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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Férias do blog

Olá, queridos!

Nesse ano, as atividades no blog diminuíram um pouco e os posts passaram a ser publicados de 3 em 3 semanas, mas não pararam!

Como todo ano, em dezembro dou um mês de "férias" para o blog e fico sem publicar nada, o que não lhe impede de ler/reler os conteúdos antigos daqui. Tem coisa sendo publicada, continuamente, desde 2009!

O meu blog continua sendo uma das referências mais importantes na Dança do Ventre do Brasil e essa é a recompensa que eu ganho, pelo trabalho (muito!) realizado. Os posts estão sendo, o tempo todo, revisados e atualizados, afinal, a gente escreve coisa errada, de vez em quando! E como os estudos são contínuos, é importante rever os textos para não passar informação errada para frente!

Em 2017, por motivos pessoais e por perceber que as pessoas estão mais interessadas em vlogs e com menos paciência para ler, eu vou passar a publicar de 4 em 4 semanas.

Você pode participar mais do blog sugerindo temas ou escrevendo um texto para o "Espaço da Pupila". Vamos ajudar a mantê-lo funcionando?

Boas festas de fim de ano! Vou deixar vocês aqui com um vídeo para reflexão:


Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Quem foi a primeira bailarina profissional de Dança do Ventre?

Vocês já pensaram nisso? Eu já, mas, infelizmente, os registros são muito raros e a maioria dos relatos são orientalistas, ou seja, pouco confiáveis. Além disso, é muito difícil definir quando a DV começou de fato (talvez com a Badia e seus cabarés?) porque existe um período de transição entre as Ghawazee e a Golden Era, juntamente com a organização das Feiras Mundiais e as Ouled Nail.

Talvez, nunca saberemos quem foi a primeira bailarina de Dança do Ventre, mas sabemos sim, quem foram bailarinas muito famosas no século 19. Importante lembrar que "La danse du ventre" foi um nome cunhado pelos franceses após sua ocupação no Egito e que os americanos traduziram para "bellydance", ganhando o mundo.

Shafiqah El Copta nasceu em 1851, no subúrbio de Shobra, no Cairo. Sua família era respeitável, conservadora e modesta e ficou escandalizada quando ela começou a pensar em dançar. Aos 19 anos de idade, foi descoberta por Shooq e fugiu para aprender a dançar, enquanto sua família pensava que ela estava na igreja. Depois que se casou, ela viveu sob circunstâncias pobres e tentando melhorar, dançando nos clubes. Com a morte de Shooq, Shafiqa tornou-se a maior bailarina do Egito.

Kuchuk Hanem (1850-1870) já foi mencionada em dois relatos não relacionados de dois orientalistas, Gustave Flambert e George Curtis.

Extremamente importante mencionar que as bailarinas argelinas Ouled Nail foram as principais bailarinas que trabalharam nas Feiras Mundiais européias. Elas possuem uma dança muito diferente da que estamos acostumadas, apesar de reconhecermos nelas alguns movimentos. Elas foram grandes inspirações para a imagem que os norte-americanos criaram em cima da bailarina árabe:



Fatima Djemille ou Little Lady (1890-1921) dançou na famosa Feira Mundial de Chicago em 1893. Dizem que ela é a bailarina de dois filmes do século 19:



Na verdade, houveram diversas "Little Egypts" nos EUA, não sendo, inclusive, necessariamente, árabes. Ashea Wabe foi mais uma dessas bailarinas que viajaram no mundo através das Feiras Mundiais, assim como a Maria Chiquita:


Claro, Badia Masabni foi absolutamente crucial para determinar a Dança do Ventre como a conhecemos e trabalhamos:


Fontes: Gilded Serpent, Street Wing, aulas com Márcia Dib.

Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

[Off-topic] Dicas para cuidar do corpo - parte 2

Oi, queridas!

Após publicar a parte 1, nessa parte 2, vou dedicar à estética, especificamente, maquiagem.

Como eu disse no post anterior, super inspirada por vlogueiras que eu sigo no Youtube (links no fim do post), resolvi compartilhar dicas que uso com frequência. A maioria delas veio de outras pessoas ou pela internet mesmo e que aprovei!

Eu sei que várias das situações que vou descrever podem ser particulares, mas, com eu disse, são dicas minhas, após experimentar diversos produtos ao longo desses anos todos e que resolvi compartilhar com vocês!

ROSTO

Contorno com o Blush Harmony (MAC) - Dica eterna da Camila Coelho e mega aprovada. Passei a usar contorno no rosto por conta dela e nunca mais quero deixar de fazer!

Iluminador Soft & Gentle (MAC) - Faz toda a diferença na finalização da maquiagem.

Bases, pós e corretivos são bem particulares por conta do tipo de pele, mas uso tudo da MAC. Puro amor.

OLHOS

Delineador retrátil Graph Black (MAC) - Mega preto, não derrete e é mega macio.

Rímel Hipnôse (Lâncome) - Puro amor. Super preto e dá mega efeito. Mas um nacional que corresponde a ele é o da Boticário, efeito cílios postiços. Aprovado!

BOCA

Delineador retrátil (MAC) - Pigmentado, macio, lindo. Puro amor.

Delineador em lápis (MAC) - Pigmentado, macio, lindo. Puro amor.

Batom em bastão MAC - Sou apaixonada pelos batons da MAC e não quero nenhuma outra marca, mesmo. Não curto muito a linha Creme Sheen porque não gosto de batons brilhantes, só por isso.

Batom líquido Quem disse Berenice - Ganhei um de aniversário e me surpreeendi. Tem efeito matte (eu amo), mas sem deixar craquelado ou seco demais. E NÃO SAI. Só se você comer.

LIMPEZA

Removedor de maquiagem para olhos Mary Kay - Limpa super bem e não arde os olhos.

Demaquilante Micellar Cleasing Water (Garnier) - Você não fica com uma sensação de "peso" na pele depois de usá-lo.

Sabonete Líquido Neutrogena - Para retirar resíduos que sobraram após o demaquilante.

OUTRAS DICAS

SEMPRE, SEMPRE uso antes de me maquiar porque realmente faz diferença, mas ainda, sem produto preferido.

Primer para rosto - Para fixar a maquiagem.
Fixador de sombra (no momento, uso Paint Pot da MAC, mas quero mudar) - Aumenta a pigmentação e não deixa craquelar.
Fixador de maquiagem - Após acabar a maquiagem toda, joga no rosto que a maquiagem não derrete! Laquê também funciona, mas pode arder os olhos.

Aceito outras dicas!

