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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Primeira professora de DV

Todo mundo que hoje faz aula, trabalha ou passou pela nossa querida Dança do Ventre, lembra da sua primeira professora. Não lembra? Xi... então, realmente, ela não te marcou nada. Mas quem ficou, pelo menos, alguns meses, lembrará de quem ensinou as mãozinhas, a manter o quadril encaixado, a fazer você ouvir Tony Mouzayek e ficar ansiosa em comprar sua primeira roupa ou aprender logo a Dança com a Espada. Não é exatamente assim com todas, mas a história é beeeem parecida...

Inspirada no post da Celia sobre amizade na DV, resolvi escrever sobre a importância da primeira professora. Afinal, terá sido, essencialmente ela, quem fez você continuar ou sair da DV, certo? Ao longo dos nossos anos de estudo (em que, normalmente, nos primeiros ficamos só com uma professora), passaremos por vários profissionais de dança, seja em aulas particulares, regulares ou workshops. E de todos, tiramos um aprendizado que nunca esqueceremos.

Mas será com a nossa primeira professora que lembraremos de como segurar um véu, fazer um shimmie e os famosos camelos. Ou não? Você pode ter aprendido errado a técnica, mas a professora nunca será esquecida!

Mesmo aquelas que hoje não têm uma boa relação com sua primeira professora, é legal tentar guardar as boas lembranças e todas as oportunidades que você teve com ela; seja de conhecimento, de dançar em algum lugar ou de copiar suas músicas.

Minhas melhores lembranças na DV foram como aluna, durante 7 anos, da Shaira Sayaad. A turma, inicialmente, era composta por mim e por Claudia e daí se "achegaram" Haynna Al-mudarissa de outra academia próxima, Jaqueline Campos (irmã da Claudia) e Elaine Rollemberg, de uma academia mais longe. A elas devo muitas alegrias, choros, decepções, realizações; amizade que se mantém até hoje.

Já dizia minha professora de Bioquímica na Escola: "Nossa primeira memória é sempre a mais confiável" e de certa forma, é verdade para mim. Várias das coisas que ensino e faço hoje foram as que aprendi com minha primeira professora, mesmo tendo-as visto de outra forma com outros profissionais ou readaptando-as do meu jeito.

O recado desse post é:
Aprendizes de ontem, de agora e do futuro: respeitem e valorizem qualquer profissional de DV (claro que isso se estende aos outros) que vocês esbarrarem. Todos têm uma história de estudo, batalha, fracasso, sucesso. Por mais que a gente não goste de sua metodologia (o que fez você procurar um outro professor), ou que ele não tenha inúmeros prêmios ou selos (já pensou se isso realmente é o mais importante?), lembre que outros gostam e que nossa arte, mesmo que não possua um "método acadêmico regulamentado nacionalmente" (o que poderia ser interessante, mas não é nossa realidade atual), é tão diversa e cada vez mais bonita graças à essa diversidade de métodos e estilos!

Boa sorte para todas nós que buscam um lugar ao sol!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

3 comentários:

  1. continuando...
    Fico muito feliz, por você entender e aceitar todo esse caminhar. Sei que repassa a suas alunas (minhas netas) tudo o que se refere não só a dança mas também em ética, tudo que aquilo que sempre conversei com vc e que ainda conversamos. Ontem lá no Festival do Tufic, você veio me pedir uma opinião. Nossa, como foi legal isso!Como me senti ainda a sua "tia", apesar que vc me chama assim até hoje. Sei que não me perguntou para fazer "média", mas sim por confiar em mim e saber que jamais te daria uma sugestão errônea, como nunca te dei.
    Esse seu post me lembrou também do Festival em 2010, quando chamei minha professora ao palco e a homenagiei nas festa dos "55 Anos de Dança do Ventre no Brasil". Comentei que temos que valorizar nossa "tia de dança". Agradecer por ter tido essa pessoa em nosso caminho. Respeitar e honrar. Vi que você tem essa ética e que amanhã terá essas mesmas emoções que sinto ao me ver respeitada e valorizada por vocês.
    Sabe bem que não sou blogueira, internauta, mas tinha que te responder e agradecer.
    Me deu até vontade de escrever mais, mas vou aos pouquinhos ok?
    Já pensei em um post pra abrir meu blog: Alunas o que aprendi com vocês...
    Beijos do coração!
    Eu volto tá..

