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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

DV x Folclore

Acabei de publicar meu post antigo sobre Fusões com Dança do Ventre no site da Central Dança do Ventre (aliás, excelente fonte de textos e opiniões).

Refazendo e relendo o texto, eu parei para (re)pensar num parágrafo que eu digo "Não acho que isso [fusões] seja necessário para a formação de uma bailarina profissional em Dança do Ventre assim como não acho obrigatório o aprendizado de folclore árabe. São coisas conectadas, mas você pode escolher ser só bailarina de ventre".

Daí, achei que seria interessante levantar essa questão.

Eu, particularmente, amo folclore árabe, mas racionalizando, por que toda bailarina de Dança do Ventre deve aprender folclore? Para se profissionalizar, ela realmente precisa aprender a DANÇAR folclore? Você vê bailarinas dançando khaliji, said, baladi, no máximo um meleah, mas isso acontece dentro das rotinas clássicas. Jarro, pandeiro, flores... cai tudo em um rótulo de Folclore que somos às vezes, obrigadas a estudar. Zero problema para mim porque eu adoro, como eu já disse.

Lá, eu entendo que elas dancem algo da cultura delas, mas aqui dentro as coisas podem distorcer tanto que, às vezes, é melhor assumir nossa incompetência no entendimento total do assunto. Veja polêmicas sobre o khaliji.

Sei lá, divaguei.

Vocês já divagaram sobre isso?

Bauce kabir,
Hanna Aisha

6 comentários:

  1. Acho que não divagou, não, é um assunto importante.

    Em alguns blogs, li que a professora deve saber e conhecer de tudo. Não sei se isso se faz uma obrigação, principalmente porque um bom profissional não se faz apenas pelo conhecimento técnico e teórico.

    Acredito que cada professora deve ao menos saber que existe e conhecer um pouco, nem que seja somente a teoria, no caso de acontecer de a aluna perguntar e querer saber mais a respeito. Ainda que a professora não esteja muito por dentro, seria importante se ela soubesse orientar a aluna em seus estudos, indicando alguma bibliografia, um workshop que possa aparecer, enfim.

    Mas o Folclore é gostosinho, sim :-))

    Beijinhos!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Oii!

    Ahh, eu acredito que nós não devemos nos "fechar" num mundinho e não aprender outras coisas, como no caso o folclore. Eu sou a favor de aprender folclore e de fusões na dança do ventre, DESDE QUE não haja exagero. Eu prefiro muito mais uma dança tradicional, mas não abro mão de conhecer o folclore, pois faz parte da cultura.

    Acredito que é obrigação da professora ensinar, pois a aluna tem o direito de ter esse conhecimento. Claro que a professora não precisa ser especialista no assunto, deve apenas ter um breve conhecimento e saber passar isso para suas alunas. Conhecimento nunca é demais, né? E uma bailarina profissional não é feita só por conhecer o folclore.

    Beijinhos!!
    E um Feliz Ano Novo!

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  4. Olá, achei interessante os comentários e o post. Em conversa recente com algumas bailarinas que tiveram aula com o Gamal e o Kaled fiquei sabendo que segundo eles, a primeira coisa que deveria ser estudada é o folclore, para depois seguir para a rotina clássica e o que chamamos de dança do ventre.
    É um caminho interessante, pois como eles falaram, para se entender o final tem que conhecer o início, de onde saiu tudo isso. Mas lá é fácil. Aqui as coisas chegam bem "picadas" e até distorcidas, infelizmente. Hoje em dia que está mudando, e muito do que eu entendia de folclore já mudou (vide Melea e Said, entre outras, que na verdade não são exatamente danças folclóricas, mas criações do Reda, que foram inspiradas em costumes e danças típicas, mas mesmo assim são criações dele e sua trupe).
    Enfim, conhecer o folclore (e o trabalho do Reda) e as danças populares é interessante para te dar uma base, uma raiz que ajuda você a criar em sua dança sem, contudo, "viajar" demasiadamente e sair do contexto (afinal por mais que estudemos não somos de lá...).
    Bom, como comigo foi ao contrário, posso dizer que hoje sinto melhor o que é essa dança do que quando não conhecia ou entendia o folclore e a base popular de onde ela surgiu...
    Bom, é isso. Apenas mais uma opinião!
    Abraços a todas
    Helga

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  5. Oi Hanna, concordo que não seja obrigatório aprender folclore, mas em se tratando dessa arte acredito que o folclore seja um grande divisor de águas: Ele confere mais conhecimento, mais entrosamento com a propria dança do ventre, soltura, além de ser uma forma maravilhosa de trabalhar expressão e aguçar a vontade de estudar, aprender mais...

    Quanto ao lado profissional eu sou da opinião que a profissional hoje, num mundo globalizado deva aprender no mínimo de tudo um pouco. Ok a professora que queira so DV, mas as alunas hoje em dia procurar folclore (e procuram muito!!). Como amo e me aprofundo em folclore vejo varias alunas chegarem em mim relatando que gostam da professora que fazem aula, mas que ela não da folclore!

    E o terceiro motivo de eu achar imprescindível esse estudo é que no mercado de dança (casamentos sejam judeus, muçulmamos, egipcios...) eles pedem sim folclore e pedem mais do que dança do ventre! Semana que vem dançarei num evento onde terá muçulmano e ela me pediu pra usar galabya e dançar so folclore. Em outros exigem interação (que tem mais no folclore) e que faça roda de dabke! Num egipcio ela me pediu said também...Hoje o mercado privilegia sim a bailarina completa, que tenha conhecimento vasto e ampliado.

    Claro que não é uma regra, mas como em tudo na vida devemos explorar e nos dedicar sempre a mais. Então pra aluna é novidade, aguça curiosidade, criatividade. Pra profissional o folclore é o diferencial dela no mercado.
    beijocasss

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    Respostas
    1. OI, Zahra, obrigada por dar opinião.

      Eu escrevi esse post em 2009 e hoje, tenho opinião totalmente diferente! Eu super concordo com você hoje. EU quero escrever sobre folclore árabe e certamente iria citar esse post para mostrar que mudei de opinião.

      O que não mudou, é que não acho que a bailarina precisar aprender a dançar profundamente os folclores.

      Beijos

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