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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Raks al seniyya

Fazer e servir chá de menta são parte da hospitalidade marroquina. A Dança da Bandeja (Raks Al Seniyya) é tradicional, em vez de folclórica. Não se baseia em uma cerimônia ou ritual histórico, nem é uma conseqüência natural do dia-a-dia do povo. Foi criado por um animador para acrescentar emoção à performance. À medida que a popularidade foi aumentando, tornou-se uma dança tradicional.

Conhecer mais sobre a história por trás da Dança da Bandeja é importante, assim como a compreensão da diferença entre o folclore e a tradição, que é uma distinção importante a fazer quando se pensa em Raqs al-Seniyya.

De acordo com Scarlet Lux - a dança folclórica é algo que representa o tecido social da cultura de que provém, seja uma representação da religião (embora as danças rituais sejam consideradas religiosas, em vez de folclore), casamento, moralidade, comunidade ou sobrevivência. Os encontros marroquinos de Ahwach para a comunidade, o namoro e, eventualmente, o noivado, são um excelente exemplo disso. A tradição, por outro lado, é simplesmente associada ou mesmo esperada em certas ocasiões ou em certas danças, mas essa tradição pode não ter o mesmo significado, história ou peso cultural das danças folclóricas.

Outras fontes dizem que sua origem se deu origem nos cafés no Marrocos no século 19, onde os garçons além de servirem, dançavam e faziam estripulias com a bandeja na cabeça. A dança é executada por homens e mulheres, mas é mais comum por homens. 

Os marroquinos usam velas, copos de chá e um bule de prata no centro. O piso está envolvido - praticamente todos os movimentos que você pode fazer com a bandeja são no chão. A dança começa, com o dançarino demonstrando firmeza, equilíbrio e habilidade usando movimentos de quadril, torso e braços. A dança pode ser lenta ou rápida.

A chave para equilibrar uma bandeja é manter a cabeça imóvel e nivelada.

Se você viajar para Marrocos e tiver a sorte de encontrar um restaurante ou hotel com shows de dança, ou participar de um encontro onde haja performance, você tem uma ótima possibilidade de ver Raqs Al Seniyya.

Dicas práticas para a bandeja de velas:

- Pratique o equilíbrio.

- Pratique na frente de um espelho para que você possa ver a bandeja na sua cabeça, enquanto seu corpo memoriza o sentimento. Mais tarde, é importante praticar longe de um espelho!

- Certifique-se de que você pode fazer cada movimento pelo menos 10 vezes no espelho e sem deixar cair ou inclinar a bandeja antes de tentar em frente ao público.

- Pratique até sentir-se realmente confortável, não temendo que a bandeja caia. 

É melhor estar preparado e coreografar, ao invés de improvisar, uma vez que a adrenalina pode fazer com que você arrisque e experimente movimentos que você não esteja preparado para fazer.






Fontes: 
Moroccan Tea Tray Dance: Raqs Al Seniyya
Tray Dancing
Candle Tray Dance Tips
Bandeja de chá / Raks al Seniyya
Raqs al seniyya – tray dance

Iniciou seus estudos com Dança do Ventre em 2004. Começou a dançar profissionalmente no ano de 2011 no restaurante Kib's Cozinha Árabe em Joiville e Bagdad Café em Curitiba. Atualmente, faz parte da equipe artística Oriente Árabe. Obteve o selo da Khan el Khalili em 2014 e faz parte do quadro de Novos Talentos. Em 2016, obteve seu SATED-PR (DRT 0030950-PR). Ministra workshops e shows em várias cidades do Brasil.

dayannaoeiras@gmail.com

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Fechando mais um ano

Para mim, pessoalmente, 2017 foi um ano estranhíssimo na Dança do Ventre. Pouco produtivo, poucos destaques, poucas novidades. Mas foi um ano em que muitas coisas ficaram mais claras. Minha dança, meus objetivos, meu papel no mercado, o caminho da DV no Brasil.

O que você achou da DV em 2017? Comenta aqui embaixo!

Sobre o destino do blog em 2018: incerto. Muito incerto.

Como eu já comentei aqui, está muito claro o interesse cada vez menor por leitura na internet e cada vez maior por vlogs e textos/vídeos alocados no Facebook. E eu, como vocês sabem, não tenho a DV como única fonte de renda.

Por conta de tudo isso, tenho me dedicado cada vez menos na produção de artigos para cá, infelizmente. Não pretendo fechar o blog nem deixar de escrever, mas não consigo me ver mais organizando textos para publicação regular.

Eu vi esse "abandono" acontecer com diversos blogs/podcast que eu amava e hoje, entendo porquê. Fui persistente e ainda não sei mais se valeu a pena tanto esforço.

Como eu disse, isso não é um fim. Mas, talvez, um pré-fim.

Você ainda pode contribuir para o Espaço da Pupila e/ou com sugestões de temas.

Se você quer continuar mantendo contato comigo, se você ainda não sabe, estou ministrando aulas online. Clica aqui para saber mais! Além disso, vou continuar usando o blog para divulgar meus cursos presenciais. Não deixe de segui-lo ou receber as atualizações por email. Mas se você usa mais o Facebook, curte minha página, que lá eu coloco muito mais que minha agenda! Ou meu Instagram, @hanna_aisha.

Bom, tem alguns anos que eu finalizo o ano com alguma sugestão de vídeo. Apesar de ter achado pouco produtivo, alguns vídeos se destacaram bastante. Foi difícil eleger um para colocar aqui. Mas acho que esse representou muito bem meu gosto por uma Dança do Ventre elegante, bonita, limpa e cheia de conteúdo. Felizmente, muita gente também achou:


Bauce kabira e feliz 2018 para todos nós!
Hanna Aisha

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Desconstruindo leituras (20)

Oi, queridos!

Apresentando mais um vídeo que desconstrói leituras ordinárias, dessa vez eu trouxe a bailarina Bruna Milani (SP), que cada vez mais, na minha opinião, apresenta uma dança cada vez mais autêntica.

Já fiz um post nessa coluna em que a proposta da dança era a mesma, representar o elemento "ar". E é impressionante como a Dança do Ventre cabe muito bem para representar esse elemento, principalmente, se associado ao nosso querido véu.

Nesse vídeo, Bruna, obviamente, maneja o véu com maestria e elegância, acompanhando a leitura da flauta, tocada por seu marido, o músico Mario Alphonso III.

Espero que apreciem bastante, como eu!


Bauce kabira,
Hanna Aisha
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