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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Charles Darwin e a Dança

Olá!

Livros sobre ciência estão sempre sendo lidos por mim, dentro do esperado. Mas minha mente não conseguiu se desvincular da dança ao ler "A expressão das emoções no homem e nos animais", de Charles Darwin (1872).

Não entendo de psicologia nem de neurobiologia, mas imagino que o conteúdo do livro deve estar bastante defasado. De qualquer maneira, consegui extrair dele algumas coisas interessantes para discutirmos aqui, em um blog de dança.

Uma das coisas que ele aborda é que "algumas ações, normalmente, associadas pelo hábito com certos estados de espírito, podem ser parcialmente reprimidas pela vontade, e nesses casos, os músculos que estão menos submetidos ao controle separado da vontade são os que mais tendem a agir, causando movimentos que reconhecemos como expressivos".

O que eu traduzi desse trecho, a partir do entendimento do livro como um todo, é de que as nossas expressões atuais resultam de muitas gerações associando um estado de espírito e uma forma de expressá-la. Por exemplo: se sentimos alegria, os músculos ao redor da boca se arqueiam para cima.

Não vim aqui discutir o certo ou o errado dessa afirmação, mas definitivamente, essa ideia me fez pensar no que acredito muito e sempre ensino às minhas alunas: para executarmos um movimento novo dentro da dança, precisamos raciocinar em cima dele, gerar uma intenção, entender a técnica e não simplesmente, copiarmos sem saber o que se está fazendo. Já tentou de, em vez de só copiar sua professora, pensar sobre o que está fazendo? Ter essa intenção ajuda a gerar memória muscular e treinando, pensando sobre ele, em breve, ele sairá de forma automática; você só dará o comando e não mais pensará durante o movimento, preocupada em como executá-lo.

"De todos os fatos que apresentei, resulta que os sentidos, a imaginação e mesmo o pensamento, por mais elevado e abstrato que o consideremos, não podem ser exercidos sem despertar um sentimento correlativo; esse sentimento se traduz diretamente, simpaticamente, simbolicamente ou metaforicamente em todas as esferas dos órgãos exteriores, que o exprimem segundo seus modos próprios de ação, como se cada um deles tivesse sido diretamente afetado". Pierre Gratiolet.

Concordo com ele, mas acho que essa ideia pode ficar restrita apenas à sua vida pessoal. O mesmo raciocínio do Darwin pode ser utilizado para o treinamento da expressão no geral. Expressão também se treina e fica menos à mercê do seu sentimento no momento.

O que eu entendo de "dançar com a alma" é dançar por prazer e por escolha. Não precisamos dançar e deixar o sentimento do momento transparecer durante sua dança pois nem sempre ele será de alegria ou satisfação. Ou todo mundo aqui nunca dançou triste, nervosa ou preocupada? Se sim, conseguiu disfarçar isso? Como?

Sugestão de leitura:

Bauce kabir,
Hanna Aisha

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