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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Dança Fallahi

Olá, queridos leitores!
Estava devendo um post sobre Dança Fallahi!

Fallahim = "camponeses" em árabe. A maioria do povo baladi das cidades são fallahim. Eles estão localizados no Delta do rio Nilo, acima do Cairo.

A dança Fallahi tem variações regionais, mas a mais comum é a que se refere à colheita, pois foi difundida pela Trupe Reda. Nos shows folclóricos egípcios, eles costumam aparecer na parte cômica do show, pois eles são vistos como uma "família Buscapé". Uma analogia conosco, seriam os caipiras.


Dentro dessa dança, utiliza-se um vestido bem rodado até o pé com mangas compridas ou não de estampa lisa, listrada ou com motivos geométricos ou florais e com babados. Pode colocar flores na cabeça, véu, pompom.


O ritmo costuma ser o fallahi, que é um maksoum modificado, mais acelerado (ritmo árabe dos camponeses egípcios - dum kaka dum ka - pode ter variações) e binário e os gestos representando bo cotidiano como arar a terra, pegar água, cuidar de animais, etc. O Jarro é apenas um elemento cênico, como poderiam ser as flores, o cesto, etc.


Se possível, ao escolher sua música, procure saber a letra, caso seja cantada. Use aquelas em que exaltam seu país ou falam de seu cotidiano, pois são contagiantes e representam a alegria de um povo. É preciso habilidade, equilíbrio e boa expressão facial, pois é uma dança teatral.

Fontes: Anotações pessoais de aulas com professores variados (Maira Magno, Melinda James).

Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Qual sua referência?

Olá, queridas e queridos!

Após assistir a essa palestra (grande, eu sei, vê aos poucos) do historiador Leandro Karnal, me inspirei para escrever esse post sobre referências:


Logo no início da palestra, ele diz que o estudante de História deve ler e saber determinadas obras clássicas, gostando ou não das suas ideias porque elas foram revolucionárias e mudaram o rumo da história.

O raciocínio se aplica exatamente à nossa profissão de bailarina de Dança do Ventre. Não importa se você só gosta de dançar derbacke e com espada, wings e rotina, baladi e pop. Se você quer ser uma boa professora e bailarina, você deve estudar, pelo menos, uma vez, todos os temas que circundam a Dança do Ventre, INCLUSIVE, os folclores árabes.

Assim, você ganha um olhar maior sobre sua profissão e te permite ESCOLHER que caminhos seguir com mais consciência, segurança e clareza.

Hoje, eu adoro dançar Fallahi e Mambouty porque me permiti estudar e EXPERIMENTAR NO MEU CORPO esses temas, que, a princípio, eu não estudaria. E o contrário também acontece! Você pode querer estudar determinada coisa e sair DETESTANDO dançá-la. Aconteceu comigo também, com a Dança Núbia.

Outro ponto de vista que podemos tirar da palestra dele é sobre a história da sua profissão. De onde veio, quem foram as pioneiras, como se dão as modas de roupa, qual é a estrutura da música, como a dança evoluiu?

Por fim, quais são suas referências de professoras, bailarinas e músicos? Quem te inspira artisticamente e quem é sua referência técnica? Qual seu objetivo como professora ou bailarina, amadora ou profissional? A gente não consegue ter isso claro se não temos senso crítico embasado em muito estudo, observação e disciplina, incluindo aprender a ouvir a pessoas de confiança.

Enfim. É uma dança que nasceu em um contexto de entretenimento de luxo no Oriente Médio e hoje, movimenta muito dinheiro, sustentando muitas famílias mundo afora.

Poderíamos falar horas e horas sobre isso. Mas, antes, sugiro que você veja a palestra e, depois, procure uma boa profissional para te orientar, não fazendo você perder seu tempo (e dinheiro), que são preciosos!

Bauce kabira,
Hanna Aisha 

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Batwanes bik

"Te contemplo"

Intérprete: Warda Al-Jazira (1939-2012)
Letra: Omar Batisha
Música: Salah El Sharnoubi

A "princesa do tarab árabe" e mesma intéprete de "Fi youm wa leyla", Warda foi a segunda maior cantora egípcia, atrás de Oum Khoulsoum.

Omar foi um importante radialista e compôs mais de 700 letras e Salah foi um autodidata e inovou a música oriental, introduzindo nela ritmos atuais.

Além de "Fi youm we leila", a música de hoje também é super famosa e com inúmeras versões. Warda faleceu há pouco tempo, em 2012. Não há como não ficar arrepiado com ela cantando:


Aqui, você pode acompanhar a letra em português. A Nancy Ajram é ótima e não deixou por menos na interpretação:


Nesse vídeo, Elis Pinheiro faz uma interpretação com seu jeito mais moderno de dançar, cantado por Tony Mouzayek:


Fonte: Revista Shimmie ano 05, no. 30

Bauce kabira,
Hanna Aisha
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