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sábado, 9 de maio de 2009

Sobre fusões com Dança do Ventre

Como fui criada com uma professora mais tradicionalista em termos de performances, durante meu tempo como aluna, não pude experimentar movimentos modernos ou até mesmo estudar fusões. Não acho que isso seja necessário para a formação de uma bailarina profissional em Dança do Ventre. São coisas conectadas, mas você pode escolher ser só bailarina de ventre mais tradicional. MINHA OPINIÃO. 

Creio que por conta disso, eu tinha um pouco de preconceito com músicas modernas, pop árabe e fusões porque não via muito sentido em misturar as coisas. Como não tenho formação em Dança Contemporânea nem Ballet nem Jazz, também acho que isso ajudou muito a construir uma opinião que eu tinha. Mas continuo sendo uma bailarina que vocês provavelmente não verão dançando fusões.


Haynna Al-mudarissa com um flamenco árabe

Mas o tempo passou e aos poucos, fui aceitando as danças modernas árabes e fusões. Acho que isso é uma evolução em termos profissionais pois eu passei a ver beleza nessas performances. Mas, sinceramente, ainda é MUITO difícil ver fusões realmentes bonitas. O que quero dizer com bonitas? Fusões harmoniosas, que misturam técnicas das duas danças escolhidas, com figurinos e músicas apropriadas a uma fusão. A impressão que tenho é que a maioria esmagadora das danças com fusão apenas pensam na música e um pouquinho no figurino.

Para mim, uma fusão bem feita, é aquela que você vê que a bailarina se preocupou em estudar um pouco além da dança escolhida (além da DV) para incluir esses elementos de forma harmoniosa com a música, figurino e com os movimentos de DV propriamente dita.

Tem gente famosa que só porque pegou um tango, uma indiana ou um flamenco e dança como se fosse DV e mais nada, chamando aquilo de fusão e todo mundo acha que é uma fusão porque ELA fez aquela fusão.

Catei uns vídeos no youtubíu para exemplificar um pouco do que acho ser fusão bonita. Se eu estiver errada com conceitos, por favor, me avisem. Minha opinião de hoje é reflexo de tudo que já vi e vejo em termos do que as pessoas chamam de "fusão".

Essa não é uma fusão com DV, mas um exemplo maravilhoso de como é possível tornar uma dança tradicional, no caso indiana, em um show com elementos modernos deslumbrante:


Esse vídeo em termos de qualidade técnica, não achei grandes coisas até porque é realizada por muitas alunas, mas a idéia de Tango fusion que tenho seria o que elas mostram:


Apesar de não ter gostado assim tanto dos quadris dela, adorei esse "flamenco árabe". Linda música, bonito figurino e ela usou elementos das duas danças de uma maneira harmoniosa:


Caso discordem, por favor, escrevam. Tem gente muito mais entendida do assunto que eu.

Bauce kabir,
Hanna Aisha

Um comentário:

  1. Assim como vc, não tenho grandes vivências em outras técnicas de dança e, inicialmente, fui uma bailarina bem tradicionalista. Hoje me vejo ousando mais. Em termos de fusão, me arriscaria apenas em ritmos regionais nordestinos, que são coisas que domino melhor por conta da cultura que vivo. Acho que há um excesso de tentativas de fusões atualmente. É como se a dança do ventre, por si só, não bastasse. Mas aí o que a gente vê, em termos técnicos e artísticos, referente às fusões, pode ser um show de criatividade ou desastres. Embora esse último ítem seja mais comum, ainda acho que dá para tentar mais e fazer melhor. Como sempre digo: bom senso não faz mal a ninguém.
    Beijocas!

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