Translate this blog!

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Aulas à distância: vale a pena fazer?

Olá, pessoas estudiosas de Dança do Ventre e Folclore Árabe desse Brasil e do mundo!

Eu já escrevi um post semelhante sobre aulas à distância. Sim, eu ainda acho que vale a pena estudar através de vídeos e DVDs. Logo, ter aulas à distância, não seriam muito diferente, pois todos eles não envolvem um profissional na forma presencial. Esses recursos audio-visuais são ótimos para introdução a certos temas, mas sim, eles têm limite.

A questão é como você vai encaixar e aplicar isso na sua rotina de estudos, sem esquecer que ter presença de um profissional é fundamental para seu desenvolvimento. Aliás, mesmo você tendo aulas regulares presenciais com alguém, sem você ensaiar ou estudar, você continua sem poder desenvolver muito.

Não sou a primeira a fazer isso. Já existem profissionais que disponibilizam aulas práticas no Youtube para serem compradas (qual é a diferença para um DVD?), outras que dão aulas particulares por Skype, que dão avaliações a partir de vídeos ou cursos prontos mesmo.

Aproveito para indicar o Curso Virtual da Luciana Arruda, minha queridíssima amiga, que já tem experiência nisso há um tempão!

Ela oferece um material composto de vídeos, apostila e CDs para estudo enviado por Dropbox, onde as alunas estudam a seu tempo, com orientação via email ou Whatsapp.

Vou explicar melhor o que são essas aulas à distância ques estou oferecendo, já que surgiram algumas dúvidas após a primeira divulgação que eu fiz no Facebook.

Eu mesma faço aulas à distância e já recebi avaliação de vídeos meus. E sim, funciona! Por isso, resolvi também abrir esse canal para atender às pessoas que me escrevem, dizendo que querem ter aula comigo mas que não moram na cidade do Rio de Janeiro.

Se você é uma dessas pessoas, vem comigo e tire suas dúvidas!

É um curso à distância?

NÃO, NÃO é curso/workshop pronto à distância.

São AULAS PARTICULARES, DIRECIONADAS e PLANEJADAS para os interessados em ir além das aulas práticas. Os temas podem perpassar aulas téoricas diversas (como folclores, músicas e ritmos, por exemplo), momentos para tirar dúvidas de teoria/planejamento de aula/montagem de coreografia/músicas até avaliação de dança/vídeo/coreografias/aulas.

NÃO SERÁ DADA AULA PRÁTICA ONLINE.

Como as aulas serão ministradas?

As aulas serão, exclusivamente, por Skype e sempre marcadas com antecedência.

Quanto custa?

Envie um email que te dou todos os detalhes! Mas, o pagamento é antecipado e realizado através de depósito bancário. As aulas só serão ministradas após confirmação do pagamento.

Tenho outras dúvidas, como resolvo?

Quaisquer outras dúvidas, não hesite em perguntar! Me escreve!

hannaaisha00@gmail.com

Vem comigo!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Quem disse que não posso ensinar folclore?

"Se alguém lê um livro sobre leões ferozes e encontra um leão feroz, o leitor passará a ler mais livros do autor. E se o autor ainda ensina como domar o leão feroz e o leitor consegue, o autor passará a ser digno de confiança. Daí, os autores passam a escrever sobre temas um tanto definidos com o sucesso do seu primeiro livro e será impelido a começar a escrever sobre temas que circundam "leão feroz". Estudar um objeto isolado não traz conhecimento amplo. Estudá-lo no seu próprio contexto permite entendê-lo melhor".

Esse trecho é do livro "Orientalismo" do Edward Said, o qual já comentei aqui no blog, e ele resume bem o que é o Orientalismo. 

Também dizem que você só aprende uma língua de verdade quando você passa um tempo no país de origem.

Sabe o que é pior? Concordo com tudo isso. Mas, então, por que eu defendo que o folclore árabe pode ser ensinado por pessoas que nunca foram nos países de origem?

Porque acho que o conhecimento deve ser partilhado e as pessoas podem, pelo menos, serem apresentadas ao assunto.

Eu sou um pessoa muito estudiosa e se eu decido começar a estudar um tema por quaisquer motivos, em algum momento, eu vou parar para me aprofundar, seja lendo ou fazendo aula com alguém que me pareça referência no assunto. E com conteúdo, experimentação e crítica, eu crio e desenvolvo minha percepção sobre o mesmo. Ainda que eu não tenha ido, infelizmente, a nenhum país árabe, me sinto apta a falar sobre o assunto por conta do processo que eu acabei de descrever acima.

Quem já fez aula de folclore comigo sabe que eu não vendo nada como verdade, mas que repasso algumas visões de pessoas que já vivenciaram a dança de mais perto e minha conclusão do momento (do momento sim, porque eventualmente, a visão sobre determinado folclore muda). Sempre digo que aquela aula que estou dando é uma introdução/apresentação do assunto e que, se elas desenvolveram empatia por ele, eu as estimulo a procurarem saber mais, indicando, inclusive, minhas referências no assunto.

Se a gente usar o mesmo raciocínio, quase ninguém poderia dar aula de Dança do Ventre, pois a dança veio de lá, não é?

Aliás, outra questão para reflexão: só porque você foi para Alexandria e fez aula com o próprio Mohamed El Hosseny, não te torna boa professora ou boa bailarina em Mambouty, certo?

Aqui, indicando esse vídeo da Nilza, sobre a mesma questão:


Logo, quem disse que não posso ensinar folclore?

Bauce kabira,
Hanna Aisha
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...