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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Tarab


Post reescrito em 10/01/17

Muita gente ainda confunde o Tarab com rotina clássica oriental. As rotinas clássicas tem uma estrutura bem clara: introdução, entrada, cadenciamento, taqsim, folclore, percussão e finalização; e quase nunca é cantado. Tá cheeeeio de blogs e workshops ensinando como dançar. O que algumas pessoas chamam de Tarab é a verdadeira música clássica árabe, aquela que foi feita para ouvir, inicialmente!

Quando se aprende o que é Tarab, se percebe claramente essas diferenças. Oum Khoulsoum é a cantora mais conhecida por cantar tarab. Podem ser músicas muito maiores que as rotinas clássicas, com introduções de 10 até 30 minutos! Claro que nós, bellydancers, não faremos isso com nosso público, mas ao cortar as músicas, é importante saber como cortar. Por isso, a importância de se conhecer a estrutura e a letra da música. Dizem que a primeira bailarina a dançar Oum Khousoum foi Zouhair Zaki:


O Tarab começou com cantores sírios e ao contrário do que dizem (inclusive, eu achava isso) e ele não é exclusivo dos músicos egípcios; "Baatereflek"é um tarab libanês, por exemplo:


No geral, Tarab não sugere grandes deslocamentos; sugere muito shimmie, redondos e ondulatórios, braços menos enérgicos, mais emoção e interpretação da letra. O taqsim é bastante presente, principalmente como a voz do cantor. Pode cantar a música à vontade! Aqui temos Lucy dançando "Lissa Faker":


Aqui, Dina dança "Hayart albi maak":



Você não precisa usar seu estilo "50 passos em um minuto". No tarab, a tranquilidade e o sentimento prevalecem. Algumas dicas dadas pela Jade el Jabel é: ver o clip da música (se houver), imaginar a cara do cantor, procurar palavras, perceber as sensações, refletir os sentimentos nos braços. Não conseguiu a letra inteira? Tudo bem, com a orientação de alguém que saiba um pouquinho de árabe, aprenda a pescar algumas palavras, para interpretações pontuais. Dá uma olhadinha nesse link para você saber como uma atriz trabalha sentimento no palco.

Existe uma polêmica de qualquer música pode ser considerada Tarab ou que Tarab não é um estilo de música ou dança, pois seria um conjunto de sensações que levam alguém a um certo êxtase, provocada por uma música ouvida ou dança assistida. Eu, particularmente, não me incomodo com esse rótulo que estou descrevendo no post, apesar de acreditar que qualquer performance ou música podem emocionar de forma intensa. O que talvez aconteça é apenas questão de probabilidade: Qual a chance maior de você sentir êxtase: vendo alguém dançar muito bem Oum Kholsoum ou Saad el Soghayer cantando "que gosta de manga"? Aqui embaixo, a visão sobre Tarab da bailarina Cris Antoniadis (SP):


Para fechar, Aida Bogomolova com a famosa "Ana Bastanak", uma das músicas mais dançadas, atualmente, dentro do estilo:



Sugestão (quase obrigação) de leitura aqui, aqui, aqui, aqui, aqui.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

22 comentários:

  1. Eu também vejo muito isso... mas é legal que esta realidade esta mudando e as pessoas estão realmente aprendendo a distinguir o tarab da rotina oriental. Valeu pelo post amiga, muito útil para as bellydancers!

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  2. Ótimo post, querida! As pessoas precisam mesmo saber distinguir os estilos corretamente. Já vi muita gente confundir tarab com rotina oriental clássica e isso é um desrespeito. Parabéns :)

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    1. Desrespeito por que ? não entendi ! pensei que todos os estilos de música árabe tinha o seu valor.

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    2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  3. A Jade deu uma super aula sobre tarab aqui em Salvador. Quem puder fazer o work com ela sobre Oum Khalsoum, nunca mais será a mesma bailarina.

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  4. Oi, meninas
    obrigada pelos posts!

    Lory, tem alguma coisa a acrescentar aqui?
    Beijos

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  5. Gostei muito do seu post, claro, objetivo e sem rodeios. É muito importante que as pessoas sintam essa diferença do tarab, pura emoção!
    Bjs

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  6. Legal, tava procurando o que é Tarab..só não sei se serei capaz totalmente de identificar rs porque sempre escutei as músicas desses vídeos achando q eram feitas para rotina clássica. Mas pelo jeito não são, né?

