Translate this blog!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A rotina oriental sob o olhar da bailarina egípcia

Olá, bellyestudiosas!

Quem sempre está refletindo sobre sua profissão, evitando ficar estagnado no seus achismos, abrindo a cabeça para novos conhecimentos, contestando suas próprias opiniões, acaba cruzando com pessoas que pensam parecido, mais cedo ou tarde. E a sintonia acontece porque muitos desses questionamentos nunca acabam, apenas aprimoram.

Nessa semana, o podcast da Sala de Dança fez a gente refletir sobre nossas referências na DV: o que te inspira, que princípios você vai seguir, que objetivos você quer atingir... e eu ia postar essa semana o assunto de hoje - de onde vieram as "regras" das rotinas orientais?

Apesar de eu sentir que algumas bailarinas não curtem conceituar os estilos de música árabe e, com isso, a maneira como iremos dançar, eu tenho gostado de conhecer cada vez mais essas diferenças. Orienta mais nossos estudos e performances. Hoje, sabemos distinguir um tarab de uma rotina, uma música moderna de um shaabi, um dabke de um said... ufa! E quem venham mais estilos!

Quando nos voltamos para as rotinas orientais (ou músicas clássicas, como muitas ainda chamam ou megance, como as egípcias chamam), eu percebo que as egípcias não dançam como a gente dança. Ou a gente que não dança como elas?


Essa leitura "diferente" não está presente apenas na dança das bailarinas egípcias mais antigas:



Há uns anos atrás, a primeira vez que eu ouvi que o véu não era obrigatório para a entrada da rotina, eu fiquei chocada: "Como assim, não é obrigatório?" Felizmente, não fiquei estagnada no meu achismo e passei a observar como várias bailarinas antigas dançavam as rotinas e percebi que as próprias egípcias, as referências da raiz da Dança do Ventre para a maioria das bailarinas, não só quase não usavam véu na rotina como tinham uma leitura completamente diferente do que aprendi e continuo vendo por aí. Logo, ficou a pergunta na minha cabeça: "De onde vieram todas essas regras de leitura de ritmos, véu na entrada e etc?"

Não sei. Alguém sabe? 

Aqui, uma leitura mais "típica", mais palatável para nós, brasileiras:


Não é uma questão de achar um melhor que o outro; apenas, queria saber porque esse formato foi considerado (ainda é) intocável... e aí, quais são suas referências?

Bauce kabir,
Hanna Aisha

3 comentários:

  1. Assisti aos três vídeos e não vi diferenças tão significantes, a não ser pela opressão da saia da dançarina Zaki, que não lhe permitiram mesmo muito mais do que ela fez. Acho que aquela roupa já fala um pouco do que é permitido/definido para as dançarinas fazerem. Sou novata na DV (faço DV msm, nada de dança oriental, caricatura assumida, mas com muito amor rsrsrsrs) mas penso que se há diferença na forma de dançar o samba entre Rio e São Paulo cm poderia ser diferente cm uma dança milenar e ainda mais de uma cultura tão diversa da nossa? Ainda nã tenho referências, justamente por estar dando - literalmente - os primeiros passos agra. Adorei os três exemplos que vc deu, muito bons!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "Se há diferença na forma de dançar o samba entre Rio e São Paulo cm poderia ser diferente cm uma dança milenar e ainda mais de uma cultura tão diversa da nossa?"

      Sem dúvida, não havia pensado nisso...

      Excluir
  2. Adorei a postagem e já havia pensado sobre isso, mas sabe aqueles pensamentos que vêm e vão? não foi refletido e discutido. Mas nesse vêm e vão de pensamentos sobre a Rotina, o meu é que não quero ficar preso a regras, quando danço eu quero é ser feliz e me jogar. Deixe as regras para concursos ;) Bjs Ju

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...