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  2. Olá Hanna
    Obrigada por falar de mim. Nós professoras nos sentimos muito felizes quando bailarinas que passaram por nós e aprendem o que realmente vale mais do que saber dançar: O RESPEITO e ÉTICA. Isso é muito mais importante do que camelos, oito e redondos. Claro que independente de tudo, tem o "caráter", que bem diferente de nossos estudos, não muda com o tempo. Falo isso porque como vc sabe comecei a aprender em 1997, onde não se tinha cd, dvd, ou se quer internet ..kkk Tínhamos quase nenhuma música ou base de estudo. As professoras da época não tinham culpa de como recebiam esse mundo novo da "Belly Dance". Apesar de continuar achando ele "sempre novo e investigador". Elas tinham só o amor e respeito e isso era repassado a nós. Aprendi a gostar da dança, aprendi a aprender a dançar, aprendi a aprender a aprender. Devo a minha Professora Samar Farouq tudo o que sei hoje e o que conquistei, pois foi dela que partiu o meu entusiasmo e o despertar da minha vontade de conhecimento e de amadurecimento. às vezes me pego e penso: "o que ela pensaria me vendo fazer isso?". Procuro sempre fazer o melhor, mas no sentido de melhor do que eu mesma. Pois ninguém mais me castiga do que os meus próprios comentários sobre o que apresento. Dizer que aprendi errado ou certo, não existe, pois em 1997, todas que fizeram aula nessa época ou antes, aprenderam que "shimmie" se fazia com tudo travado, encaixado e joelhos esticados. Depois tivemos ensinamentos de que não era "bem assim". Mas isso se deve ao fato que portas foram se abrindo a procura do conhecimento, grandes mestras de nosso país saíram e ainda vão a busca de algo mais e trouxeram para nós. Ufa!! que bom!!! Hoje sim, ensinar sem conhecimento de no mínimo o que é uma "transferência de peso" é imperdoável. Atualmente, temos tudo ao nosso alcance, e cada um pode seguir a metodologia que acha que se encaixa a sua forma de trabalho e a sua vontade. Conhecimento nunca será demais. Aprendi e ainda aprendo com alunas em sala, nossa como é bom isso, só me enriquece. Aprendo quando vejo vocês dançando, buscando, estudando. Como me sinto feliz e gratificada. Se ontem ensinei alguma coisa que se pode ser considerada "errada" ou com uma termologia "diferente", não me sinto envergonhada, não claro que não, pois sou de A.C(antes do "O Clone"kkk), tirava "leite de pedra" e mesmo assim me sinto vitoriosa, pois nasceram vocês 5 e outras como Darah Hamad e Simone Leara, meu Deus, sou uma pessoa agraciada! Continuo com meus estudos, estou organizando e sendo aluna em um curso Acadêmico, ministrado pela bailarina Suheil(onde estou me surpreendo, e sei que poderei continuar fazendo o que mais me deixa feliz: dar aula, de uma forma mais estrutural, mas mantendo o meu estilo, minha personalidade e deixando que as alunas impregue em sua dança o principal de tudo sua "alma"). Você sabe bem, que nunca fui afoita, desesperada, ou corri atrás do que ainda não estava em meu momento. Sempre esperei que o que tem que vir para mim, virá. O que é meu, será. Você viveu muito dos meus momentos especias e de minhas conquistas, as quais sempre divido com vocês.Como você disse, todo mundo tem o direito de seu lugar ao sol, digo também que é só escolher o filtro solar correto e o óculos escuro.
    cont...

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  3. Adorei esse post! Tenho só 4 meses de aula e tive uma professora diferente da q estou agora! De fato não me identifiquei mas ela me ajudou a melhorar (ou buscar essa melhora) em muitas coisas! A admiro muito e ainda acompanho seu trabalho pois ela dança muito em minha opinião! Talvez num futuro volte a ter aulas com ela qnd estiver mais avançada! De fato nossa primeira professora será lembrada! mesmo com pouco tempo de aula já tenho um carinho muito grande pelas minhas professoras!

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