia escrito sobre o livro com um foco mais sobre a dança. Sugiro a leitura dessa outra resenha, bem completa e contextualizada.

Boa leitura!
Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 12 de abril de 2014

Mudanças no blog e 3 convites

Olá, queridos novos e velhos leitores!

Inspirada pelo povo do Sala de Dança, achei que valeria a pena diminuir o número de postagens inéditas aqui no blog, pois não tenho tido muito tempo para escrever e além disso, não tenho visto um retorno muito grande de visualizações e o mesmo vale para comentários. E eu sei que, assim como para escrever, é preciso tempo para ler (eu também leio blogs!); então, talvez, valha a pena dar uma diminuída e todo mundo sai ganhando.

Tenho a impressão de que ou o interesse pelos blogs de Dança do Ventre diminuiu ou os assuntos que estão sendo postados não têm sido interessantes. Ainda assim, vejo crescer o número de blogs sobre DV. Iniciar um blog é bem fácil, mas cansa bastante mantê-lo com um conteúdo de qualidade e de forma regular [entendo a decisão da galera do podcast!]. Bom, o meu blog tem um objetivo bem claro (reflexões e estudos variados sobre DV e divulgação do meu trabalho), então nem me surpreendo muito que não haja tanto interesse como vários outros que eu leio. :-(

Como ainda não resolvi parar com o blog (já considerei isso algumas vezes) e quero manter a regularidade das postagens, também resolvi publicar as postagens inéditas de 15 em 15 dias. Entre esse tempo, sempre relembrarei posts antigos (tem material à beça aqui, viu?!) na minha FanPage do Facebook (para isso, é preciso dar uma curtida lá) e no Twitter (@hannaaisha). Você pode receber as postagens inéditas por email ou ser meu seguidor do blog (tá tudo no canto esquerdo da página).

Você também pode me ajudar a construir o blog de duas maneiras: me sugerindo temas ou participando do Espaço da Pupila. E me ajudando a divulgá-lo, claro! Aproveitando o post, vou divulgar três eventos que participarei em maio:

Estou organizando, junto da Mercedes Chavarria, do Espaço Chandra e Surya, um workshop sobre Dabke Libanês Tradicional, ministrado pelo nosso já conhecido Tufic Nabak. É sempre bom relembrar que esse tema não é exclusivo para bailarinas e mulheres. Homens são bem-vindos, assim como pessoas que não fazem Dança do Ventre!


Estarei ministrando dois aulões no Studio El Said (Dança Fallahi e Estilo Libanês de Dança do Ventre), em Realengo, a convite da Samara El Said, e dançando à noite! Ótima oportunidade de aprender/iniciar/relembrar os temas descritos abaixo por um preço tão camarada e com profissionais atuantes no mercado. Samara e Gil, muito obrigada pelo convite, uma honra, viu?!


Os objetivos dos aulões do dia 18 de maio no Studio El Said são identificar o que é a dança e tornar-se apto para iniciar os estudos e construir futura performance em:

Dança Fallahi
- Quem são os fallahi
- Identificação do ritmo e música Fallahi
- Figurino
- Passos característicos da dança
- Pequena sequência para inserir os movimentos sugeridos

Estilo Libanês de Dança do Ventre
- Características da dança
- Elementos e passos bastante presentes
- Referências de estudo
- Pequena sequência para inserir os movimentos sugeridos

Para pedidos antecipados de CDs específicos, falar comigo!

Além disso, estarei novamente na Feira Cultural Árabe, organizado pelo Grupo Nabak, dia 25 de maio em Juiz de Fora - MG.


Vejo vocês lá?

Bauce kabir,
Hanna Aisha

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Estética na dança (e na vida)

Ficou muito claro para mim, com o vlog polêmico da Esmeralda, que as mulheres (também os homens, claro, mas vou me focar nas mulheres) têm uma preocupação com o corpo muito maior do que a gente dimensiona. Eu entendi os dois lados: o dela e de quem a defendeu, dizendo que imagem/estética é importante para se trabalhar com dança e o outro lado, de quem foi contra, afirmando que isso é um grande preconceito e que existem muitas bailarinas acima do peso trabalhando muito por aí.

