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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Boas férias!

Olá, queridos leitores!

Não sei se vocês já repararam, mas no canto superior esquerdo do blog tem uma chamada para a Elis Pinheiro (SP), pela primeira vez aqui no Rio de Janeiro! Ela será a convidada especial da 7a. edição do Zahra Sharq - Flores do Oriente. Ela morou alguns anos na Inglaterra e, em 2015, estará aqui no Brasil! Você não poderá perder essa oportunidade de vê-la de pertinho e o blog dará as informações completas assim que as tiver em mãos!

O blog entrará em recesso a partir de hoje, pois o movimento no estudo da dança cai bastante nessa época e eu mereço também um tempinho de escrever. Mas retornará dia 17 de janeiro de 2015, então, não deixe de visitar o blog, caso você sinta saudades! :-P A minha FanPage não irá parar; se quiser acompanhar vídeos e posts antigos, é só curtir lá!

Muito obrigada por todas as visitas, comentários e compartilhamentos dos posts aqui do blog em 2014! Em um tempo em que ninguém mais tem paciência para ler, mas só para ver coisas no Facebook, até que acho que estou resistindo bastante frente a muitos blogs de Dança do Ventre que pararam de atualizar. Só não sei quanto tempo o interesse vai durar, né?

Com vocês, um vídeo da Elis para apreciação:


Aguardo vocês aqui em 2015!
Boas festas!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 14 de dezembro de 2014

Fi youm we leyla

"Um dia e uma noite"

Intérprete: Warda Al-Jazairia (1939-2012)
Letra: Hassen El-Saed (1921-1983)
Música: Mohamed Abdel Wahab (1902-1991)

Mohamad estava selecionando novos talentos para trabalhar no cinema. Hassen fez o teste e ganhou um pequeno papel. Um dia, Hassen ouviu que a produção estava procurando uma letra para a música do filme e se ofereceu para escrevê-la. Apesar de não ter acreditado muito nele, quando ouviu a letra de Hassen, gostou muito e a partir daí, Mohamad e Hassen tornaram-se grandes amigos e parceiros.

Aqui, tem a letra e tradução (em inglês) para acompanhar a música. Enjoy it!


Aqui, um exemplo de "Fi youm we leyla" dançado:


Fonte: Revista Shimmie ano 04, no. 22.

Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 30 de novembro de 2014

O que significa produzir eventos de Dança do Ventre

Sim, eu sei o que significa organizar um evento (festival nunca organizei, só ajudei no dia): teatro, reunião de todas as músicas, filmagem, som, iluminação, preocupação com público, camarim, divulgação, staff... Quando existe um convidado de fora da cidade, acaba sendo pior pois ainda existe hotel, alimentação, passagem, transporte, local pra workshop (se houver), o que aumenta bastante os custos. Planejamento e organização são fundamentais na preparação de qualquer evento que pretende ser bem feito.

Eu já escrevi sobre isso no blog mas diante do crescente número de eventos no Brasil, resolvi retomar o assunto porque tenho ouvido bastante coisa negativa sobre esse tópico, misturado com minhas indagações e experiências. Só que dessa vez, resolvi falar sobre o DURANTE.

Pergunta para quem organiza um evento: qual seu objetivo? Ganhar dinheiro, se divulgar, divulgar outros trabalhos, dar oportunidade para as pessoas dançarem, realizar um sonho de ter um show só seu? A partir dessa resposta, você pensa em como irá organizá-lo.

Pergunta para quem frequenta um evento: por que você quer dançar naquele evento? Se divulgar, conhecer ou rever pessoas, se divertir, dançar pros amigos? Você quer se distrair? Porque isso vai fazer diferença na sua reação e conforto dentro do evento escolhido.

Agora, existem coisas muito, muito básicas e universais em qualquer evento, que o organizador deve pensar com bastante cuidado:

1) Pontualidade: a coisa mais difícil de ver acontecer. Isso atrai/mantém público fiel sim e se você tem o costume de atrasar seus eventos, a chance de você perder público ao longo do tempo é bem grande. E olha, perde mesmo, viu? Não se iluda. 1 hora de atraso é desrespeitoso com quem chegou na hora e se planejou, quem dirá 2 ou 3 horas... é abrir brecha para alguém pedir o dinheiro de volta, com razão.

2) Staff preparado: em festival, faz TODA a diferença pois é essa galera quem vai ajudar a direcionar as bailarinas e público pro camarim, banheiro, horário de apresentação, cantina, ficha de concurso, som, luz. Qualquer informação que o pagante ou participante esteja precisando. Um staff despreparado é um dos grandes responsáveis pelos atrasos.

3) Cuidado com as participantes: elas podem retornar (ou não) para seus eventos. Água é o mínimo, não? Levante a mão quem já participou como convidada de show e não ganhou nem água! o/

Como eu já disse e tenho cumprido com a palavra, tem evento que eu nunca mais pisarei. E ponto. E sei que não sou a única. A não ser que voltem a falar bem dele. Já parou para pensar por que seu evento em vez de crescer, tem se mantido igual ou diminuído? Não culpe as pessoas! E não, não é arrogância ou estrelismo: é se sentir desrespeitado por ter investido em um evento, perdido tempo e não ter tido nenhum tipo de retorno como dançar na hora combinada, ter um chão seco no camarim ou ser ignorada por staff. Que história é essa, minha gente? Quem fica confortável e dança bem em um ambiente desse?

Existe um problema na Dança do Ventre que é o desconhecimento do conceito de pagante e serviço prestado. A partir do momento que alguém compra um serviço (seja workshop, ingresso ou inscrição de concurso/mostra), ele tem o direito sim de não se sentir satisfeito (claro, pensando em motivos concretos e não da cabeça dele) e de reclamar. O mercado da dança não deveria ser casa de comadre e o pagante NÃO ESTÁ FAZENDO FAVOR para você que está organizando o evento o qual ele está participando! Logo, repense MUITO bem no seu produto que você ofereceu antes de ficar chateado com a reclamação concreta e correta de alguém.

É seu primeiro evento como organizador? Tudo bem, a chance de dar tudo certo não é muito grande pois existem muitos detalhes que só percebemos quando realizamos o evento pela primeira vez. Dá para passar. Repetir o erro, jamais! De qualquer maneira, começar nessa área de forma ruim não é mais desculpa. Felizmente, hoje em dia, temos bons eventos acontecendo em todo o Brasil e eles podem sim, ser sua referência de boa qualidade. Depois, você organiza do seu jeito.

E você que é público ou até expositor, repensem também que eventos vocês realmente estão a fim de participar. Você precisa sair com a sensação de que valeu a pena e não com o pensamento "O que tô fazendo aqui?"

Isso é assunto sério e mais corriqueiro do que imaginamos pois uma parcela bem grande do nosso público é leigo e fazê-los participar de eventos ruins só deixa má impressão para nosso segmento profissional. Pensem com carinho.

Bauce kabira,
Hanna Aisha