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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Livros sobre dança - parte 8

O livro da Heather Ward (2015) deveria ser leitura obrigatória para toda profissional de danças árabes; ela foca a pesquisa dela nos acontecimentos que influenciaram toda a transição das danças ghawazee até a dança do ventre que estava surgindo nos cabarés do Cairo. Ela desenvolve bastante os temas como figurinos, cabarés e entretenimento egípcio em geral. Até poucos anos atrás, eu acreditava no mito de que a DV egípcia da Era de Ouro foi uma adaptação, basicamente passiva, feita pelos egípcios para agradar os europeus que frequentavam os cabarés no Cairo. Uma coisa que me marcou bastante foi ter lido que as mudanças que ocorreram desde o final do século 19 até o início da Era de Ouro foram feitas a partir de influências externas, mas muitas mudanças internas, mobilizadas, inclusive, por motivações políticas. E o que dá legitimidade ao seu livro é que essa pesquisa foi baseada em documentos e não em mitos ou achismos. Ela é antropóloga, o que justifica parte da qualidade do trabalho dela. A pesquisa é bem referenciada e aberta a possibilidades de novas interpretações, baseadas em novos dados, que possam vir a surgir. Infelizmente, só existe a versão em inglês.

A segunda indicação não é um livro, mas a tese de doutorado da Roberta Salgueiro (2012), outra referência que deveria ser leitura obrigatória. Foi a primeira tese de doutorado sobre DV no Brasil e muito do que a Roberta discute, cruza com muitos assuntos abordados pela Heather, como orientalismo e origem da DV no Egito. Mas a novidade é a proposta de entender a DV como transnacionalizada, passando, brevemente, pela história da DV no Brasil e sobre o conceito de feminino.

Boa leitura!
Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Livros sobre dança - parte 7

Olá, bellynerds!

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Infelizmente, temos poucos livros sobre Dança do Ventre/Folclore Árabe em português. Um dos mais recentes lançamentos foi o "Livro Folclore Árabe - Cultura, Arte e Dança - Volume 1" das cariocas Luciana Midlej e Melinda James. Além disso, contém alguns relatos pessoais das autoras (que viajam frequentemente para lá, em busca de informação in loco). O que mais me chamou a atenção foram os desenhos dos figurinos, feitos por Adriana Almeida. Eles foram bastante ilustrativos e inspiradores, também baseados em suas pesquisas locais, já que também viaja frequentemente com as autoras. Se você não sabe nada ou quase nada sobre folclore árabe, sugiro esse livro como ótimo material introdutório - focado no Egito e em regiões próximas. Pode funcionar como uma fonte de consulta, caso tenha esquecido de alguma informação. Mas, se você quer se aprofundar em algum deles, é preciso buscar um pouco mais de informação para complementar, principalmente, em outras fontes/professores confiáveis. Também sugiro a busca de vídeos para ajudar a entender o que elas explicam no livro.

Resultado de imagem para Stories of a Traveling BellydancerComprei o livro "Stories of a Traveling Bellydancer", seguindo a dica da Laura, mas confesso que curti menos que ela. Laura descreveu bem o livro: é uma adaptação dos emails que ela escreveu para os amigos sobre as viagens que a autora Zaina Brown, uma bailarina finlandesa, fez pelo Oriente Médio e África. Talvez porque eu não curta tanto narrativas de blog pessoal ou por causa de alguns comentários que ela, como europeia/moradora dos EUA, fez sobre a vida ou as pessoas. Ela se surpreendia com algumas questões básicas sobre países em desenvolvimento, como se vivesse em uma bolha. Bom, ela vivia em uma bolha (hoje, ela mora na Tailândia). Então, eu me irritava, de vez em quando. Ok, eu preciso ter um pouco de solidariedade para entender que ela vivia em uma bolha, mas ela não se deixava "vencer" por conta disso e, realmente, encarou aventuras que eu não encararia. Ela narrou a vida de cidades e situações que eu nunca visitarei/passarei. Eu daria nota 6 (Laura deu 8), mas porque seja uma questão de gosto mesmo. O preço na Amazon é realmente bom, então, se sua curiosidade é maior para esse tipo de leitura, vá em frente!

Boa leitura!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 5 de março de 2018

Livros de dança - parte 6

Olá, bellynerds!

Quanto tempo que não escrevo um artigo sobre livros de dança! O motivo é simples; eu estava sem livros de dança para ler! 

Bom, o primeiro que li foi o livro "Círculo Mulher" da Shalimar Mattar (SP), que comprei pessoalmente com ela em um evento no RJ e que ela autografou. Ele me pareceu um livro introdutório à Dança do Ventre pois, através de uma linguagem bem leve, fala sobre aspectos diversos que a Dança possui e pode proporcionar às suas praticantes, passando por um pouco de história até espiritualidade. No fim do livro, existem diversos relatos positivos de pessoas envolvidas com arte, em especial, com a Dança do Ventre. Eu acho que esse livro é um instrumento bastante interessante, pois pode ser lido tranquilamente por não-praticantes da Dança do Ventre e, com isso, talvez, atrair possíveis novos interessados.