O objetivo desse post não é defender ou ser contra, mas adicionar elementos para essa questão, coisa que a Lalitah já fez há um tempinho atrás (aliás, vai lá ler!). Mas quis escrever sobre isso também, porque outro dia, voltando da academia, tive um insight sobre esse assunto e achei que valeria a pena dividi-lo com os leitores.

Na verdade, não tive exatamente um insight, mas me senti mal por estar tão desesperada em emagrecer (ano passado, eu passei de 42 para 44. Sim, 42 é meu normal!). "Por que eu demoro a emagrecer? Por que estou tão desesperada? Por que, às vezes, eu me irrito quando vejo as capas de revista?"

Daí, pensei em muitas coisas que talvez respondam os meus próprios questionamentos. Vamos considerar uma mulher de 30 a 35 anos, que não mora com os pais e que trabalha 40 horas por semana:

- O que a Angélica, 40 anos, 3 filhos e com um corpo invejável tem e ela não tem? (...) Não precisamos pensar muito: dinheiro. E dinheiro, baby, compra muita coisa: faxineira, babá, cozinheira, nutricionista, dermatologista, comida boa, personal, tratamento estético... E você ainda quer dinheiro para comprar figurino de R$ 1.000,00 e fazer todos os workshops?
- Como dentro da rotina de trabalho dessa mulher (bom, não sei exatamente como é a rotina das bailarinas), ela pode desenvolver um programa saudável? Claro que é possível, mas sabemos que é bem mais difícil do que imaginamos, pois precisamos encaixar exercício físico aeróbico regular, dieta (isso implica em tempo para cozinhar e ir ao mercado com mais frequência, muitas vezes) e boa noite de sono em um só dia. E nem vamos tentar encaixar o seu tratamento estético. Fora todos os nossos afazeres do lar e do dia-a-dia.
- Uma coisa é ter um corpo de 20 anos, outra é ter um corpo de 30 e outra é ter um corpo de 40. Metabolismos completamente diferentes.
- Ela não tem filhos. Imagina quando tiver.

"Ai, que post pessimista!" Não, não é pessimista, é realista! É CLARO que é possível ter uma vida atribulada e ter um corpão, mas não é qualquer uma meeeeeesmo que consegue tudo isso junto e sempre desconfio de que existe alguma coisa que a facilite, tipo fatores genéticos "da porra". Quanto mais branquinha você é, mais difícil é para ficar "durinha".

E percebendo que eu (e eu apenas) estava sofrendo com isso, resolvi acalmar meus nervos e dar uma relaxada nessa cobrança minha. Se eu perdi trabalho porque eu estava acima do meu peso e eu não sei, sorry. Uma pena para quem não me quis, pois ainda acho que posso fazer um bom trabalho, mesmo um pouco acima do peso.

[Aqui entra a questão da importância ou não de estar acima do peso, que a Esme lançou. Qual seu objetivo na dança? Ganhar dinheiro, dar aulas, se divertir? Porque aqui, seu peso fará diferença para a maioria das pessoas. Não é questão de justiça ou não, é o que é. Claro que podemos mudar esse quadro com nossas ações, mas é um obstáculo parecido que você encontrará ao tentar mostrar para as pessoas que a cor da pele ou sua religião - se é que você tem uma! - não te tornam melhores ou piores pessoas. É uma questão social].

Mas sei o quanto as pessoas (isso significa todos nós) valorizam o corpo e, às vezes (quase sempre) se esquecem de que o preço que se paga para manter um corpão em dia é alto, financeira e emocionalmente. Nem vou comentar sobre o Photoshop, pois é meio óbvio. Tem esse vídeo aqui também.

Vou sugerir de coração, que vocês assistam esse bate-papo, que inclusive ganhou um post aqui no blog.