Links de vlogueiras que dão dicas de maquiagem: Fala Esme, Nilza Leão, Camila Coelho, Mari Maria.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

V Festival Said - A grande noite do folclore

O "V Festival Said - A grande noite do folclore" acontecerá no dia 05 de novembro de 2016 no Teatro Marista São José, na Tijuca, cidade do Rio de Janeiro - RJ. Esse ano, resolvemos inovar no formato original e teremos, além da mostra de dança, concursos nas categorias Solo Profissional, Solo Amador e Grupo Categoria livre.

A mostra terá início às 14h. O show de gala começará às 20h e contará com a participação dos convidados especiais Anthar Lacerda (SC) e Aysha Almée (SP) e de diversas bailarinas cariocas. Além disso, teremos diversos expositores do RJ e de outros Estados.

O valor do convite antecipado é de R$ 30,00 e de R$ 40,00 na bilheteria. Os convites serão vendidos no Studio El Said (Realengo). Aceitaremos reservas pelo telefone, e-mail e Facebook, sendo confirmado através de depósito bancário.

As informações sobre o edital está disponível na página do Facebook - V Festival Samara El Said de Danças Árabes.

Para quaisquer outras informações, contatos podem ser feitos através da página do Facebook e pelo e-mail gildammarques@yahoo.com.br

Esperamos você lá!
Equipe El Said

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Dança Meleah-laff

Afinal, que dança é essa?

Comentei sobre essa dança lá no post de Dança Balady porque ela é, de certa forma, uma dança balady. Existe esse mito, de que é uma dança surgida no início do século XX, em que as mulheres realizavam para atrair os marinheiros do porto. Se você for lá no post sobre Semsemeya, essa frase vai fazer mais sentido. Claramente, ocorreu uma má interpretação ao longo dos anos.


Foi uma dança que, durante muito tempo, foi "vendida" como um folclore típico do Egito. Hoje, o que se diz é que foi uma performance criada pelo bailarino e coreógrafo Mahmoud Reda, inspirada na mulher balady que é feminina, cômica e sensual:


O figurino dessa dança foi inspirado em um traje tradicional muito usado pelas mulheres no Egito, no início do século 20, nos grandes centros urbanos do Egito, como Cairo e Alexandria. O véu era preto, feito com tecido grosso, escuro e pesado, enrolado ao corpo, da cabeça aos pés, como sinal de respeito e dignidade. Um acompanhamento usual desse traje era o chador.

Cairo e Alexandria foram grandes cidades em termos de difusão cultural e temos 2 tipos de meleah, que representam essas cidades. No meleah do Cairo, o vestido é mais ousado e a dança é mais alegre, solta, extrovertida. Geralmente falam de amor ou cotidiano:


O Meleah do litoral é conhecido como Dança da Alexandria (iskandarani) e a bailarina utiliza vestidos mais curtos e músicas que falam muito do mar, da vida dos pescadores. Na década de 40, Alexandria era a principal cidade de veraneio do Egito. Os turistas eram atraídos pelas praias e pelos balneários elegantes. O meleah estava na moda e compunha o vestuário das mulheres, mas o clima quente obrigavam-nas a usar vestidos leves e o lenço deveria protegê-las de olhares maliciosos. Você pode identificar esse tipo de meleah ouvindo as palavras iskandarani, buró, meleah, galabia e a dança é mais discreta e "calma" do que a meleah do Cairo:


Música para Meleah-laff não é nada fácil, caso você ache que colocar qualquer música do Hakim será o suficiente. Por ser uma dança inventada, o ideal é você escolher músicas criadas para dança Meleah-Laff e não qualquer shaabi ou pop egípcio. Um ritmo que é encontrado comumente nas músicas para meleah é o ritmo malfuf acelerado (fallahi).

E aí, o que você acha agora: é um folclore ou não?

Fontes: Webartigos, Munira Magharib.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Para dar uma estudada... literalmente (11)

A Aysha Almeé é fonte de estudos sim, mas junto disso, vem a inspiração. Ela exala feminilidade, sensualidade, delicadeza. Quer trabalhar sua leitura para taqsim? Preste atenção nesse vídeo:


Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dança com Snujs

Snujs são címbalos de metal, muito presentes nas músicas árabes. É um acessório comumente tocado pelas bailarinas e item quase obrigatório na dança das ghawazee.

Eu, particularmente, super curto dançar com os snujs, mas confesso que ele tem estado de lado um pouquinho por estar mais focada em outras coisas na dança.

Tenho dois pares: um menor, para restaurantes e outro maior, para palco. As sonoridades são bem diferentes e sim, existem qualidades diferentes de snujs. Logo, se você quer comprar um de boa qualidade para sair um som legal, informe-se com quem comprar! Para treinar, você pode ter um menor e mais barato.

Existem duas maneiras de tocá-los:
1) Batendo no DUM com sua mão mais firme (costuma ser a que você escreve)
2) Batendo no DUM com as duas mãos

Os TAKA são marcados na sua mão menos firme.

A melhor maneira de aprender a tocar snujs é acompanhando um ritmo puro, ou seja, somente um ou dois derbackes, com, no máximo, um snujs ou rif para acompanhar. Assim, fica mais claro para você entender e fixar a estrutura do ritmo. Já viu meu post sobre ritmos?

Após você conseguir a segurança de tocar, durante um bom tempo, o ritmo puro, você começa a associar os movimentos junto dele. Depois disso, você começa a estudar uma música completa mesmo. No blog Cadernos de Dança, tem muitos ritmos para você estudar.

Aqui, um vídeo da Carlla Sillveira, com uns exercícios bem legais para você acostumar com o toque, antes de você pegar nos ritmos em si:


Você não precisa dançar a música toda tocando os snujs! Você pode tocá-lo eventualmente durante a música. Agora, o tchan da coisa não é ficar fazendo TAKA o tempo todo e sim, tocar no ritmo da música, preenchendo ou não o ritmo e com floreios. Aí sim, você vai demonstrar habilidade!

Não é exatamente simples, requer um treino longo e contínuo. Mas vale a pena porque você ainda consegue aprender diversos ritmos e, com isso, você nunca mais ouvirá as músicas árabes da mesma maneira! Olha que trabalho de snujs interessante:


Aqui nesse vídeo, eu fiz uma dupla com o super bailarino de sapateado, Alexei Henriques, onde criamos a música com base no seu sapato e nos meus snujs. O resultado ficou ótimo!


