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domingo, 10 de março de 2013

Estudo dos ritmos em DV

Post a pedido de Simone Mattioda

Bailocas,

Eu e Raqia! Amei o work dela!
de acordo com Raqia Hasan, "quem deve se preocupar com o ritmo que está sendo tocado numa música, é o músico. Ela (Raqia) revela que em nenhum momento se preocupa com o ritmo, demonstrando não valorizar esse tipo de conhecimento na formação de uma boa bailarina de Dança do Ventre". Concordo com a Nilza, quem escreveu esse trecho em seu blog; para ela, é muito fácil perceber sotaques na música árabe e dançar da forma mais autêntica, ela é de lá! Nós, ocidentais que não falamos árabe e estamos acostumadas com outra escala musical, penamos para tentar entrar em harmonia com a música, quanto mais expressá-la!

A Esmeralda (SP), que possui um estilo muito particular de dançar, escreveu um artigo na  edição no. 09 da revista Shimmie falando algo parecido com o que a Raqia disse e quase enlouqueci com isso. Pensei: "Gente, o que as alunas vão pensar?" Daí, pensei com calma e acabei entendendo o que ela quis dizer! Mas daí o Pedro Françolin vem, na edição seguinte da Shimmie e fala o contrário, de que saber ritmo é fundamental para uma bailarina. Suspiro de alívio.

Concordo com o Pedro também. O estudo dos ritmos árabes básicos (em torno de 25 - parece muito, mas nem é tanto) ajuda e muito uma bailarina a ter harmonia em sua performance e criar coreografias, além de identificar folclores. E nem estou falando de khaliji! Assim como a identificação dos instrumentos também dá um plus na leitura.

"Ah, então, existem regras para se dançar?" NÃO! Não é isso! Esse é o ponto. E eu preferi interpretar, da maneira que irei explicar agora, o que a Esmeralda escreveu na revista. Não existem regras de leitura de um ritmo ou outro; mas o entendimento de tempos e contratempos, por exemplo, ajudam você a tornar sua dança menos aleatória e mais organizada. Quando essa movimentação básica em cima de um ritmo se torna mais estruturada, você poderá tornar sua dança mais variada e dinâmica. Mas isso é apenas questão de escolha. Sempre. O Gamal Seif prefere trabalhar mais em cima da melodia, é outra visão de leitura. Acho que o ideal é misturar os dois! Não negligenciar nem um nem outro.

No mesmo artigo que referi acima, a Esme fala que as bailarinas precisam "ouvir com os olhos", ou seja, ter "visão de espaço, de harmonia, de interpretação, de estética, de linha corporal". Sim, pois como ainda ela completa, "é isso que faz uma dança ser diferente da outra". Mas continuo achando que o estudo dos ritmos não deve ser negligenciado para que se siga apenas a melodia.

Aqui, um exemplo de bailarina muito didática, que equilibra bem a leitura dos ritmos assim como da melodia, resultando numa linda leitura musical:


Logo, queridas, nunca fiquem desesperadas ou relaxadas demais com o estudo, seja de ritmos ou melodia (os instrumentos entram aí). A Dança do Ventre, acima de tudo, é sempre um momento de felicidade e satisfação. Se você ainda se sente insegura quanto ao ritmos, vá com calma e não tente aprender tudo de uma vez. Se você nunca ouviu falar disso, tá na hora de você perguntar à sua professora! Bons estudos!

Bauce kabir,
Hanna Aisha

2 comentários:

  1. ACHO FUNDAMENTAL TER ALGUNS CONHECIMENTOS BÁSICOS DE RITMOS, A BAILARINA TEM QUE SABER O QUE ESTÁ DANÇANDO PARA INTERPRETAR DE FORMA CORRETA. CONHEÇO BAILARINAS QUE DANÇAM POR OSMOSE E CLARO! A DANÇA FICA POBRE.

    BJS AMEI O POST!

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  2. O que a Raqia disse é tremendamente non-sense. Já tem pseudo-belly dancer demais por aí se dizendo profissional. Que elas sejam desinformadas o suficiente para que esse impropério da Raqia não cheguem aos seus ouvidos. Caso contrário vai chover nega dançando com véu wing ao som de Chuf-ha, do Fares Karam. Jesuis.

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