    Vou pesquisar mais, apesar de não achar nada na internet..tudo o que tem de Tarab é copiad deste post!

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  7. Achei muito interessante teu blog, compartilhei no meu facebook. Obrigada pela informação, beijos
    Monah Dal Mas

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  8. Oi!

    Lívia, onde vc viu as "cópias" do meu post? Fiquei curiosa!

    Monah, obrigada pela divulgação, volte sempre!

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    1. Só jogar no google "O que é Tarab" e o povo que postou em outros blogs copiou daqui! Logo, você é a unica fonte em português do negócio.
      Mas eu tenho mega duvidas com o Tarab! Já entendi que ele é diferente da rotina, mas é tanto bla bla bla q eu nao consigo identificar o que é valioso ou não. Tipo pode ou não dançar com véu? Espera um momento X (tipo rotina oriental) pra entrar ou começa desde o início (isso me fez lembrar seu último vídeo de Fakarouni... Em q vc entra dps e não no início... apesar da Oum Khoulsoum não cantar na versão que vc dançou, aquilo é um tarab né? Ou deixa de ser pq não tem voz? DÚVIDAS rs) Já ouvi falar que no Egito que às vezes dança-se Tarab com bastão! E rindo! Coisa de qm foi pra lá e disse q DANÇOU assim e que nós aqui não sabemos de nada e inventamos regrinhas inúteis. Pode ser... mas e aí?! Tenso!

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    2. São muitas perguntas, Lívia! hahahaah Você precisa fazer um workshop com alguém legal. Beijos

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    3. ne? Quero muito um work de tarab! de 4 h! hauhua

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  9. Olá, excelente postagem. Recomendei seu blog para minhas alunas, e estou pensando em colocar algumas matérias seguindo este estilo em meu próprio blog. Parabéns!! Isodara Braga

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  10. Olá Hanna, tenho lido algo sobre Tarab, e pelo o que eu entendo Tarab não é uma música ou uma classificação desta, são consideradas músicas Tarab aquelas que transmitem tanta emoção que levam os ouvintes a atingirem o Tarab. Tarab seria um estado de emoção, apenas isso. Dançar Oum Khoulsoum não significa que você produzirá Tarab na platéia ou em vc mesma. Por outro lado, vc poderia causar Tarab dançando uma outra música que não seja considerada como tal.
    De qualquer forma várias músicas são consideradas Tarab pelo efeito que elas provocam ao ouví-las, mas isso não seria uma classificação de música tais como rotina clássica, folclore, etc.
    O que vocês acham?
    Abraços
    Helga

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    1. Oi, Helga!

      Não sabia disso! Vou perguntar a umas bailarinas. Com quem você aprendeu isso?

      Beijos e obrigada pela informação!

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    2. Oi Hanna, foi em um work com a Lulu from Brasil, ela também publicou um texto legal na revista Shimmie. O que eu entendi foi isso que escrevi, se você ou mais alguém ler o texto da revista e entender algo diferente seria muito legal para enriquecer o entendimento nosso dessa cultura que me encanta mas tem tantas nuances que muitas vezes não entendo... Abração

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    3. Também estudei da mesma forma que a Helga. No livro da Marca Dib fala um pouco a respeito!

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  11. Conheci sobre o assunto no filme Whatever Lola Wants, lindíssimo!!
    Quem quiser ver, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=GTsD_bbkQrs&feature=related

    abraço fraterno.

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  12. Fiz um work de Tarab com Orit Maftsir... e ouvi a mesma coisa da boca de Lulu "Agora" Brasil... rsrsrs
    Tarab não é um estilo musical... é uma forma de "extase". Não se dança Tarab, mas sim se chega ao Tarab.
    Assim concordo exatamente com o que "Curupira" falou.
    Tarab é a explosão de um sentimento...

    Fiquem com Deus e vamos continuar estudando sempre!!

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    Respostas
    1. Então, meninas... pelo visto, eu preciso reaprender tarab. Agora não é o momento pois estou estudando outras coisas, mas assim que eu tiver oportunidade, vou lançar um segundo post sobre isso, procurando falar desse, talvez, outro ponto de vista. Ainda preciso me certificar.

      Beijos

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  13. Eu sempre acho que tarab é para alunas de nível intermediário para cima....não sei, pode ser uma idealização minha....espero um dia poder dançar um.

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