Bom treino!
Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Ya msefer wahdak

"Oh viajante"

Intérprete: Mohamed Abdel Wahab, Warda, Najat El-Saghira
Música: Mohamed Abdel Wahab (1902-1991)
Letra: Hassen El Saed (1921-1983)

Mohamed foi um grande personagem árabe e foi considerado o Beethoven árabe, seguindo a estrutura clássica da música árabe durante a década de 20. A partir de 1930, introduziu instrumentos (como o baixo, a castanhola e o violoncelo) e ritmos ocidentais (como rumba, tango, valsa e samba), além de criar músicas menores (em torno de 10 minutos), o que lhe rendeu muitas críticas. A música do post de hoje representa muito bem essa sua fase "ocidental".


Em seu primeiro encontro com Oum Khoulsoum, Mohamed lhe ofereceu uma música, a qual ela recusou e os manteve afastados por 40 anos. Seu dueto de "Imta Omri" nasceu a partir de um pedido do presidente egípcio da época, Gamal Abdel Nasser.

Aqui, a música interpretada pela querida Warda:


E aqui, a música interpretada pela Nagat El-Saguira:


Para finalizar o post, uma interpretação dançada da música, por Dina:


Fonte: Revista Shimmie, ano 04, no. 23.

Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 27 de junho de 2016

The Tribal Style Belly Dance - O Estilo Tribal de Dança do Ventre

Resumindo: Tribal é um estilo de Dança do Ventre contemporânea, assim denominado na década de 80, nos Estados Unidos. Uma Dança do Ventre descomprometida com a estética cultural árabe, mas aberta a influências multiétnicas, tendo, porém, posturas e vocabulário gestual base bastante específico e determinado.

O Tribal é como uma criança índigo, superdotada. Um estilo tão recente e já tão espalhado mundo afora, multifacetado, com dezenas de ramificações e sub-estilos.

Tudo tem um início e nada surge do nada. Claro que o Tribal teve suas influências históricas que embasaram sua filosofia estética, mesmo antes de ganhar este nome.

Chegando em São Francisco, Califórnia (EUA), é bem fácil perceber por que o Tribal surgiu ali. Rapidamente, encaixamos as peças do quebra-cabeça. Respirando o ar libertário e multiétnico de São Francisco, percebendo o peso de sua história hippie, passeando pelas ruas do bairro gay, comendo em restaurantes de diferentes nacionalidades, ouvindo as mais diferentes músicas e apresentações artísticas na rua, comprando no supermercado vegetariano.... É fácil entender que ali, a arte não será facilmente rotulada, o conhecimento não será colocado em caixas para ser repassado sem se transformar, sem ser reinventado, questionado, desconstruído e acrescentado da essência de quem o utiliza. 

Para se aprofundar no tema, e entender como as coisas se desenrolaram, acho que vale a pena pensar em toda a trajetória de evolução da dança do ventre nos Estados Unidos, desde a primeira apresentação de dança do ventre na Feira Mundial de Chicago em 1893, passando pela história da imigração dos povos árabes, o surgimento dos cabarés, a glamourização do estilo por Hollywood, o movimento hippie... A capacidade que tem o povo americano em transformar qualquer coisa em produto, de explorar o aspecto comercial de cada coisa existente. A dança do ventre se encaixa e se adapta aos tempos, às circunstâncias, ao gosto de quem faz e de quem assiste e por isso ela atravessa os milênios e continua a evoluir, porque tem em si a tradição e a modernidade, o ancestral e o visionário.

O Estilo Tribal se diferencia em diversos aspectos da dança do ventre considerada tradicional ou clássica. Pensando na evolução da modalidade ao longo do século 20, a dança do ventre tradicional/clássica se desenvolveu no ambiente urbano, seja no Egito ou nos Estados Unidos, nas apresentações de cabaré ou em teatro, em ambiente fechado, sofrendo refinamento estético para a tela do cinema, correspondendo às expectativas de um público majoritariamente masculino e de classe alta. O Tribal retoma o feeling das danças em praça pública, dos mercados, do céu aberto, da dançarina cigana, selvagem, de pés descalços. Buscando uma ancestralidade e uma beleza oriental existente no imaginário coletivo das mil e uma noites. Mesmo que em teatro ou ambiente fechado, existe a evocação deste conceito através dos elementos estéticos de cena, figurino e música. Contrapomos os arquétipos da dançarina elitizada X selvagem; Refinamento X Instinto; Strass X Moedas; Urbano X Deserto; Eva X Lilith.

Carolena Nericcio, “creditada como codificadora do primeiro estilo de dança e formato a levar o nome de dança do ventre tribal” (wikipedia.org), foi aluna de Masha Archer, que foi aluna de Jamila Salimpour. Esta árvore genealógica, demonstra, através da obra de cada uma destas artistas, a evolução da dança do ventre californiana, desde a década de 70. Elementos estéticos que se mantiveram, apesar de modificados, e que acabaram por fundamentar o estilo: A concepção cênica de grupo, inspirada no contexto cênico dos povos do deserto do Norte da África e Oriente Médio (Ciganos, Beduínos e Berberes); A utilização de figurinos inspirados na estética exuberante destes povos nômades; O vocabulário gestual que, aos poucos, foi sendo codificado, revisto e ampliado em suas posturas e movimentos. A criação de uma linguagem corporal única, funcional para improvisos em grupo, apresentações impactantes, alegres, coloridas e ricas em dinâmicas e elementos cênicos. Eis o porquê de o estilo ganhar o nome de “Tribal”.

Bal Anat


SF Classic Dance Troupe


FatChance BellyDance


Num seguinte momento, Rachel Brice foi aluna de Jill Parker, que foi aluna de Carolena Nericcio. Na contra mão da dança coletiva, trazendo de volta à cena a dançarina solista, coreografada e permitindo que outras modalidades de dança permeassem suas novas criações, embasadas já nos princípios técnicos da Dança do Ventre Tribal. Experimentar e fundir novos elementos. Trazer de volta a dança cabaré, o arquétipo da encantadora de serpente, a dançarina misteriosa, exótica e tecnicamente minuciosa. Assim surgiu a “Fusão Tribal”, ou “Tribal Fusion” em inglês. Estilo que explodiu mundo afora através da imagem de Rachel Brice na internacionalmente difundida cia de dança BellyDance SuperStars. A partir daí, muitas outras grandes dançarinas se projetaram e muitas fusões foram experimentadas, desde com danças étnicas como indiana e afro, como com outros conceitos cênicos como Vintage ou Dark Fusion.

