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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Desconstruindo leituras (21)

Como pegar uma música com uma leitura super clássica e conseguir deixá-la tão linda? Kahina consegue! Pura inspiração!


Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Como não se perder sendo aluna iniciante de Dança do Ventre

Olá, queridos leitores!

Ao sermos apresentados ao mundo paralelo da Dança do Ventre e do Folclore Árabe (vai me dizer que não é paralelo à nossa realidade?), corremos o enorme risco de nos deslumbrarmos diante de tanta música, brilho, maquiagem, figurino e belas bailarinas e belas danças. Eu já fui aluna e sei muito bem o que estou dizendo! Queria poder comprar milhões de brincos, maquiagens, CDs, DVDs, figurinos, acessórios... não aconteceu o mesmo com vocês?

Se você está sendo orientado por uma profissional séria e honesta e se você permitir que ela emita opinião, ela te orientará sobre o que você precisa investir no momento: aulas, DVDs, figurinos... Caso ela te repreenda carinhosamente, dizendo que você não precisa comprar tal coisa mas outra (ou nada!), não fique triste: tudo tem seu tempo! E sim, quem vos fala é uma pessoa muito ansiosa, eu te entendo! Não adianta querer fazer o workshop com a Kahina se você não consegue se sustentar por 15 segundos em uma meia ponta ou fazer o workshop com a Nur se você nem acertou seu básico egípcio! Muito menos gastar R$ 1.000,00 em um figurino, se você nem tem perspectiva de dançar.

Não, não quero arruinar o mercado da DV. Pelo contrário. Mas, acho que vale a pena tentar redirecionar a clientela e ajudar as meninas que estão meio perdidas a não perderem dinheiro à toa. Porque tem cliente e vendedor para tudo, eles só precisam se encontrar!

Particularmente, para meninas iniciantes, eu acredito que existam temas na DV que precisam ser ensinados assim que elas adquirirem aquele mínimo de dissociação corporal para que se comece um trabalho mais direcionado. E nunca, nunca mesmo subestime-as. Eu nunca fiz isso, acredite nelas! Por exemplo, folclore, meia ponta e ritmos não são temas de nível intermediário para cima. Acho, inclusive, que são trabalho de base, assim como os oitos e shimmie. Vou explicar.

Ninguém precisa colocar as meninas que estão começando agora para deslocarem como bailarinas clássicas, dançarem Zaar ou discutir quais os ritmos presentes no Dabke. Não! Mas não há motivo para não ensinar sustentação aliado a trabalho de core, a apresentar a Dança Baladi ou "a pisar no dum" durante o maqsoum (que costuma ser o primeiro ritmo dado e que você nem precisa fazê-las gravar esse nome inicialmente).

Aprender a usar o abdômen ajuda a dar equilíbrio, entender a Dança Baladi é entender uma parte da origem da Dança do Ventre (e a dançá-la!) e "pisar no dum" ajuda a ganhar ritmo e coordenação motora. O que vem depois disso, é apenas uma questão de aprofundamento.

Eu acredito que certas etapas deveriam ser dadas o mais rápido possível (quase obrigatoriamente) para que a base delas se estabeleça e se desenvolva com qualidade. Porque o resto que virá depois será apenas a cereja do bolo!

Quer saber mais sobre isso?

Espero ver você conectada comigo!
Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 5 de março de 2018

Livros de dança - parte 6

Olá, bellynerds!

Quanto tempo que não escrevo um artigo sobre livros de dança! O motivo é simples; eu estava sem livros de dança para ler! 

Bom, o primeiro que li foi o livro "Círculo Mulher" da Shalimar Mattar (SP), que comprei pessoalmente com ela em um evento no RJ e que ela autografou. Ele me pareceu um livro introdutório à Dança do Ventre pois, através de uma linguagem bem leve, fala sobre aspectos diversos que a Dança possui e pode proporcionar às suas praticantes, passando por um pouco de história até espiritualidade. No fim do livro, existem diversos relatos positivos de pessoas envolvidas com arte, em especial, com a Dança do Ventre. Eu acho que esse livro é um instrumento bastante interessante, pois pode ser lido tranquilamente por não-praticantes da Dança do Ventre e, com isso, talvez, atrair possíveis novos interessados.

O segundo livro é "Música Árabe" da Marcia Dib (SP). Ao contrário do livro da Shalimar, esse é extremamente técnico e denso e não é sobre dança em si. É um livro para músicos, mas as praticantes de Dança do Ventre também podem lê-lo e aproveitá-lo de alguma maneira. A temática me interessava bastante, mas teve trechos que eu simplesmente não entendi porque não tenho nenhuma formação nem experiência com música de nenhuma cultura (só sei tocar um pouco de snujs!). Ele é um grande repositório de informações que você pode consultar sempre que tiver uma dúvida pois é extremamente organizado e cheio de referências sérias (aspecto que toda pessoa que fez pós-graduação carrega em si). Porém, apesar de ser de difícil entendimento, eu não deixo de recomendá-lo, pois contém informações preciosas que me ajudou a ligar os pontos com relação ao tema e à própria dança.

Espero que tenha ajudado vocês com seus estudos!
Bauce kabira,
Hanna Aisha
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