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sábado, 23 de julho de 2011

Outra profissão além da DV

Você tem outra profissão que não a Dança do Ventre? Aliás, essa outra profissão é realmente seu pão de cada dia?

Durante o mês de junho, eu estive absolutamente atolada e imersa para realizar meu exame de qualificação do doutorado (para quem não sabe ainda, faço Doutorado em Bioquímica na UFRJ), o que me custou parar com experimentos de bancada e ler, ler muuuuuito artigo e montar a apresentação. E mesmo com o doutorado tomando mais de 40 horas da minha semana (meu real ganha-pão), ainda assim sou bailarina e professora de Dança do Ventre (com DRT, viu?! heeheheh). Escolhi a Biologia para minha vida como atividade principal e acho que falar sobre por que não escolhi a Dança renderia outro post.

Meu local de trabalho diário

O que quero dizer neste post é que, apesar de a DV estar loooooonge de ser minha atividade principal, eu procuro desesperadamente me manter com um bom nível técnico e didático através de vídeos, aulas particulares, workshops, blogs e criações. Porque minhas alunas e o público que me assistem não tem nada a ver com minha vida, além da dança. Se eu me propus a estar ali, então, baby, do your job

Vamos saber mais um pouco sobre o que é ser amador e profissional no blog da Aisha Jalilah?

Abaixo ao amadorismo e às "profissionais" que estão por aí enfeiando os eventos e ensinando errado às nossas alunas!

E só para relaxar... heheheh... uma paródia da Lady Gaga e a vida de cientista:


Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 17 de julho de 2011

Trecho Folclórico na rotina oriental

Então, a rotina oriental sempre será tópico de qualquer blog e deve ser tópico de estudo para qualquer bailarina que queira sempre melhorar e se profissionalizar. As rotinas são perfeitas para isso, pois oferecem uma maior variedade de ritmos e movimentos para se trabalhar em uma só música.

Neste post, falaremos sobre a parte folclórica das rotinas. Ela costuma aparecer, geralmente, após o taqsim, mas pode ser que apareça antes.

O ritmo said é o mais comum de aparecer nesse trecho, mas outros ritmos podem entrar e assim como o said, os passos correspondentes costumam ser lembrados. Porque, na verdade, você não precisa representar a dança folclórica em si, mas dançar no ritmo tocado. Aqui, Natalia Trigo (para mim, uma das poucas bailarinas que dançam de forma belíssima qualquer rotina) fez o said de forma bem discreta, a ponto de quase não se percebê-lo (a partir de 8:06). Mas acho que o said em "Joumana" não é um dos said mais fortes:


Agora, aqui vemos um said mais marcado dentro da rotina com a Samara El Said (0:19), depois emendando em um soudi (1:45) e depois em um fallahi (2:45):


Fallahi e soudi, por exemplo, são os outros ritmos que podem aparecer. Se você escolher dançá-los, acho que sua dança ficará mais rica comparado se os ritmos fossem apenas obedecidos. O soudi, da Dança Khaliji, é um ritmo bem característico que pode ser confundido com o ayub e com o laff, mas se prestar atenção, principalmente no contexto da rotina, dá para ser pescado rapidamente. E o que fazer quando o soudi aparece? Ué, você soltar alguns dos passinhos do khaliji mesmo (que eu não acho fáceis de fazer não), porém de forma não tão marcada e mais suave, afinal, você está dançando uma rotina! Mas se quiser fazer mais forte, beleza; ficando bonito, estamos aí para bater palmas!

Aqui, eu, Elaine Rollemberg e Nilza Leão, dançamos a mesma música acima e também marcamos o said, o soudi e o fallahi nessa rotina:


E o baladi e o fallahi? Geralmente, é o maqsoum acelerado quem entrará na rotina e dará um tom mais sapeca à performance nesse trecho que chamamos de folclórico. Nesse vídeo, Mayara Al Jamila dança lindamente a famosa rotina "Nelly" que, a partir de 3:58, começa com um fallahi, emenda em um soudi (5:02) e em um said (6:15):


Bons estudos e bons treinos!
Bauce kabira,
Hanna Aisha

sábado, 2 de julho de 2011

Sobre carreira em DV

Em um boom de festas de comemoração de anos de carreira em Dança do Ventre, minha pergunta é: a partir de quando contamos os anos de carreira?

Com todo o respeito por todas as profissionais que já realizaram ou vão realizar suas festas (porque cada um faz o quer e nesse caso, não me incomoda), eu não consigo me imaginar contando meus anos de carreira a partir do momento em que pisei na sala de aula para aprender as mãozinhas, em julho de 2000. Por exemplo: eu entrei no curso de Biologia na UFRJ em 2003/2; logo, eu tenho em torno de 8 anos de carreira como bióloga?

Isso não é uma crítica, de verdade. É mais um tópico a ser discutido.

Se eu tiver que fazer isso, só em 2018, quando, aí sim eu faço 10 anos como profissional (que eu conto com a obtenção do meu DRT simultaneamente à minha própria aceitação como profissional).

Bom, cada um na sua. E boas festas de comemoração porque a vida está aí para ser celebrada mesmo, independente da motivação.

Muitos voos altos para todas nós!

Bauce kabira,
Hanna Aisha
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