Ultra Gipsy


Rachel Brice


Ariellah


Aqui no Brasil, eu, Nadja El Balady, estudo o Estilo Tribal desde 2005. Naquela época, conseguíamos captar a essência filosófica da estética Tribal, mas não tínhamos absolutamente nenhum direcionamento técnico para isso. Ainda hoje, muita gente estuda pelo youtube e não tem acesso a uma professora com uma formação consistente no Estilo. Eu lembro que a vontade de criar e de conhecer outras pessoas no Brasil que se interessassem por isso era muito grande. Todas nós que fomos pioneiras e nos esforçamos bastante para ir aos eventos umas das outras em todo o país, nos esforçamos por compartilhar conhecimento, nos esforçamos por criar uma cena. Acho que posso considerar que este esforço tenha dado frutos. Hoje em dia, muitas de nós conseguiram uma boa formação e desenvolvemos estilo próprio, debatendo escolhas e direcionamentos estéticos, cada uma com seu núcleo e trabalho em evolução. Novos festivais, novos grupos, diferentes profissionais despontam no mercado, indicando que mais gente procura o estilo, que ainda temos muito trabalho a fazer e que não tem mais volta. 

Nadja El Balady


O Tribal é um fenômeno mundial. Por manter a essência do feminino arquetípico universal da dança do ventre. Por sua amplitude, por suas infinitas possibilidades de criação. Pela beleza estética e pela excelência técnica a que exige dedicação. Cabe à dançarina neófita buscar suas raízes, sua história. Seu embasamento técnico respeitando a evolução do seu estilo. Mergulhar de coração no estudo para dominar sua linguagem e com isso, poder melhor se expressar sua individualidade na arte, de maneira consistente e única.

Loko Kamel Tribal Dance


Nadja El Balady
nadjaelbalady@gmail.com


Nadja é professora graduada em Dança e se dedica há 19 anos a estudar danças orientais. Trabalha com Tribal desde 2005 e organizou por 4 anos, no Rio de Janeiro, o primeiro festival de Dança Tribal do Brasil: “Tribes Brasil” (2008 – 2011). Nadja é FatChance BellyDance® Sister Studio, tendo feito a formação de ATS® (American Tribal Style®) em São Franciso, Califórnia em 2012. Fez imersão completa com Rachel Brice no Shaman’s Fest em 2014. Estudou com outros grandes nomes do Tribal Fusion como Rose Harden, Zoe Jakes e Sharon Kihara. Dirigiu o primeiro grupo de ATS® do Brasil: a “Tribo Mozuna” (2009 – 2012). Dirigiu a “Cia Caballeras” (2009 – 2011) e coreografou os espetáculos “Tribal Gênese” e “Carpe Noctem”. Nadja é pioneira na fusão do Tribal com Danças Brasileiras como Maracatu, Afoxé, Coco de Roda, Jongo, Cavalo Marinho e Frevo. Hoje, dirige o Oriental Studio de Dança, mantém Cursos de Formação em Dança do Ventre tanto tradicional quanto tribal, e dirige o grupo “Loko Kamel Tribal Dance” de ATS® e Fusão no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Estudando língua árabe - parte 3

Em músicas para Dabke, eventualmente, ouvimos uma certa contagem e, intuitivamente, imaginamos que sejam números sendo falados e é isso mesmo. Então, vamos saber como são os números em árabe? Aliás, esse canal no Youtube é superlegal para quem quer ser apresentado à língua árabe.



Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 16 de maio de 2016

E o tal do "said libanês"?

Afinal, existe ou não?

Não.

Quando eu escrevi o post sobre Dança Said, acabei comentando um pouco sobre o tal "said libanês", mas aqui, vamos falar um pouco mais sobre ele.

Por que não existe said libanês?
Porque começa com um erro conceitual: Said é uma parte da cultura egípcia, localizada na região sul, cheia de tradições. Logo, nunca poderá ser libanesa. Segundo Tufic Nabak, o bastão estilo libanês teve origem no norte do país e trata-se de uma dança alegre, executada com a bengala ou com o bastão, utilizando passos e músicas de Dabke. Ele diz em seu livro que "Enquanto os homens subiam aos telhados das casas cobertas com lama para compactar as rachaduras causadas pelas chuvas do inverno, os idosos subiam também para acompanhar de perto este trabalho e ficavam sentados segurando as suas bengalas. Ao som do Mejuez (flauta em árabe), os homens se distraiam e ficavam dançando durante o trabalho, enquanto alguns pegavam a bengala do pai ou do avó para girar durante os movimentos realizados com os pés. Assim, o bastão ou a bengala passaram a ser adereços importantes a serem utilizados durante as músicas de Dabke".

Então, de onde vem a confusão?
O que existe são os dabkes modernos libaneses (como Fares Karam e Nagwa Karam) que também podem ser dançados com o bastão.


As bailarinas que dançam nos Emirados Árabes aprendem esse estilo e trazem para cá, o qual eu mesma, tive a oportunidade de aprender com uma delas. O sapato aparece, o quadril pode ser mais utilizado e não é necessário usar galabya nem faixa na cabeça. Aqui, um vestido mais moderno cai muito bem:



O que comumente acontece é alguém ensinar sobre o ritmo said, que pode aparecer em diversas músicas como dabke, pop, shaabi. Porém, isso não significa que você pode dançar o Raks Assaya com qualquer música, só porque tem o ritmo said ao fundo! ERRO MEGA COMUM!

Também é possível utilizar esse estilo de dança como Dança de Casal, onde a mulher mistura passos de Dança do Ventre e Dabke e o homem dança o dabke, com ou sem o bastão:


Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Desconstruindo leituras (18)

Dessa vez, a proposta de desconstrução de leitura é paradoxal, afinal, Serena Ramzy, nada tem de desconstrutora de leituras. Ela se propõe a dançar o mais próximo possível das bailarinas Golden Era, que são, para muita gente, a essência da DV.

Mas, coloquei esse vídeo aqui para chamar a atenção da leitura dela em uma entrada de rotina clássica. Enquanto você faz a plateia esperar durante a introdução toda a sua entrada com um véu de seda, ela dança na introdução e não utiliza o véu.

E faz bonito, claro.


Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 11 de abril de 2016

[Off-topic] Dicas para cuidar do corpo - parte 1

Super inspirada por vlogueiras que eu sigo no Youtube (links no fim do post), resolvi compartilhar dicas bem pessoais e que uso com frequência. A maioria delas veio das minhas idas frequentes à dermatologista (se você puder frequentar um(a), recomendo!), mas outras fui adquirindo com outras pessoas ou pela internet mesmo e que aprovei!

Por algumas delas serem dicas de dermatologistas, alguns produtos não serão baratos, pois são hipoalergênicos, sem cheiro, com mais princípio ativo.

Eu sei que várias das situações que vou descrever podem ser particulares, mas, com eu disse, são dicas minhas, após experimentar diversos produtos ao longo desses anos todos e que resolvi compartilhar com vocês!

