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sábado, 12 de abril de 2014

Mudanças no blog e 3 convites

Olá, queridos novos e velhos leitores!

Achei que valeria a pena diminuir o número de postagens inéditas aqui no blog, pois não tenho tido muito tempo para escrever e além disso, não tenho visto um retorno muito grande de visualizações e o mesmo vale para comentários. E eu sei que, assim como para escrever, é preciso tempo para ler (eu também leio blogs!); então, talvez, valha a pena dar uma diminuída e todo mundo sai ganhando.

Tenho a impressão de que ou o interesse pelos blogs de Dança do Ventre diminuiu ou os assuntos que estão sendo postados não têm sido interessantes. Ainda assim, vejo crescer o número de blogs sobre DV. Iniciar um blog é bem fácil, mas cansa bastante mantê-lo com um conteúdo de qualidade e de forma regular.

Como ainda não resolvi parar com o blog (já considerei isso algumas vezes) e quero manter a regularidade das postagens, também resolvi publicar as postagens inéditas de 15 em 15 dias. Entre esse tempo, sempre relembrarei posts antigos (tem material à beça aqui, viu?!) na minha FanPage do Facebook (para isso, é preciso dar uma curtida lá) e no Instagram (@hanna_aisha). Você pode receber as postagens inéditas por email ou ser meu seguidor do blog (tá tudo no canto esquerdo da página).

Você também pode me ajudar a construir o blog de duas maneiras: me sugerindo temas ou participando do Espaço da Pupila. E me ajudando a divulgá-lo, claro! Aproveitando o post, vou divulgar três eventos que participarei em maio:

Estou organizando, junto da Mercedes Chavarria, do Espaço Chandra e Surya, um workshop sobre Dabke Libanês Tradicional, ministrado pelo nosso já conhecido Tufic Nabak. É sempre bom relembrar que esse tema não é exclusivo para bailarinas e mulheres. Homens são bem-vindos, assim como pessoas que não fazem Dança do Ventre!


Estarei ministrando dois aulões no Studio El Said (Dança Fallahi e Estilo Libanês de Dança do Ventre), em Realengo, a convite da Samara El Said, e dançando à noite! Ótima oportunidade de aprender/iniciar/relembrar os temas descritos abaixo por um preço tão camarada e com profissionais atuantes no mercado. Samara e Gil, muito obrigada pelo convite, uma honra, viu?!


Os objetivos dos aulões do dia 18 de maio no Studio El Said são identificar o que é a dança e tornar-se apto para iniciar os estudos e construir futura performance em:

Dança Fallahi
- Quem são os fallahi
- Identificação do ritmo e música Fallahi
- Figurino
- Passos característicos da dança
- Pequena sequência para inserir os movimentos sugeridos

Estilo Libanês de Dança do Ventre
- Características da dança
- Elementos e passos bastante presentes
- Referências de estudo
- Pequena sequência para inserir os movimentos sugeridos

Para pedidos antecipados de CDs específicos, falar comigo!

Além disso, estarei novamente na Feira Cultural Árabe, organizado pelo Grupo Nabak, dia 25 de maio em Juiz de Fora - MG.


Vejo vocês lá?

Bauce kabira,
Hanna Aisha

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Estética na dança (e na vida)

Ficou muito claro para mim, com o vlog polêmico da Esmeralda, que as mulheres (também os homens, claro, mas vou me focar nas mulheres) têm uma preocupação com o corpo muito maior do que a gente dimensiona. Eu entendi os dois lados: o dela e de quem a defendeu, dizendo que imagem/estética é importante para se trabalhar com dança e o outro lado, de quem foi contra, afirmando que isso é um grande preconceito e que existem muitas bailarinas acima do peso trabalhando muito por aí.

O objetivo desse post não é defender ou ser contra, mas adicionar elementos para essa questão, coisa que a Lalitah já fez há um tempinho atrás (aliás, vai lá ler!). Mas quis escrever sobre isso também, porque outro dia, voltando da academia, tive um insight sobre esse assunto e achei que valeria a pena dividi-lo com os leitores.

Na verdade, não tive exatamente um insight, mas me senti mal por estar tão desesperada em emagrecer (ano passado, eu passei de 42 para 44. Sim, 42 é meu normal!). "Por que eu demoro a emagrecer? Por que estou tão desesperada? Por que, às vezes, eu me irrito quando vejo as capas de revista?"

Daí, pensei em muitas coisas que talvez respondam os meus próprios questionamentos. Vamos considerar uma mulher de 30 a 35 anos, que não mora com os pais e que trabalha 40 horas por semana:

- O que a Angélica, 40 anos, 3 filhos e com um corpo invejável tem e ela não tem? (...) Não precisamos pensar muito: dinheiro. E dinheiro, baby, compra muita coisa: faxineira, babá, cozinheira, nutricionista, dermatologista, comida boa, personal, tratamento estético... E você ainda quer dinheiro para comprar figurino de R$ 1.000,00 e fazer todos os workshops?
- Como dentro da rotina de trabalho dessa mulher (bom, não sei exatamente como é a rotina das bailarinas), ela pode desenvolver um programa saudável? Claro que é possível, mas sabemos que é bem mais difícil do que imaginamos, pois precisamos encaixar exercício físico aeróbico regular, dieta (isso implica em tempo para cozinhar e ir ao mercado com mais frequência, muitas vezes) e boa noite de sono em um só dia. E nem vamos tentar encaixar o seu tratamento estético. Fora todos os nossos afazeres do lar e do dia-a-dia.
- Uma coisa é ter um corpo de 20 anos, outra é ter um corpo de 30 e outra é ter um corpo de 40. Metabolismos completamente diferentes.
- Ela não tem filhos. Imagina quando tiver.

