
Inspirada no post da Celia sobre amizade na DV, resolvi escrever sobre a importância da primeira professora. Afinal, terá sido, essencialmente ela, quem fez você continuar ou sair da DV, certo? Ao longo dos nossos anos de estudo (em que, normalmente, nos primeiros, ficamos só com uma professora), passaremos por vários profissionais de dança, seja em aulas particulares, regulares ou workshops. E de todos, tiramos um aprendizado que nunca esqueceremos.
Mas será com a nossa primeira professora que lembraremos de como segurar um véu, fazer um shimmie e os famosos camelos. Ou não? Você pode ter aprendido errado a técnica, mas a professora nunca será esquecida!
Mesmo aquelas que hoje não têm uma boa relação com sua primeira professora, é legal tentar guardar as boas lembranças e todas as oportunidades que você teve com ela; seja de conhecimento, de dançar em algum lugar ou de copiar suas músicas.
Minhas melhores lembranças na DV foram como aluna, durante 7 anos, da Shaira Sayaad. A turma, inicialmente, era composta por mim e por Claudia e daí se "achegaram" Haynna Al-mudarissa de outra academia próxima, Jaqueline Campos (irmã da Claudia) e Elaine Rollemberg, de uma academia mais longe. A elas devo muitas alegrias, choros, decepções, realizações; amizade que se mantém até hoje.
Já dizia minha professora de Bioquímica na Escola: "Nossa primeira memória é sempre a mais confiável" e de certa forma, é verdade para mim. Várias das coisas que ensino e faço hoje foram as que aprendi com minha primeira professora, mesmo tendo-as visto de outra forma com outros profissionais ou readaptando-as do meu jeito.
Aprendizes de ontem, de agora e do futuro: respeitem e valorizem qualquer profissional de DV (claro que isso se estende aos outros) que vocês esbarrarem. Todos têm uma história de estudo, batalha, fracasso, sucesso. Por mais que a gente não goste de sua metodologia (o que fez você procurar um outro professor), ou que ele não tenha inúmeros prêmios ou selos (já pensou se isso realmente é o mais importante?), lembre que outros gostam e que nossa arte, mesmo que não possua um "método acadêmico regulamentado nacionalmente" (o que poderia ser interessante, mas não é nossa realidade atual), é tão diversa e cada vez mais bonita graças à essa diversidade de métodos e estilos!
Boa sorte para todas nós que buscam um lugar ao sol!
Bauce kabira,
Hanna Aisha