Essa parte 1, vou dedicar ao cuidado do corpo. Farei uma segunda parte, somente com dicas para estética.

ROSTO

Esfoliante Theracne - esfoliar o rosto 2 vezes por semana fez muita diferença! Tenho muito menos cravos e a pele fica mais macia. Para adquirir o hábito, deixe no seu box e faça na hora do banho.

Sabonete de limpeza Neutrogena - Lavar, pelo menos, uma vez ao dia com sabonete neutro e não o de corpo, limpa super bem e não deixa a pele ressecada.

Filtro Solar 30 Minesol - Não deixa a sensação de "peso" no rosto. Puro amor.

Ácido Avène Triacenal - Para ser usado de noite e retirado de manhã. Ele não "machuca" a pele do rosto, diminui os cravos, fecha os poros e sua pele fica radiante! Importante lembrar que se você quer engravidar em breve, suspenda o uso por uns meses por conta do ácido retinóico.

Xampu Johnson (de neném mesmo) - Para lavagem dos CÍLIOS! Isso mesmo, dica do meu oftalmologista. Lavar os cílios de uma a duas vezes por dia diminui a gordura acumulada ali (ainda mais se você usa maquiagem sempre), que pode entupir umas glândulas importantes para formação de lágrimas. No meu caso, diminuiu minha fotofobia. Para adquirir o hábito, deixe no seu box e faça na hora do banho. você pode utilizar o xampu como sabonete de rosto também, permitido pela dermato!

Hidratante - Eu usei durante muito tempo um hidratante em gel manipulado na Dermage (recomendo os produtos da marca no geral), com vários ingredientes. Nesse momento, estou usando o Improve F da Dermage mesmo e estou gostando.

CORPO

Sabonete líquido (uso Lux mesmo) - esfoliar o corpo de 1 a 2 vezes por semana tira as células mortas e estimula a renovação da pele, deixando sua pele mais macia. Além disso, diminui a foliculite proveniente de depilações. Dica da depiladora!

Hidratante Cetaphil - É muito caro no Brasil (em média custa R$ 150,00), mas se você tem alguém vindo dos EUA, compra na Amazon por $12 e me diz o que acha. Eu uso quando sinto vontade. Eu AMEI pois hidrata mesmo, sem deixar "melecado". É sem cheiro e hipoalergênico. Existem outros hidratantes mais em conta que esse, mas mais caros que os hidratantes comuns que também gosto pois levam mais uréia, não têm cheiro e são hipoalergênicos. Muitos hidratantes são só cheirosos e não agem tão bem como hidratantes.

MÃOS

Hidratante Avène - Uso quase todo o dia. Não tem cheiro, tem filtro solar e não deixa "melecado".

Base para unha Dermage - Uma dos melhores dicas que recebi. Minhas unhas pararam de lascar, simples assim. É para ser usado sem parar, inclusive quando você não está com esmalte (curto bastante a Risquè).

Cera nutritiva e óleo fortalecedor Granado - Se você usar com frequência, funciona. As unhas ficam mais fortes e a cutícula reduz. Mas esse é o problema, usar todos os dias. A cera é para ser usada de 2 a 3 vezes por dia e o óleo, antes de dormir. Esse hábito só consegui manter por 15 dias e parei. Então, uso de vez em quando.

CABELOS

Xampu e condicionador Redken - No momento, é a marca que meus cabelos têm gostado. Dá para comprar mais barato e de 1 litro em sites de salão de beleza.

Xampu anti-resíduos Natura ou Redken - Uso, religiosamente, uma vez por semana. Faz diferença.

Creme de tratamento Redken - Uso, religiosamente, uma vez por semana, após o xampu anti-resíduos. Faz diferença.

OUTRAS DICAS

Lavanda - Quer acelerar seu sono? Passa alguma colônia ou óleo de lavanda perto das orelhas, pescoço e mãos ou tenha um difusor de lavanda do seu lado da cama. Relaxa e faz você dormir melhor.

Desodorante caseiro - Para evitar entupimento das glândulas sudoríparas, o que pode levar algumas pessoas a terem abcessos nas axilas e que é um saco de tratar (já tive). Por isso, alguns dermatologistas recomendam o uso de leites ou colônias desodorantes (que eu uso todos os dias). Mas já fiz o desodorante caseiro e super aprovei (na verdade, por conta dele, duas pessoas próximas abandonaram os desodorantes industrializados, que são caros e entopem os poros). Para dizer que não uso antitranspirante, só uso quando vou dançar, nem para a academia eu uso mais.

Parece muita coisa para administrar, mas não é não. É questão de hábito mesmo. Você insere no seu dia-a-dia e na verdade, você não perde muito tempo não. Os resultados valem a pena! 

Aceito outras dicas!

Links de vlogueiras que dão dicas de beleza: Fala Esme, Nilza Leão, Camila Coelho, Mari Maria.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 28 de março de 2016

Samia Gamal: pra estudar

Samia Gamal é uma das grandes referências da Dança do Ventre. Ela fez parte da Golden Era, época que tanta bailarina admira e considera a "essência" da DV. Não importa se você concorda com isso ou não; o fato é que ela foi muito importante para o que hoje chamamos de Dança do Ventre.

Zeinab Ali Khalil Ibrahim Mahfouz nasceu no Egito, em 1924 e, ao mudar-se para o Cairo, teve a oportunidade de conhecer Badia Masabni, a qual lhe deu seu nome artístico, Samia Gamal.

Ela teve um caso, nunca oficializado, por 11 anos, com Farid El Atrache, famoso cantor e ator, que também trabalho no Casino da Badia:


Uma coisa interessante que ela declarou, por introduzir elementos ocidentais em sua dança é de que "Não há mais mudança na dança oriental. Ela se repete em todo filme". Ela redesenhou os figurinos de Dança do Ventre e trouxe energia às performances.


Em 1949, o rei egípcio Farouk proclamou Samia Gamal “A Bailarina Nacional do Egito”, que trouxe atenção dos EUA para a bailarina. Possui um estilo charmoso, gracioso e sedutor ao dançar, além de ser muito expressiva e simpática.


Samia Gamal deixou a dança mais expressiva, introduzindo o balé clássico e danças latinas em suas performances. Sua professora de balé sugeriu o uso do véu, para melhorar seu trabalho de braços, o que tornou seu uso muito popular. Difundiu-se por aí que ela foi a primeira bailarina a usar salto alto , mas isso não é verdade. Shafiqah El Copta já usava sapatos durante a dança no início do século 20. Ela também participou de dezenas de filmes.