"Ai, que post pessimista!" Não, não é pessimista, é realista! É CLARO que é possível ter uma vida atribulada e ter um corpão, mas não é qualquer uma meeeeeesmo que consegue tudo isso junto e sempre desconfio de que existe alguma coisa que a facilite, tipo fatores genéticos "da porra". Quanto mais branquinha você é, mais difícil é para ficar "durinha".

E percebendo que eu (e eu apenas) estava sofrendo com isso, resolvi acalmar meus nervos e dar uma relaxada nessa cobrança minha. Se eu perdi trabalho porque eu estava acima do meu peso e eu não sei, sorry. Uma pena para quem não me quis, pois ainda acho que posso fazer um bom trabalho, mesmo um pouco acima do peso.

Mas sei o quanto as pessoas (isso significa todos nós) valorizam o corpo e, às vezes (quase sempre) se esquecem de que o preço que se paga para manter um corpão em dia é alto, financeira e emocionalmente. Nem vou comentar sobre o Photoshop, pois é meio óbvio. Tem esse vídeo aqui também.

Vou sugerir de coração, que vocês assistam esse bate-papo, que inclusive ganhou um post aqui no blog.

Acho que para ser feliz é preciso ser, ao mesmo tempo, sincero consigo mesma. Porque só a gente (e só a gente mesmo, viu?) sabe o que realmente importa para a gente, não interessa o que os outros dizem.

Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 23 de março de 2014

"Ter ou não ter DRT"

Post a pedido de Izza
Revisado em 04/01/2018

"O nome dela é Flatulah Khadufa.
Faz aulas de Dança do Ventre desde tempos imemoriais, então se auto-intitula bailarina.
...
Assim, penso: será que os leigos serão enganados para sempre?
Não, a moça não pode correr esse risco! Ela vai, com certeza, buscar algum tipo de certificação - no caso, o DRT (que para quem não sabe, é um documento que "capacita" artistas a exercerem sua profissão).
Sim, ela vai conseguir.
...
Afinal, se uma atriz global é capacitada como bailarina profissional, por que não ela, pobre Flatulah?
Ela, no fundo, sabe que o DRT não atesta sua capacidade como Belly Dancer.
...
E que, no fim, a única pessoa quem ela vai enganar com um título qualquer é ela mesma".

Para a história completa, ir no Blah do Fallahi.

Em qualquer emprego decente que eu arranjar,
meu CRBio será exigido para trabalhar como
bióloga.
"Ter um DRT" significa ter um registro perante ao Ministério do Trabalho como artista/bailarina e uma filiação em um sindicato de Dança. Como qualquer outra profissão reconhecida pelo MT, o registro é sua permissão para exercer a profissão, como todos os "CRs" que conhecemos. Como não existe nenhum Conselho da Dança, não temos "CRD - Conselho Regional de Dança" como os médicos possuem CRM e sim, o DRT, emitido pelos Sindicatos.

Lá no site do Sindicato de Dança do Profissionais do RJ (SPDRJ) eles dizem que o papel dele como instituição é (resumido por mim): "representar e defender os seus interesses junto à sociedade, portanto, concretiza a união dos trabalhadores de uma categoria profissional. Nós somos uma categoria diferenciada, especial e precisamos estar sempre atentos ao cumprimento das leis e normas que conseguimos, após longos anos de luta, conquistar. Você adquire o poder de voz e voto em Assembléias para definir os novos rumos do nosso Sindicato. A sua entidade de classe discute e busca soluções para a situação do seu emprego, o desenvolvimento do setor, as perspectivas da profissão. Incentiva e cria cursos que visam o seu desenvolvimento profissional e crescimento pessoal. Sem luta não haverá conquistas e nada nos será concedido".

Logo, dependendo do Estado brasileiro que você mora e do sindicato que tem (caso ele tenha um), se você quer fazer parte desta luta pela classe ou requerer financiamento público para seus espetáculos, você obrigatoriamente precisa do DRT. Mas, se você não se encaixa em nenhum desses requisitos, o DRT não serve para nada, pois não conheço nenhuma academia de dança (tomara que exista) que exija de suas professoras, o DRT.

Se eu entendi, o DRT é uma licença para trabalhar como bailarina?
Sim.

Então, eu não preciso de DRT para dar aulas?
Não.

Conclusão da história: do jeito que trabalhamos com a dança no momento, o DRT é absolutamente inútil, apesar de culturalmente, isso representar o "profissionalismo" de alguém [não farei aqui a discussão do que é profissionalismo, pois o tema é longo]. Mas se você quer fazer parte do crescimento dessa classe artística perante a sociedade, sim, você precisa ter o DRT para "entrar na roda" de alguma maneira oficial.

Essa história foi discutida na live que fiz com a Samra Sanches na minha conta no IG. O que você acha dessa história toda? Qual sua experiência?

Bom trabalho!
Bauce kabira,
Hanna Aisha

Dicas:

- Lá no blog da Lu Arruda, ela fala sobre ética e profissionalismo e ela diz que ser profissional na dança engloba ao menos três fatores: Conduta ética, Nível técnico e Tempo de carreira e/ou shows realizados.
- O SPDRJ sugerem uma tabela de cachês mínimos, dê uma olhada.