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domingo, 26 de junho de 2011

Desconstruindo leituras (3)

Aproveitando o post anterior sobre Tarab, temos aqui Elis Pinheiro (SP), com uma leitura sempre mais moderna e "a la Elis":





Bauce Kabir,
Hanna Aisha

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Que feio...

[Momento antipática] Não me sinto obrigada a bater palmas quando alguma performance não me agrada, mesmo. Isso, talvez, me torne uma pessoa antipática para alguns. Mas realmente não me sinto obrigada e não faço. Acho que reforça os maus trabalhos. E o inverso também é verdadeiro; não precisam bater palmas para mim se não gostaram. Acho que é um tipo de feed-back, não dos melhores, claro, mas é.


Maaaaaaaas, minha mãe me ensinou a ser educada e a Shaira (minha professora) também me ensinou a ser profissional. Isso significa que fazer cara feia enquanto as outras amigas dançam é FEIO.

Não precisamos gostar de todas as performances ou fingir que gostamos para não criarmos antipatia. Mas fazer cara feia ou ficar fazendo deboche da roupa da amiguinha... tsc tsc tsc, não. Guarda para você e depois comenta com quem achar melhor com discrição.

Já aconteceu comigo e tenho certeza que já aconteceu com muitas!

Lembrem-se de que o mundo bellydance é minúsculo e sempre acabamos por descobrir aquelas que frequentemente fazem isso!

O último video de uma das KK cariocas, Dahab Chaim... porque ela merece.


Bauce kabir,
Hanna Aisha

terça-feira, 14 de junho de 2011

Espetáculo Circus

Divulgando o evento da minha querida amiga Elaine Rollemberg...



"Amigos,
Está chegando o primeiro espetáculo do nosso Espaço Hátor.Circus é um musical divertidíssimo que apresenta todas as atividades artísticas desenvolvidas em nosso espaço em uma atmosfera circense.Gostaria muito da presença de todos vcs lá!

Um grande beijo,
Elaine Rollemberg" 

Infelizmente, eles não postaram a apresentação que o Espaço Hátor fez no Rio Orient com o tema "Rio de Janeiro", diga-se de passagem, uma graça! Daí resolvi divulgar o video abaixo, o grupo dançando um dabke em Juiz de Fora, coreografado pelo Tufic Nabak, sob a orientação da Elaine:


Bauce kabir,
Hanna Aisha

domingo, 5 de junho de 2011

A injustiça dos concursos (2)

Texto revisado e reescrito dia 17/06/2012

Flores orientais,

Como a Verinha escreveu na Revista Shimmie, quer assunto polêmico para seu blog? Um dos assuntos é concurso em Dança do Ventre. Já escrevi sobre isso aqui mesmo e na Central de Dança do Ventre.

Nesta última edição do Rio Orient, fui convocada para ser jurada de 2 categorias (Infanto-juvenil e Grupo Dança do Ventre) e acabei sendo de 4 (comentários sobre isso, apenas pessoalmente). Neste momento, devo estar sendo xingada ou crucificada, pois nunca todas as pessoas ficam satisfeitas com seus resultados de avaliação seja porque não aceitam bem as críticas ou porque foi injusto mesmo. Gente, já participei de vários concursos e continuo participando com aluna, eu entendo PERFEITAMENTE, principalmente depois de 4 concursos no MP (quem foi sabe!).

Já fui jurada algumas vezes (inclusive uma vez no MP) e toda vez que sou jurada, procuro evitar todos os erros que acho primordiais: atenção ao edital, homogeneidade entre os jurados e idoneidade. Sobre eles:

- Atenção ao edital: esse para mim é o erro mais comum. Primeiro, não sou eu quem cria o edital, mas se estou ali para julgar, independente de qualquer coisa, irei respeitar o edital. Por quê? Por respeito às pessoas que obedeceram as regras, simples assim. Por mais que doa (e acontece), pontos serão tirados caso não se respeite as regras. Já tive problemas com isso e me senti uma palhaça.

- Homogeneidade entre os jurados: funciona muito bem quando os jurados se conhecem e estão ali para serem justos, mas pode acontecer de haver incompetência técnica e o "gosto" entrar na jogada ("Não gosto de punhal", já ouvi falarem para mim...). Daí cabe ao organizador prestar atenção na escolha dos jurados. Acho FUNDAMENTAL os jurados conversarem o tempo todo para evitar plágios e injustiças, assim como concordarem com o resultado final. Deixa de ser sorte e um monte de numerozinho.

- Idoneidade: xi... esse é difícil de controlar e novamente, o organizador deve prestar atenção na escolha dos jurados e os próprios jurados devem procurar negar o convite, caso haja aluna na jogada. Não só já vi professora julgando aluna, como já aconteceu comigo: "Se eu soubesse que era você no palco, tinha dado 10" ou algo como "Se você estivesse usado minha roupa, ficaria melhor", etc etc etc.