Acho que para ser feliz é preciso ser, ao mesmo tempo, sincero consigo mesma. Porque só a gente (e só a gente mesmo, viu?) sabe o que realmente importa para a gente, não interessa o que os outros dizem.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

domingo, 23 de março de 2014

Ter ou não ter DRT

Post a pedido de Izza

"O nome dela é Flatulah Khadufa.
Faz aulas de Dança do Ventre desde tempos imemoriais, então se auto-intitula bailarina.
...
Assim, penso: será que os leigos serão enganados para sempre?
Não, a moça não pode correr esse risco! Ela vai, com certeza, buscar algum tipo de certificação - no caso, o DRT (que para quem não sabe, é um documento que "capacita" artistas a exercerem sua profissão).
Sim, ela vai conseguir.
...
Afinal, se uma atriz global é capacitada como bailarina profissional, por que não ela, pobre Flatulah?
Ela, no fundo, sabe que o DRT não atesta sua capacidade como Belly Dancer.
...
E que, no fim, a única pessoa quem ela vai enganar com um título qualquer é ela mesma".

Para a história completa, ir no Blah do Fallahi.

Em qualquer emprego decente que eu arranjar,
meu CRBio será exigido para trabalhar como
bióloga.
Ter um DRT significa ter um registro perante ao Ministério do Trabalho como artista/bailarina e uma filiação em um sindicato de Dança. Como qualquer outra profissão reconhecida pelo MT, o registro é sua permissão para exercer a profissão, como todos os "CRs" que conhecemos. Como não existe nenhum Conselho da Dança, não temos "CRD - Conselho Regional de Dança" como os médicos possuem CRM e sim, o DRT, emitido pelos Sindicatos.

Lá no site do Sindicato de Dança do Profissionais do RJ (SPDRJ) eles dizem que o papel dele como instituição é (resumido por mim): "representar e defender os seus interesses junto à sociedade, portanto, concretiza a união dos trabalhadores de uma categoria profissional. Nós somos uma categoria diferenciada, especial e precisamos estar sempre atentos ao cumprimento das leis e normas que conseguimos, após longos anos de luta, conquistar. Você adquire o poder de voz e voto em Assembléias para definir os novos rumos do nosso Sindicato. A sua entidade de classe discute e busca soluções para a situação do seu emprego, o desenvolvimento do setor, as perspectivas da profissão. Incentiva e cria cursos que visam o seu desenvolvimento profissional e crescimento pessoal. Sem luta não haverá conquistas e nada nos será concedido".

Logo, dependendo do Estado brasileiro que você mora e do sindicato que tem (caso ele tenha um), se você quer fazer parte desta luta pela classe ou requerer financiamento público para seus espetáculos, você obrigatoriamente precisa do DRT. Mas, se você não se encaixa em nenhum desses requisitos, o DRT não serve para nada, pois não conheço nenhuma academia de dança (tomara que exista) que exija de suas professoras, o DRT.

Se eu entendi, o DRT é uma licença para trabalhar como bailarina?
Sim.

Então, eu não preciso de DRT para dar aulas? *
Não.

Conclusão da história: do jeito que trabalhamos com a dança no momento, o DRT é absolutamente inútil, apesar de culturalmente, isso representar o "profissionalismo" de alguém [não farei aqui a discussão do que é profissionalismo, pois o tema é longo]. Mas se você quer fazer parte do crescimento dessa classe artística perante a sociedade, sim, você precisa ter o DRT para "entrar na roda" de alguma maneira oficial.

Caso eu tenha falado alguma coisa errada, POR FAVOR, me corrijam!

Bom trabalho!
Bauce kabir,
Hanna Aisha

Dicas:

- Lá no blog da Lu Arruda, ela fala sobre ética e profissionalismo e ela diz que ser profissional na dança engloba ao menos três fatores: Conduta ética, Nível técnico e Tempo de carreira e/ou shows realizados.
- Lá no podcast, elas também falam sobre ética!
- O SPDRJ sugerem uma tabela de cachês mínimos, dê uma olhada.

* No RJ, o SPDRJ oferece agora os cursos do CQID, Curso de Qualificação para Instrutores de Dança. Isso significa que você, no fim do curso, recebe uma licença para dar aulas "sob a benção" do SPDRJ. Quem comanda essa parte é a Samra Sanches e ainda está no começo. Informe-se com ela!
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