O segundo livro é "Música Árabe" da Marcia Dib (SP). Ao contrário do livro da Shalimar, esse é extremamente técnico e denso e não é sobre dança em si. É um livro para interessados em música árabe, mas as praticantes de Dança do Ventre também podem lê-lo e aproveitá-lo de alguma maneira. A temática me interessava bastante, mas teve trechos que eu simplesmente não entendi porque não tenho nenhuma formação nem experiência com música de nenhuma cultura (só sei tocar um pouco de snujs!). Ele é um grande repositório de informações que você pode consultar sempre que tiver uma dúvida pois é extremamente organizado e cheio de referências (aspecto que toda pessoa que fez pós-graduação carrega em si). Porém, apesar de ser de difícil entendimento, eu não deixo de recomendá-lo, pois contém informações preciosas que me ajudou a ligar os pontos com relação ao tema e à própria dança.

Espero que tenha ajudado vocês com seus estudos!
Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 14 de março de 2016

Dica de livro Especial - "Árabes no Rio de Janeiro"

Olá!

Este post é consequência de uma parceria que a Editora Cidade Viva propôs para o blog! Calma, eu explico lá embaixo o que é essa parceria! Mas, antes, lê sobre o que se trata o livro!

Vim aqui para divulgar e recomendar o livro "Árabes no Rio de Janeiro - uma identidade plural", por Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto. Este é o 3o. livro de uma série sobre imigrantes na cidade (os outro volumes são sobre os portugueses e judeus). Essa série descreve a importante contribuição desses imigrantes para a formação cultural e econômica da cidade do Rio de Janeiro.

Ele é dividido em 5 partes: A partida, A chegada, Construção da identidade no Brasil, Construção da comunidade e Fixação da identidade.

Durante o século 19, o Rio de Janeiro tinha 1,2 milhões de pessoas e os imigrantes chegaram a ser 1/5 dessa população. Vários motivos levaram esses imigrantes árabes (de origem síria e libanesa, principalmente) a chegarem ao Brasil: perseguição religiosa, opressão política, pobreza e a decadência do Império Otomano. A imigração para o Rio de Janeiro, capital do Brasil na época, se inicia em 1880 e, em 1920, eles chegam a ser 3% da população, sendo o Estado com a 2a. maior concentração do país.

A grande maioria começou aqui como comerciante ambulante (mascates), mas alguns passaram a produzir frutas e outros chegaram a abrir lojas e indústrias próprias, que se tornaram muito importantes para a cidade. Alguns outros acumularam capital e voltaram para suas terras de origem, onde puderam se estabelecer como proprietários de terra. A introdução do uso do crédito e da barganha fez com que eles crescessem e se destacassem rapidamente entre os cariocas.

A organização da comunidade árabe começa com a fundação de instituições de naturezas variadas no fim do século 19, crescendo entre 1900-1920. Elas tinham caráter étnico-cultural para preservação de uma identidade coletiva ligada à língua árabe, onde rituais e festas religiosas catalisavam sua identidade constituindo uma comunidade.

A concentração dos primeiros imigrantes em áreas comerciais do centro, como a Rua da Alfândega e das ruas adjacentes, formando o complexo SAARA, permitiu a inscrição dos elementos culturais árabes no próprio espaço urbano carioca. Esse centro comercial funciona muito bem até hoje e é uma das referências em comércio no Rio de Janeiro. Além disso, alguns desses imigrantes viram na cidade novas oportunidades de investimento empresarial para os imigrantes árabes, que ajudaram a expandi-la com a criação de diversos bairros.

Esse livro se torna importante referência porque existem poucos estudos sobre o árabes no Rio de Janeiro, já que a grande maioria foi para SP, devido seu dinamismo econômico. O texto, por ser de um acadêmico, está todo escrito usando referências e relatos de descendentes de árabes da cidade. Logo, não é apenas um achismo, é produto de pesquisa importante para profissionais como teólogos, historiadores e sociólogos, além de ser interessante leitura para descendentes de árabes, profissionais envolvidos com Dança Árabe e curiosos.

É de capa dura e a qualidade do material é muito boa, com muitas fotografias e documentos pessoais.

Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 5 de julho de 2015

Livros sobre dança - parte 5

Finalmente, li um dos livros da bailarina Patricia Bencardini, os quais eu ouço falar, há bastante tempo, de serem uma boa referência no nosso meio. Dessa vez, li e recomendo "Dança do Ventre - Ciência e Arte". É um livro bastante abrangente, que vai tratar, de forma superficial (com sentido), diversos aspectos que envolvem a Dança do Ventre, desde História da cultura árabe até didática em sala de aula, passando por filosofia oriental, modalidades da dança, anatomia e fisiologia.