Me preocupo com a repercussão negativa que meus comentários em competição podem gerar por conta de falta de bom senso, crítica, maturidade ou até de justiça mesmo. Porque sim, DÁ para ser injusto de várias maneiras: escolha dos quesitos, notas quebradas, soma das notas, pouco tempo de conversa entre os jurados.

Mas uma coisa eu não abro mão: se você foi para concorrer e ser avaliado, você deve estar preparado para ouvir críticas, que quase 100% das vezes são construtivas. E, gente, figurino, faz diferença sim. Afinal, você faz Dança do Ventre para apresentar boas performances ou despertar a Deusa Interior? Se for esta última, ótimo, mas só não perca a cabeça em um concurso porque as coisas são e devem ser diferentes.

Esse post não é direcionado a ninguém, não recebi email, reclamação, nada disso. Mas sei que existem os sentimentos pós-concurso. Aliás, adoraria ter um retorno (já fiz isso!), seria bom para mim também, afinal, eu posso ser a non-sense e não perceber.

Continuo apoiando e incentivando todos a participarem de concurso. Eu, particularmente, enjoei um pouco. De qualquer maneira, foi visível o aumento de qualidade técnica, estudo e produção no evento de ontem. 

Agora, sabemos que, infelizmente, nem todos sabem ser jurados e nem possuem competência para isso. Fora as coisas sem sentido que podem aparecer mesmo na sua avaliação. Uma boa dica, é evitar sair muito do tradicional, caso você tenha interesse em ganhar algum concurso. Mas, os videos abaixo mostram que você pode ousar e fazer bonito mesmo em concurso!

Grupo Letícia Soares (MG):

Grupo Rá (SP):


Grupo Dança do Ventre Brasil (SP):


Parabéns a todas nós que ganhamos com isso!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Tarab


Post reescrito em 10/01/17

Muita gente ainda confunde o Tarab com rotina clássica oriental. As rotinas clássicas tem uma estrutura bem clara: introdução, entrada, cadenciamento, taqsim, folclore, percussão e finalização; e quase nunca é cantado. Tá cheeeeio de blogs e workshops ensinando como dançar. O que algumas pessoas chamam de Tarab é a verdadeira música clássica árabe, aquela que foi feita para ouvir, inicialmente!

Quando se aprende o que é Tarab, se percebe claramente essas diferenças. Oum Khoulsoum é a cantora mais conhecida por cantar tarab. Podem ser músicas muito maiores que as rotinas clássicas, com introduções de 10 até 30 minutos! Claro que nós, bellydancers, não faremos isso com nosso público, mas ao cortar as músicas, é importante saber como cortar. Por isso, a importância de se conhecer a estrutura e a letra da música. Dizem que a primeira bailarina a dançar Oum Khousoum foi Zouhair Zaki:


O Tarab começou com cantores sírios e ao contrário do que dizem (inclusive, eu achava isso) e ele não é exclusivo dos músicos egípcios; "Baatereflek"é um tarab libanês, por exemplo:


No geral, Tarab não sugere grandes deslocamentos; sugere muito shimmie, redondos e ondulatórios, braços menos enérgicos, mais emoção e interpretação da letra. O taqsim é bastante presente, principalmente como a voz do cantor. Pode cantar a música à vontade! Aqui temos Lucy dançando "Lissa Faker":


Aqui, Dina dança "Hayart albi maak":



Você não precisa usar seu estilo "50 passos em um minuto". No tarab, a tranquilidade e o sentimento prevalecem. Algumas dicas dadas pela Jade el Jabel é: ver o clip da música (se houver), imaginar a cara do cantor, procurar palavras, perceber as sensações, refletir os sentimentos nos braços. Não conseguiu a letra inteira? Tudo bem, com a orientação de alguém que saiba um pouquinho de árabe, aprenda a pescar algumas palavras, para interpretações pontuais. Dá uma olhadinha nesse link para você saber como uma atriz trabalha sentimento no palco.

Existe uma polêmica de qualquer música pode ser considerada Tarab ou que Tarab não é um estilo de música ou dança, pois seria um conjunto de sensações que levam alguém a um certo êxtase, provocada por uma música ouvida ou dança assistida. Eu, particularmente, não me incomodo com esse rótulo que estou descrevendo no post, apesar de acreditar que qualquer performance ou música podem emocionar de forma intensa. O que talvez aconteça é apenas questão de probabilidade: Qual a chance maior de você sentir êxtase: vendo alguém dançar muito bem Oum Kholsoum ou Saad el Soghayer cantando "que gosta de manga"? Aqui embaixo, a visão sobre Tarab da bailarina Cris Antoniadis (SP):


Para fechar, Aida Bogomolova com a famosa "Ana Bastanak", uma das músicas mais dançadas, atualmente, dentro do estilo:



Sugestão (quase obrigação) de leitura aqui, aqui, aqui, aqui, aqui.

Bauce kabir,
Hanna Aisha
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