Ela utiliza muitos giros (de braços abertos ou segurando a saia, inclusive) e deslocamentos, com arabesques ou camelos pequenos. Ela usa os oitos em quase toda a dança, além de abusar dos braços na frente e ombros, os quais ela utiliza muito para fazer acentos. Ela, porém, faz poucos shimmies.


Ela é uma ótima referência de estudo, caso você queira mais dinamismo e "desfocar" um pouco do quadril. Ela não é minha preferida mas, sem dúvida, tenho um profundo respeito.

Aqui, uma maravilhosa estrevista com ela.


Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 14 de março de 2016

Dica de livro Especial - "Árabes no Rio de Janeiro"

Olá!

Este post é consequência de uma parceria que a Editora Cidade Viva propôs para o blog! Calma, eu explico lá embaixo o que é essa parceria! Mas, antes, lê sobre o que se trata o livro!

Vim aqui para divulgar e recomendar o livro "Árabes no Rio de Janeiro - uma identidade plural", por Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto. Este é o 3o. livro de uma série sobre imigrantes na cidade (os outro volumes são sobre os portugueses e judeus). Essa série descreve a importante contribuição desses imigrantes para a formação cultural e econômica da cidade do Rio de Janeiro.

Ele é dividido em 5 partes: A partida, A chegada, Construção da identidade no Brasil, Construção da comunidade e Fixação da identidade.

Durante o século 19, o Rio de Janeiro tinha 1,2 milhões de pessoas e os imigrantes chegaram a ser 1/5 dessa população. Vários motivos levaram esses imigrantes árabes (de origem síria e libanesa, principalmente) a chegarem ao Brasil: perseguição religiosa, opressão política, pobreza e a decadência do Império Otomano. A imigração para o Rio de Janeiro, capital do Brasil na época, se inicia em 1880 e, em 1920, eles chegam a ser 3% da população, sendo o Estado com a 2a. maior concentração do país.

A grande maioria começou aqui como comerciante ambulante (mascates), mas alguns passaram a produzir frutas e outros chegaram a abrir lojas e indústrias próprias, que se tornaram muito importantes para a cidade. Alguns outros acumularam capital e voltaram para suas terras de origem, onde puderam se estabelecer como proprietários de terra. A introdução do uso do crédito e da barganha fez com que eles crescessem e se destacassem rapidamente entre os cariocas.

A organização da comunidade árabe começa com a fundação de instituições de naturezas variadas no fim do século 19, crescendo entre 1900-1920. Elas tinham caráter étnico-cultural para preservação de uma identidade coletiva ligada à língua árabe, onde rituais e festas religiosas catalisavam sua identidade constituindo uma comunidade.

A concentração dos primeiros imigrantes em áreas comerciais do centro, como a Rua da Alfândega e das ruas adjacentes, formando o complexo SAARA, permitiu a inscrição dos elementos culturais árabes no próprio espaço urbano carioca. Esse centro comercial funciona muito bem até hoje e é uma das referências em comércio no Rio de Janeiro. Além disso, alguns desses imigrantes viram na cidade novas oportunidades de investimento empresarial para os imigrantes árabes, que ajudaram a expandi-la com a criação de diversos bairros.

Esse livro se torna importante referência porque existem poucos estudos sobre o árabes no Rio de Janeiro, já que a grande maioria foi para SP, devido seu dinamismo econômico. O texto, por ser de um acadêmico, está todo escrito usando referências e relatos de descendentes de árabes da cidade. Logo, não é apenas um achismo, é produto de pesquisa importante para profissionais como teólogos, historiadores e sociólogos, além de ser interessante leitura para descendentes de árabes, profissionais envolvidos com Dança Árabe e curiosos.

É de capa dura e a qualidade do material é muito boa, com muitas fotografias e documentos pessoais.

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Agora vamos falar da parceria! Caso você queira adquirir o seu exemplar, você também pode fazer diretamente aqui pelo blog! O valor do livro é de R$ 60,00 (mais o frete) e o pagamento será feito apenas através de depósito bancário ou pessoalmente comigo (vantajoso para quem não quer usar seu cartão de crédito na internet).

Para mais detalhes, me contacte através do email hannaaisha00@gmail.com.

Por  mais cultura e parcerias!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

quarta-feira, 9 de março de 2016

8ª Night Mix Arabic Brasil – Movimento em forma de Luz

O evento 8ª Night Mix Arabic Brasil – Movimento em forma de Luz, visa promover apresentações de mostras, concursos e workshops de alto nível, com participantes das academias de dança da cidade do Rio de Janeiro e de todo o Brasil .

Objetivo e público alvo: Promover a divulgação das danças orientais e danças de diversos estilos. O evento é direcionado a todos profissionais e alunas que visam criar uma rede de relacionamento em troca de conhecimento e experiências culturais, além dos apreciadores e simpatizantes da arte em busca de entretenimento.

Apresentamos pela primeira vez no Rio de Janeiro, Renata Lobo (SC) e mais convidadas e participações especiais!


Direção: Darah Hamad
Cobertura On-line: Revista Shimmie
Whatsapp: 995559958

Cronograma do evento 
14 de maio 2016 (sábado) – abertura 13:00h às 22:00h
Workshop: 10:00h as 14:00h
Início do Show “Encontros” 18:00h
Início do "Gala Stars Show" 18:50h às 22:00h

Local
Teatro Marista São Jose
Rua Conde do Bonfim, 1067 –Tijuca

Mostra de dança (estilo livre)
Concurso Solo Amador
Concurso Solo Folclore
Concurso Dupla 
Concurso Solo Profissional
Concurso Grupo Dança Oriental árabe 
Concurso Grupo Folclore árabe

Stands com diversos produtos

Programação será divulgada com uma semana antes do evento por email ou facebook 

Valor do ingresso: R$ 25,00 antecipado
No dia: R$ 35,00

Crianças até 07 anos não pagam (apresentar documento na entrada da recepção)
Idosos acima de 60 anos não pagam (apresentar documento na entrada da recepção)

Pontos de Venda dos ingressos 

Studio El Said
Rua Professor Vitor Silva, 32 – Realengo
Tel (21) 2595-9847 (GILDA –SAMARA EL SAID COSTUMES)

Espaço Mosaico
Rua Gago Coutinho, 66 / loja F - Laranjeiras 
Tel (21) 2557-6922 / (21) 2225-7623

Studio de Dança Jalilah´s - Unidade Olaria 
Rua Leopoldina Rêgo, 542 / salas 101
Tel (21) 3868-3806