Eu, particularmente, não curto muito a ideia da Dança do Ventre estar ligada a rituais, Deusa-mãe e arquétipos e ela fala bastante disso no início do livro. Passo a gostar mais do livro quando chega a parte de anatomia e fisiologia, pois ela dá boas orientações quanto à postura e alongamento. Além disso, ela orienta quanto à parte emocional das praticantes e o quanto isso está ligada ao aprimoramento técnico, coisa que concordo totalmente.

O outro livro, que recomendo muitíssimo, é o do Klauss Vianna, "A Dança".
A primeira parte é sua autobiografia e na segunda parte, ele fala de forma bem livre sobre seu método. Klauss foi o pioneiro no estudo do movimento e na conceituação de um trabalho corporal que exprime o universo interior dos praticantes.

Ele defende que a técnica sozinha é, apenas, reprodução de formas e que o que dá autenticidade a um movimento é o poder que alguém tem de expressar uma emoção por conseguir vivê-lo intensamente. Logo, ele defende que a busca pelo autoconhecimento é fundamental para tentar dançar de forma plena.

O livro é pequeno, mas lotado de conteúdo e reflexão. A questão mais importante não é o método dele em si, mas como ele criou o próprio método de dançar e dar aulas a partir da sua crítica com relação à maneira como a dança era trabalhada na época.

Enfim, curti muito esses dois livros e são candidatos para serem relidos, eventualmente. Super recomendo!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

sábado, 4 de outubro de 2014

Livros sobre dança - parte 4

"De repente a dança" é o e-book da bailarina Nesrine, lançado em parceria com a Central de Dança do Ventre e que pode ser baixado gratuitamente aqui.

É uma leitura muito rápida e simples. Eu pensei que fosse algo mais técnico, mas na realidade, são mais reflexões e pequenas orientações sobre o improviso na Dança do Ventre. Sugestão de leitura para alunas iniciantes perderem o bloqueio para essa experiência futura e para a professora pensar em como aplicar, em sala de aula, exercícios de improviso.

Estou começando a ampliar os exemplos de livro sobre dança aqui no blog para cultura árabe em geral; o que não é ruim, certo?

Então, resolvi também sugerir o livro "Árabes", de Mark Allen, que é inglês, mas que, como diplomata, passou muitos anos em vários países do Oriente Médio. Por conta disso, resolveu reunir num livro suas impressões pessoais sobre o que é ser árabe e sua cultura em diversos aspectos.

Segundo ele, os árabes possuem uma personalidade vigorosa que deriva de um profundo respeito pelo indivíduo e pela moral dentro da comunidade. Família, religião, mulher, arabismo e poder são temas bastante importantes nessa cultura e são apresentados por ele baseados em sua experiência pessoal.

Boa leitura!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Livros sobre dança - parte 3

Escrito pelo único bailarino libanês do Brasil, o livro "Um Líbano inesquecível" é uma excelente introdução para aqueles que não conhecem nada sobre a cultura árabe, com uma leitura fácil e leve. Tufic Nabak compilou o resultado de sua monografia da faculdade de Turismo na forma desse livro e traz de tudo um pouco da cultura à qual nasceu: comida, dança, história, geografia, língua árabe. Para as bailarinas, que já estão mais familiarizadas um pouco com a cultura árabe, não deixa de ser uma referência, afinal, foi escrito por um bailarino libanês e que ainda carrega no seu dia-a-dia parte do país que está longe dele no momento.

Então, se você quer ajudar seu namorado ou prima a entender esse universo que você tanto fala, o livro do Tufic é uma opção!

O segundo livro não é só uma referência absolutamente essencial para quem está querendo entender cultura árabe como para quem é da área de humanas. Traduzido para 36 idiomas, "Orientalismo", do intelectual palestino, falecido em 2003, Edward Said, é heavy metal. Levei quase um ano para terminar de lê-lo e confesso que absorvi, no máximo, 1%. Precisarei relê-lo mais vezes! O texto é bem pesado e com informação demais. Para quem é da área de humanas, o texto deve ser mais fácil de ser lido.


