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domingo, 28 de outubro de 2012

Livros sobre dança - parte 2

Estou devendo a parte 2 há tempos, mas leio livros de muitas categorias diferentes e como me propus a sempre comentar 2 livros de uma vez, demorei mesmo para chegar a este post. Vamos lá!

Escrito pela bailarina Nassih Sari, "Jóia Rara - o diário de uma aprendiz", é um e-book gratuito pequeno que você pode baixar aqui. O livro trata da história de Sofia e sua evolução na dança como uma aprendiz em Dança do Ventre. Sua professora passa uma série de exercícios a fim de libertar sua "deusa" e fazer com que isso reflita na sua dança. Tem um pouco de história, de teoria, de técnica, sugestão de filmes e livros.

Para quem gosta de arquétipos, deusas, um pouco de psicologia e arteterapia, possivelmente irá gostar. Durante todo o livro, a autora procura incentivar a busca pelo autoconhecimento através da DV. Não é meu tipo preferido de literatura, mas o conhecimento está aí para ser compartilhado a quem deseja.

Outro livro que li sobre Dança é o "Cartas de uma bailarina de Dança do Ventre", escrito pela Luciana Arruda. Confesso que meu exemplar [que eu ganhe-ei! Inclusive faço parte da apresentação do mesmo, a convite da própria Lu] está todo riscado de lápis e cheio de anotações. Inspirador para muitos futuros posts que, infelizmente, ainda não consegui organizar e postar.

O livro fala sobre o universo da mulher e a dança como uma importante  atividade de autoconhecimento e valorização. Ela direciona o leitor em vários aspectos, desde como comprar seu figurino, passando por comportamento até produzir seu próprio espetáculo, além de dicas técnicas e femininas, como maquiagem e alimentação.

Particularmente, gostei das dicas sobre conduta e expressão. Encontrei muitas afinidades com coisas que a Lu escreveu, apesar de discordar de outras. É uma leitura leve, tranquila, daquela para você ler no ônibus.

Ainda estou me devendo vários outros livros para ler, talvez eu demore mais um pouco para fazer outro post como este. Mas tudo bem, devagar e sempre!

Boas leituras!
Bauce kabir,
Hanna Aisha

domingo, 21 de outubro de 2012

Desconstruindo leituras - Especial

Esse "Desconstruindo leituras" é especial porque serão dois vídeos de uma bailarina que vem se destacando há um tempinho: Chrystal Kasbah. Apesar de ter vindo da Dança Contemporânea e ter passado pela Dança de Salão, ela tem se revelado uma ótima coreógrafa de Dança do Ventre e eu a elegi ano passado como bailarina revelação no blog da Amar El Binnaz.

Esse foi uma das coreografias que se destacaram no evento da Lulu ano passado:


E agora ela veio com essa nova:


Além de ter essa criatividade incrível, ela tem muita técnica e graciosidade. A primeira vez que a vi dançar foi em um concurso do Mercado Persa. Você já ouviu a participação dela no Sala de Dança?

Aproveito a propaganda dela para fazer outra: em novembro a bailarina Dahab Chaim a traz para a cidade do Rio de Janeiro (viu, amiga, fez uma boa escolha!) e eu terei a honra de participar do show e também farei os workshops! Olha eu!


Nos vemos lá!
Bauce kabir,
Hanna Aisha

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A neurociência da dança - parte 2

Terminei de ler o livro "O cérebro e o homem", de António Damásio, um neurocientista muito importante que estuda os fenônenos relacionados à consciência humana e sua origem. No fim do livro, tem um texto que eu modifiquei e resolvi postar porque tratam de cérebro, cultura e arte.

Biologia e cultura são totalmente interativas porque a construção de um cérebro consciente de cultura é moldada pelo funcionamento de muitas mentes que foram construídas sob a orientação de genomas específicos e existem evidências de que avanços culturais podem conduzir a profundas modificações no genoma humano. Por exemplo, a disponibilidade de leite através da cultura de vacas favoreceu mudanças nos genes que permitem a tolerância à lactose.

Freud via na arte um antídoto para neuroses causadas pela religião. Se a necessidade de gerir a vida foi uma das razões do surgimento da música, dança, pintura e escultura, então a capacidade de melhorar a comunicação e organizar a vida social foram duas outras fortes razões e deram às artes um poder adicional de permanência.

Imagine seres humanos em tempos remotos, já dotados de mente e consciência, com emoções e sentimentos e cientes do que é estar alegre ou triste, com ou sem dor. Como eles poderiam se expressar? Gritar, cantar, bater no peito, soprar um osso eram atividades possíveis de serem feitas pois essas características eram inerentes ao corpo humano.

O nascimento das artes como música e dança veio a partir dessas necessidades de comunicação; e qual seria a compensação disso, como prevaleceram? A reação emocional de prazer com a visão de certas formas e pigmentos, presentes em objetos naturais ou na decoração do próprio corpo; com sons e seus timbres, tons e ritmos; com certos tipos de organização espacial e a paisagens é a compensação final!

A arte passou a ser um meio privilegiado de trocar informações, induzir emoções e sentimentos, explorar a própria mente e a mente dos outros, ensaiar aspectos da vida e exercitar juízos e ações morais.

As artes possuem raízes profundas na biologia mas podem elevar a níveis superiores de pensamento e sentimento e prevaleceram na evolução por terem valor para a sobrevivência, contribuírem para o desenvolvimento da noção do bem-estar, darem coesão aos grupos sociais, auxiliarem na comunicação, compensarem desequilíbrios emocionais e criarem registros externos da vida cultural. A arte sobreviveria só por seu valor terapêutico, mas alguns acreditam que o artista se tornava mais atraente para o sexo oposto.

As artes foram uma compensação perfeita para o sofrimento humano, para a felicidade não alcançada, para a inocência perdida, mas ainda assim alguma compensação elas trouxeram e ainda trazem, como um consolo diante das calamidades provocadas pela natureza e do mal causado pelos homens. Elas são uma das maravilhosas dádivas da consciência ao ser humano.

Então, vamos reforçar essa característica cerebral? hehehehe Eventos em outubro que estarei presente:





Até lá!
Bauce kabir,
Hanna Aisha
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