Escola de danças Kelimaski 
Rua Marechal Trompowski, 103 - Muda - Tijuca – RJ
Tel (21) 2268 0450 / (21) 3286 5208
Horário de funcionamento:
De 2ª a 6ª: das 14 às 20h
Sábados: das 11 às 13h

Núcleo de Dança Amanda Murad
Rua Soldado Rafael Buzarelo, 360 - Campo Grande - RJ
Tel (21) 99152-9174 / (21) 2412-4740

Espaço de Artes Khalida Zareen 
Rua Jornalista Mario Galvão, 56 – Vila Kosmos 

Pagamento por depósito bancário. Por favor, solicite via email - starmixdancer@gmail.com ou Whatsapp (21) 99555-9958


Informações úteis
- O Colégio Marista dispõe de estacionamento gratuito;
- O Teatro Marista São José possui a capacidade para 402 pessoas; 
- A prioridade dos assentos no teatro é do público pagante, portanto, caso haja público em pé e bailarinos sentados, os mesmos serão convidados a cederem seus lugares; 
- Não será permitido marcar lugares com bolsas ou qualquer outro objeto; 
- O palco tem as seguintes medidas: 7,40m x 5,40m; 
- Somente poderão permanecer na área interna do teatro, camarins e coxias, bailarinos, coreógrafos e dirigentes dos grupos ou escolas devidamente identificados. Bem como, os bailarinos só poderão entrar em cena com o uso da mesma; 
- O professor ou responsável deverá chegar ao teatro, impreterivelmente, 01 hora antes do início do seu respectivo bloco de apresentação. O mesmo deve dirigir-se à recepção do evento para receber as pulseiras de identificação que deverão ser ajustadas corretamente no pulso e durante todo o evento não poderão ser retiradas. Em caso, de dano da pulseira de identificação deverá ser apresentada a coordenação do evento para que possa ser trocada;
- O cenário e a iluminação será padrão para todas as apresentações, tendo 10 segundos entre cada apresentação pra se posicionar ou aguardar o inicio de sua musica;
- Haverá um fotografo oficial do evento, mas não impede de cada uma de vocês ter o seu próprio recurso pra fotografar ou filmar, desde que só filme aquela pessoa específica;
- A Organização não se responsabiliza por objetos deixados e esquecidos nos camarins;
- Poderá ser feita o uso de imagem, do coletivo ou individual dos participantes através de fotografia e filmagem, para divulgação comercial, cartazes, folhetos, etc. Estando ciente desde já, que não cabe em nenhum momento reclamação, indenização ou mesmo pagamento de valor antecipado ou posterior pelo uso de sua imagem;
- Haverá filmagem oficial do evento somente no show Encontros e Star Gala Show, porém não comercializaremos o DVD, será exposto no Youtube.

Sejam muito bem vindas e bem vindos!!!
Equipe Darah Hamad

Meu primeiro contato com a Dança do Ventre foi em 2002. Em 2005, consegui o registro no sindicato dos profissionais da dança do ventre (SPDRJ: Reg.Mtb 36.457 – 26/07/05). Para ampliar meus conhecimentos, participei de cursos e workshops com renomados nomes da Dança. Fui atuante por 10 anos como dançarina dentre os seguintes estabelecimentos: Restaurante Amir (Copacabana), Restaurante Al Khayam (Centro), Habib's (Vila Valqueire), Restaurante Beduino (Centro), Clube Monte Líbano (Lagoa), Empresa Infraero (Galeão) e outros eventos comerciais particulares. Produtora do evento Night Mix Arabic Brasil desde 2010, apresentando as profissionais top da cidade maravilhosa Rio de Janeiro e convidadas especiais. Possuo diversos prêmios e o selo de qualidade Khan el Khalili conquistado em 2008. Atualmente, ministro aulas na "Asmahan Escola de Dança do Ventre" desde 2006, realizo workshops, aulões, bancas de avaliação, shows em eventos empresariais e familiares no Rio de Janeiro e adjacências. Contatos:

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Intensivo de véu e Zahra Sharq 2016

Olá, fiéis seguidores do blog!

Esse post se destina a divulgar e a informar. Vamos começar com a divulgação!

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Pela primeira vez no Rio de Janeiro, Bruna Milani (SP) pousará na cidade, para ministrar um workshop intensivo de véu. Será a oportunidade de desconstruir e renovar sua leitura com esse acessório tão utilizado e querido por nós, bailarinas e tão adorado pelo público leigo!

Saia das fórmulas e reinvente-se com uma profissional de primeira! Caso você ainda não a conheça, dá uma olhada nesse vídeo:


Bruna Milani é dançarina formada em Comunicação das Artes do Corpo, com habilitação em Dança pela PUC/SP (2010) tendo se especializado em dança oriental nos últimos 12 anos por identificação e paixão pela riqueza de possibilidades técnicas, peculiaridades na relação com a música e, principalmente, por se tratar de uma dança em constante transformação. Ministra aulas de dança do ventre há 10 anos e, nesse período, vem desenvolvendo uma metodologia detalhada de estratégias criativas para ampliar o processo de ensino e aprendizagem. A dança como expressão de ser, estar e se relacionar no mundo tem sido sua maior motivação. Visando ampliar sua linguagem, aprimora-se constantemente em cursos que tratam a dança como área de conhecimento. Ministrou aulas de dança do ventre na escola Hob Salam Yoga e Danças de 2005 a 2015. Foi Podcaster do Sala de Dança Podcast de 2012 a 2015. Foi dançarina da Khan el Khalili Casa de Chá de 2012 a 2014. Ministra aulas particulares, workshops e cursos.


Será dia 01 de maio de 2016, no Centro de Dança Lóbinoos (Rua Real Grandeza, 313 em Botafogo).
O investimento é de R$ 250,00 por 4 horas de curso, com certificado incluso. Você pode dividir em até 3x!
Atenção: as vagas são superlimitadas! Logo, não perca essa chance!
Dúvidas e informações, escreva para hannaaisha00@gmail.com

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Agora, vamos à segunda parte do post, a da informação:

Não quero criar alarde sobre isso, mas me sinto obrigada a escrever sobre o assunto aqui no blog, para dar satisfação ao público tão fiel do Zahra Sharq.

Não haverá a edição de 2016 do meu amado evento por uma questão muito simples: não posso competir com as Olimpíadas na cidade do Rio de Janeiro. Se já é tão difícil realizar um evento de tão boa qualidade em anos ordinários, acho que seria quase suicida realizar o Zahra no mesmo mês desse evento de tão grande porte.

Aliado a isso, eu já estava precisando repensar a organização do evento, obtendo patrocínio ou apoios significativos em termos estruturais, pois estou muito cansada de organizar, divulgar e realizar o evento completamente sozinha. Não com um segundo trabalho de 40 horas semanais ao mesmo tempo.