Publicado em 1978, Said tenta explicar que a concepção de Oriente, antes de categoria geográfica, é uma invenção ocidental que engloba as civilizações a leste da Europa. Esses artistas e intelectuais, principalmente, europeus, passam a peregrinar nos países árabes do século XVIII até o começo do século XX para vasculhar em diversas fontes indícios que legitimem seu trabalho. Said encontra elementos deste discurso em diversos textos, descrições, personagens e representações imagéticas, cujas exposições contribuíram para a elaboração e a persistência de um Oriente misterioso, romantizado, exótico e, acima de tudo, idealizado. Projeções cujas reminiscências, conforme aponta Said, reverberam no século XXI, sob as experimentações orientalistas entre os Estados Unidos e o Oriente. Tal estigma, elaborado através do olhar europeu àquelas localidades desde a modernidade, reverberou em produções de cunho artístico, literário, político e científico, resultando no Orientalismo, que são os estudos ocidentais acerca do Oriente (resumido dessa resenha).

No blog Dança do Ventre Brasil, eles reproduzem um texto que a Luanna Mello havia escrito sobre o livro com um foco mais sobre a dança. Sugiro a leitura dessa outra resenha, bem completa e contextualizada.

Boa leitura!
Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 28 de outubro de 2012

Livros sobre dança - parte 2

Estou devendo a parte 2 há tempos, mas leio livros de muitas categorias diferentes e como me propus a sempre comentar 2 livros de uma vez, demorei mesmo para chegar a este post. Vamos lá!

Escrito pela bailarina Nassih Sari, "Jóia Rara - o diário de uma aprendiz", é um e-book gratuito pequeno que você pode baixar aqui. O livro trata da história de Sofia e sua evolução na dança como uma aprendiz em Dança do Ventre. Sua professora passa uma série de exercícios a fim de libertar sua "deusa" e fazer com que isso reflita na sua dança. Tem um pouco de história, de teoria, de técnica, sugestão de filmes e livros.

Para quem gosta de arquétipos, deusas, um pouco de psicologia e arteterapia, possivelmente irá gostar. Durante todo o livro, a autora procura incentivar a busca pelo autoconhecimento através da DV. Não é meu tipo preferido de literatura, mas o conhecimento está aí para ser compartilhado a quem deseja.

Outro livro que li sobre Dança é o "Cartas de uma bailarina de Dança do Ventre", escrito pela Luciana Arruda. Confesso que meu exemplar [que eu ganhe-ei! Inclusive faço parte da apresentação do mesmo, a convite da própria Lu] está todo riscado de lápis e cheio de anotações. Inspirador para muitos futuros posts que, infelizmente, ainda não consegui organizar e postar.

O livro fala sobre o universo da mulher e a dança como uma importante atividade de autoconhecimento e valorização. Ela direciona o leitor em vários aspectos, desde como comprar seu figurino, passando por comportamento até produzir seu próprio espetáculo, além de dicas técnicas e femininas, como maquiagem e alimentação.

Particularmente, gostei das dicas sobre conduta e expressão. Encontrei muitas afinidades com coisas que a Lu escreveu, apesar de discordar de outras. É uma leitura leve, tranquila, daquela para você ler no ônibus.

Ainda estou me devendo vários outros livros para ler, talvez eu demore mais um pouco para fazer outro post como este. Mas tudo bem, devagar e sempre!

Boas leituras!
Bauce kabira,
Hanna Aisha

sábado, 15 de janeiro de 2011

Livros sobre Dança - parte 1

Resolvi já tem um tempo ler livros sobre dança, de preferência, Dança do Ventre. São poucos os que estão no mercado, mas existem. Alguns são difíceis de comprar, inclusive. Comecei com isso quando comprei o livro da Tamalyn Dallal, em 2009, "40 days & 1001 nights".

Eles está todo em inglês, o vocabulário é bastante rico pois ela é bastante minimalista, parece um diário de bordo. Ele é grande, TEM QUE TER paciência, levei quase um ano para lê-lo. Mas é tão rico em detalhes que passa a ser um aprendizado da cultura local, sem você precisar ter ido lá, como um guia extremamente cuidadoso. Ela é bem gentil ao escrever. Eu estou atrás do CD e do DVD do projeto dela, mas é tão caro que ainda não tive coragem de comprar (tá tudo no site dela).

Daí, seguindo a onda, comprei o livro da Lucy Penna "Dance e recrie o mundo - a força criativa do ventre" e acabei de lê-lo. Para quem é da Psicologia, talvez vá gostar bastante, assim como as mulheres que gostam de estudar arquétipos femininos, religiões orientais e misticismo. Até achei interessante, mas confesso que não me tocou muito não. Na verdade, não trouxe nada para meu aprendizado, encarei como curiosidade. Inclusive ela utiliza aquela definição da origem da Dança do Ventre baseada nas danças femininas em adoração à Grande Mãe, que eu não curto muito. Prefiro a versão da Badia e seu cassino, me parece mais realista.

Bom, próximos alvos ainda não comprados: "Dança, sexo e gênero", da Judith Lynne Hanna, "Ventre que encanta", da Nijme e o livro da Patricia Bencardini. Se alguém tem mais alguma sugestão, escreve aqui!

Bauce kabira,
Hanna Aisha