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domingo, 12 de janeiro de 2014

Por que Dança do Ventre?

Feliz 2014!

Particularmente, para mim, o Ano Novo não me representa renovação. Minha vida é renovada dentro dos capítulos que eu inicio e consigo fechar, por exemplo: escola, graduação, mestrado, doutorado, emprego... Mas, de qualquer maneira, desejo que esse ano seja mais enriquecedor e mais leve que 2013! E retomo o blog com a seguinte pergunta: Por que você resolveu fazer Dança do Ventre? 

Cada um dos praticantes dessa dança (que dizem ser milenar) tem seus próprios motivos: se encantou com alguma música, livro, pintura, vídeo, dança; a família é árabe... uns mais clichês, outros mais específicos. Não importa: não há quase ninguém no mundo que não se sensibilize com a música árabe pela primeira vez e não imagine um mundo exótico de sonhos (vamos discutir o orientalismo depois em outro post?).

Quem aprendeu DV pelos anos 90, vivenciou outro mundo de "regras", figurinos, música e movimentos. Algumas bailarinas ainda mantêm algo desse "momento", são conhecidas por "old school", como a Yasmin Nammu:



E é justamente esse momento old school que algumas bailarinas que, hoje têm por volta de 15-20 anos de dança, contam que se apaixonaram por ela, dessa forma que era dançada. Suave, sensual, etérea, quase mágica. Hoje, essas mesmas bailarinas, reclamam, dizendo que "falta essência" na dança das bailarinas mais novas, que o excesso de técnica e de "strass" tirou.



E quem está certo nessa história? Hum... ninguém a meu ver. É questão de gosto mesmo. Tem público que gosta de performances mais do que "dança com sentimento". E vice-versa. Eu acredito que toda forma de expressão artística (também não discutiremos isso aqui hoje) tem seu espaço, mas garantir a popularização e o "sucesso" de todas é tarefa realmente difícil.

A questão desse post é fazer você refletir no que você quer dançar. Onde você se sente mais confortável? Você já tentou experimentar esse "retorno à essência"? Já tentou se desamarrar do que é moda e procurou sentir em você o que te dá satisfação? Já percebeu o que em você mais agrada ao público?

Eu tenho tentado experimentar esse caminho alternativo em mim, já que eu não consigo acompanhar os modismos. E, na verdade, não me sinto muito confortável com eles. Gostaria de compartilhar um vídeo em que faço essa experimentação:



Convido a todos vocês a fazerem essa reflexão, não importa se você é aluna, profissional, professora, produtora. Saber o que lhe faz bem e que seus objetivos, em cima desse bem-estar, estão sendo atingidos, é o que pode tornar o seu 2014 mais enriquecedor e mais leve, como eu desejo. Sem frustrações e excesso de cobrança.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

Um comentário:

  1. Muito legal esse post Hanna. Engraçado que estava lendo e quando chegou o vídeo da Nesrine, li a primeira frase, na qual vc pergunta "quem está certo? hm...", e parei de ler pq estava no celular e a frase parava ali rs e ela também entrou finalmente para dançar. Então, durante a dança pensei "Acho que é questão de gosto" e logo depois você diz exatamente isso. Tem momentos que eu gosto de danças com bastante técnica digamos assim mais alinhadas com o "moderno", mas já vi muita coisa "old school" que me agrada muito, enfim... Nem tudo do moderno é legal pra mim e nem tudo do old school, pq a apreciação é super relativa e, lógico, subjetiva. Fiquei pensando que cada um vai se alinhar ao que gosta mesmo, ao que imagina ser o melhor, mais bonito, etc... Ninguém tá certo ou errado. E isso tem a ver com o que você aborda a seguir que é essa questão de como vc quer dançar. O que você gosta, pra mim, tem a ver com como vc quer dançar, pq como vc quer dançar revela o que vc entende como "Dança do Ventre", ou o que você sente/vê quando ouve uma determinada música, etc...
    Definitivamente eu não sou uma pessoa que se liga muito em moda (em nada na vida msm), então ou eu gosto ou não. Respondendo à sua primeira pergunta, eu comecei a dançar pq eu comecei a apreciar mt a música clássica e os raksas (claro que na época nem sabia o q era isso) e sentia aquela vontade corporal de seguir aqueles sentimentos que o som provocava. Então eu vi muitas bailarinas que bombavam, e ainda bombam, dançando e não era aquilo que me encantava... conforme foi passando o tempo encontrei as bailarinas que se alinhavam com o que eu imaginavam e/ou iam além e me surpreendiam positivamente.
    Acho que você fechou bem o post, pq moda é algo que vai e vem, e acho que esse papo de essência deveria estar mais ligado ao que você parece querer apontar: ir de encontro ao que lhe é natural, próprio, enfim... é por aí. Beijos!

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