
As entrevistadas foram Samasen, Lucy, Dina, Khayyreya Mazin, Rabab, Eman Zaki, Nagwa Sultan, Aida Nour, Doaa Hegazy, Zahra Zuhair, Katia, Marwa, Soraya Zaeid e Diana. Ainda entrevista Gigi De Manais, etinóloga de dança e dois homens, parentes seus.
A Dança do Ventre ainda é muito popular e é utilizada em casamentos para entretenimento e abençoar com fertilidade. Porém ainda existe muito preconceito e as roupas são um motivo, que mudou por conta da influência ocidental e de Hollywood, já que as ghawazee eram mais cobertas. A atriz Maud Allan, atuando como Salomé, também foi uma grande influência. Eman Zaki é uma atual estilista e disse que a Badia Masabni exigia de suas bailarinas treinos diários e que respeitava-se mais as bailarinas da Golden Era porque elas não mostravam tanto o corpo como hoje. E o Corão não permite que a mulher "decente" dance e elas nunca casam com alguém de família "decente", não se aceita [Observação minha: o que entendo por não mostrar tanto o corpo era a barriga, porque as pernocas, babies, apareciam e muito!]. Nagwa Fouad mudou o show de DV, com um tom a Las Vegas e foi a primeira bailarina a produzir suas músicas e, para ela, atuar dava mais dinheiro.
Para ser uma bailarina de sucesso no Cairo, segundo:
Samasen: é preciso um ano para se fazer nome, senão você não ganha respeito. Acha que a DV vai voltar a ser melhor porque está sendo sustentada pelos outros países e ela está feliz com isso [Viva nóis!]. Nenhuma estrangeira vira estrela no Cairo (!).
Aida Nour: não adianta ter habilidade física apenas, mas entender árabe, sentir a música, amar dançar e amar ser bailarina.
Nagwa Sultan: deve-se amar a música árabe e saber se mexer no oriental way. É preciso amor, talento e inteligência. Ela diz que o Egito está ficando cada vez mais conservador e as bailarinas aparecem cada vez menos nos casamentos.
Katia: é preciso criar novos movimentos, ter roupas bonitas e boa orquestra (o que é difícil). A economia está ruim e a influência da religião está maior, assim como a nova geração quer ser mais europeia. Os casamentos não têm DV e sim DJ para dançar. [Observação minha: em uma das vezes que dancei em SP, nessas casas com árabe, escutei isso de alguém com relação ao dabke. Para a nova geração, dabke é coisa de velho. E aí?]
Além disso...
Dizem que para ser famosa é necessário dinheiro para investir e ter um produtor. E se você não é famosa, os empresários vão te usar por razões políticas. Todo manager quer saber se você quer se prostituir, não importa o nível. Hani Sabet, que é produtor, diz que prostituição e DV sempre andavam juntas e acredita estar diminuindo hoje em dia [Comentário interessante para as bailarinas mais puritanas].
Nos cabarés atuais...
É bem diferente: elas não têm troca de roupa e ganham dinheiro fácil. Muitas vão para fazer dinheiro rápido, mas não querem ficar ali para sempre.
No geral, elas demonstraram nas entrevistas muita confiança em si e em sua qualidade como bailarina. Mas ainda fica a dúvida se eles preferem fama e dinheiro ou segurança?
Ainda rola um extra com performances de várias entrevistadas assim como o comentário da diretora Natasha e do cameraman. Não encontrei no YouTube algum trailer sobre o DVD, mas achei essa parte em que ela filma a Soraia dançando e que está no DVD:
Bauce kabira,
Hanna Aisha
Aqui um trailer desse DVD :-)
ResponderExcluirbeijos!
http://www.maderfilm.com/kennethmadertrailersBOC.html