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terça-feira, 15 de junho de 2010

Selos de Qualidade

Oi, meninas; vim falar sobre um assunto que não se esgota e parece aumentar mais ainda...

Segunda-feira agora, dia 14 de junho, o bailarino Tufic nabak anunciou as bailarinas selecionadas com o Selo de Qualidade Nabak, eu e a Nanci Rocha (MG). Eu que sempre tive um pouco de pé atrás com isso, as pessoas podem achar que eu mudei de ideia. Mas não, tá tudo normal. Quando ele me apresentou a ideia do selo, durante os primeiros microssegundos eu neguei na minha mente e fiz uma cara estranha (que ele percebeu); daí, ele começou a me explicar melhor como seria seu selo. Daí achei interessante ter um selo de qualidade: estabelecer parcerias é uma das vantagens, sem ter que mudar nada em mim e no meu jeito de dançar ou me adequar; a ideia é divulgar a cultura libanesa.

Como eu particularmente gosto do estilo e sei alguma coisa, eu tentei. E após a conversa, percebi que seria uma coisa ativa, boa pros dois lados, com validade, o que é inteligente. Daí, gostei da história de ganhar um selo.

Eu já tinha 2 estrelas do Selo Oriente, Encanto e Magia; mas o retorno que eu recebi não teve a ver com o selo, mas com os concursos em si.

Para esclarecer: nunca fui contra selos; as pessoas devem procurar se sentir bem com o que fazem e buscam. Mas que existe uma correlação ERRADA sobre quem tem selo é quem dança bem ou quem não tem selo, não dança bem, existe. Assim como está errada a correlação de quem dança lá fora, também dança bem. O que me incomoda é a supervalorização de bailarinas que, na realidade, não passam de bailarinas profissionais com uma dança normal ou até inferior. E isso acaba atrapalhando sim quem não tem e nem pensa em correr atrás de um. Essa é minha opinião. E daí que aquela menina é KK, onde está a magia? Entendem?

As opiniões são diversas e existem inúmeros posts sobre o assunto (principalmente em blogs).

Aqui fica meus parabéns a todas aquelas que estão interessadas em estudar, crescer, fazer parcerias e que procuram contribuir para a divulgação da cultura árabe de qualidade, independente de ter selo ou não!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

domingo, 6 de junho de 2010

Zahra Sharq 2010 com Fabiana Tolomelli no RJ

Como eu disse em um post anterior, vai rolar aqui na cidade do Rio de Janeiro, um workshop de Khaliji dos Emirados com Fabiana Tolomelli, bailarina Internacional credenciada com o padrão Bellydance® de Omar Naboulsi. O workshop será na Escola Kelimaski, de 10 às 12h no dia 07 de agosto e custa R$ 90,00.

E à noite, às 19h, no espaço das Artes de A a Z (Rua Araújo Pena, 88, |Tijuca) vai acontecer o show Zahra Sharq 2010 comigo, com a Fabiana e bailarinas convidadas da cidade. Os ingressos custam R$ 20,00, mas quem fizer o workshop, sairá R$ 100,00 show + workshop. Imperdível!


O Zahra Sharq esse ano contará com os apoios da Escola Kelimaski e da Bellydance® de Omar Naboulsi.

Mais informações: hannaaisha00@gmail.com - (21) 9152-2389 - (21) 2275-6635

Bauce kabir,
Hanna Aisha

Bailarinas do Zahra Sharq 2010

Apresento as bailarinas que estarão abrilhantando o "Zahra Sharq - Flores do Oriente" 2010. Na ordem:

Fabiana Tolomelli (MG), Bianca Gama, Eliza Oliver (Cia Bras Danças Árabes)
Haynna Al-mudarissa, Jaqueline Campos, Luciana Nogueira
Najla Al Hafsa, Samra Sanches, Shaira Sayaad
Zahra Li e Fabricio Dabke, Izabel Moratti, Elaine Rollemberg






Bauce kabir,
Hanna Aisha

sábado, 5 de junho de 2010

Taqsim

Taqsim significa improviso em árabe e é o momento da música árabe em que um instrumento vai realizar um solo, uma improvisação melódica, que pode ter um ritmo por trás ou não. O tasqim não acompanha a melodia da música e nem sempre o que é lento é taqsim. Os instrumentos mais utilizados são a nay, alaúde, kanoon e o acordeon. O teclado e o rabab também podem aparecer.

A nay é uma flauta de bambu e o kanoon é um instrumento de corda, semelhante a uma cítara, em que fica apoiado sobre o colo do músico, que o dedilha com as duas mãos. O acordeon é um instrumento francês e não se sabe como chegou ao Egito e se tornou seu instrumento mais importante dentro da música baladi. O violino (substituiu o rabab no século XX) e o saxofone também são utilizados nas músicas mais contemporâneas. O alaúde é considerado o primeiro instrumento de cordas do mundo.

A voz também é um instrumento que pode realizar um solo. O maual é a introdução vocal que o árabe faz; descende de um canto religioso, segundo alguns estudiosos. São momentos em que o cantor é dominado por seus sentimentos, geralmente relatando histórias de amor ou desilusões.

A estrutura de uma música do tipo taqsim baladi é progressiva, ou seja, ela começa bem lenta (baladi kabir), passa a ser cadenciada com determinado ritmo (el tet = sentado) e finaliza com um trecho mais acelerado (ingerara). Se utiliza muito pouco o tronco e raramente as mãos. Perguntas e respostas são comuns (al wadi) e todo o corpo pode ser usado, com pequenos deslocamentos. Apesar de sua origem ser turca, os egípcios o adotaram fortemente. Logo, as bailarinas o realizam utilizando movimentos pequenos e nunca são bruscos, apenas para acentos.

O músico Hossam Ramzy faz uma analogia para que um taqsim baladi seja bem realizado: é só pensar em uma moça do campo que passa a viver na cidade e em determinada festa começa a dançar tímida e aos poucos vai se soltando até se “descabelar”.


No taqsim, a bailarina precisa se deixar dominar pela emoção, pois é um momento introspectivo da música os quais os outros instrumentos, sem ser o que está solando, ficam bastante, quando não totalmente, reduzidos. Os movimentos ondulatórios e sinuosos são os mais intuitivos no taqsim (com exceção do kanoon e do alaúde que sugerem tremidos e shimies) e a grande dificuldade de se realizar um belo momento taqsim é fazer as emendas parecerem fluidas, naturais e os movimentos pouco repetitivos, associados à uma expressão adequada. O taqsim é uma das performances mais difíceis dentro da Dança do Ventre porém um dos mais emocionantes quando bem realizados.


Bauce kabir,
Hanna Aisha
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