Logo, acho que esse tempo do meu próprio evento será bom para mim, em primeiro lugar, e será bom para o público em uma próxima edição, que espero que venha de uma forma mais profissional ainda.

Nesse momento, eu sinto um pouco de alívio. Talvez chegue agosto e eu fique um pouco saudosa. No fim, tenho certeza que será melhor para todos, bailarinas e público!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ensaio Fotográfico ao ar livre: Dicas úteis

Bailarinas profissionais ou amadoras têm tido a experiência de realizar um ensaio fotográfico (também conhecido como “Book”) e recentemente, percebo que há um aumento dos cenários ao ar livre para tal.

Para o primeiro grupo, o ensaio é obrigatório, pois é utilizado em qualquer tipo de material gráfico, como a divulgação de shows ou o cartão de visitas, podendo atrair um público em potencial. Mais do que uma simples imagem, o ensaio fotográfico ajuda a compor um conceito em torno do trabalho da bailarina, agregando valor à primeira vista.

O segundo grupo pode ter vários motivos para fazê-lo: registrar o momento (sozinha ou com as amigas), aumentar a auto-estima, se divertir com a experiência, dentre outros.

Existem prós e contras de realizar o ensaio ao ar livre:

Prós
Contras
Mais barato, por exigir apenas uma câmera boa e um tapa-sol (e um profissional que saiba usá-los!)
Pode dificultar a edição de cartazes, por causa do fundo detalhado
Possibilidade de cenários lindos
Inconvenientes relacionados à natureza: insetos indesejados, tempo não favorável, etc.
Sentir uma prévia da repercussão de suas fotos, pela reação das pessoas que passam
Você divide o espaço com outros desconhecidos e pode ficar (mais) tímida

Você pensou bem e optou por fazer no meio da Natureza? Algumas dicas importantes, que eu aprendi na prática:

- Acompanhe a previsão do tempo: se fizer muito sol ou chover, as fotos não ficarão boas.
- Cada parque tem regras específicas, procure verificá-las antes de ir. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro não deixa entrar com nossas bengalas de bambu ou nenhum outro tipo de material de origem vegetal. Animais também não são permitidos, muito menos fogo! Haha
- Procure o mapa do local assim que possível. Localize a entrada e, principalmente, os banheiros disponíveis, pois você os utilizará para a troca de figurino.
- Chegue cedo: a luz favorece mais e você tem tempo de fotografar com calma. Sobretudo em finais de semana, muita gente está no parque para fazer o mesmo que você.
- Evite fotos clichês: é claro que existem cenários "clássicos", mas procure fazer uma pose diferente ou peça para o fotógrafo aproveitar um outro ângulo.

 Todos que vão ao Jardim Botânico/RJ tiram foto aqui!

- Cuidado com a maquiagem: você provavelmente terá trocas de figurino, faça algo que seja forte o suficiente para aparecer nas fotos, mas também seja neutro, favorecendo apenas a troca do batom, por exemplo. Dica pra vida: esfuma a sombra, senão vai sair um bloco no seu olho. A roupa também é importante: planeje com antecedência quais cores combinam com o cenário pretendido. E claro, não esqueça de variar os acessórios!


O cenário é basicamente o mesmo (bambus), mas repare como cada traje conversa com o fundo. A roupa azul-petróleo foi a menos versátil, eu só pude usar em 2 cenários.

Está na dúvida se vai combinar ou não? Leia aqui sobre o círculo cromático.

- Separe lanches leves (frutas) e água. Não parece, mas você vai andar muito (por isso, cuidado com o sapato escolhido) e se cansar. Dormir bem no dia anterior ajuda!

- Se puder, conte com uma amiga para transportar a sua mala e ajudar na troca de figurino. Se for de rodinhas, melhor, ainda que depois você tenha que limpá-la por fora, por causa da poeira.

- Selecione fotos que te inspiram e mostre ao seu fotógrafo. Isso vai ajudar a direção dele, principalmente se for leigo na dança. Você pode encontrá-las pesquisando no Google, Pinterest ou aqui.

- Se a grana está curta e você vai fazer um ensaio mais "caseiro", leve algo para fazer sombra (como aqueles protetores pro carro). Uma pessoa pode posicioná-lo próximo a você, para que a luz não fique muito forte e atrapalhe a foto. Lembre-se que, nesse caso, o fotógrafo tem que enquadrar direitinho, para não aparecer o truque no cenário. Aliás, cuidado para não aparecer ninguém transitando no fundo da fotografia.

Tapa-sol: ele vai ser o seu melhor amigo!

Aproveite o momento, pois é muito gostoso ver a prévia na câmera e o resultado final posteriormente. Valorize o trabalho do fotógrafo: assim como a gente não chega em um lugar e simplesmente dança, ele também faz muito nos bastidores - além da qualidade técnica, uma boa foto precisa ser editada. (E não precisa pesar a mão no Photoshop: você já estará toda produzida!)

Dica Extra! O Jardim Botânico/RJ tem um cactário lindo demais! É legal para utilizar trajes folclóricos. Infelizmente só chegamos nele quando o Sol estava muito forte, então não conseguimos tirar fotos boas. Ele fica bem na entrada, próximo à lanchonete e ao Centro de Visitantes.

Isso porque nós usamos o tapa-sol... a luminosidade estava absurda (e o calor também)!

Checklist para o dia
- Trajes
- Alfinetes
- Acessórios (brincos, pulseiras, cordão, anéis)
- Objetos de dança (sapatilha, véu, bastão, espada – checar regra do local)
- Kit de maquiagem completo, incluindo demaquilante e algodão
- Lenços de papel 
- Folhas para absorver a oleosidade
- Lanches saudáveis (frutas, barrinhas...cuidado com o sorriso depois!)
- Água
- Seleção de fotos inspiradoras (pode colocar no celular)
- Cara de pau (no início você pode ficar tímida, mas depois, vai se soltar!)
- Bom humor (no final, vai estar suuuper cansada, mas muito feliz!)

Ayla Mansur
aylamansur@gmail.com

Ayla Mansur é dançarina profissional de danças árabes (DRT 50.656) e as estuda desde 2008. A maior parte de sua formação ocorreu sob orientação de Hanna Aisha (RJ), complementada com diversos workshops ministrados por profissionais reconhecidas no meio, além de aulas regulares com Hannan (RJ) e Mahira Safie (RJ).  Sua interpretação musical é focada no estilo libanês. Apaixonada por danças, vem estudando outras modalidades como pole dance, ballet clássico e contemporâneo.



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