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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Banca em concursos

Oie!

Muita gente acha que é status ser banca de algum concurso. Apesar de, na grande maioria das vezes, as(os) bailarinas(os) não ganharem dinheiro por isso, ainda sim, ser convidada(o) para dar algum parecer para os participantes soa glamoroso. Todos nós sabemos que ser jurado de determinados eventos não quer dizer nada, mas podemos dizer que sim, ok, dá algum status pois, afinal, o produtor está confiando em você para determinar quem "é melhor" de um momento, comumente, muito importante para os concorrentes.

Não vim falar sobre concursos em si pois já falei sobre isso no blog (Vai lá dar uma olhada aqui e aqui!). Vim falar sobre o que é estar de frente para o palco.

Jurado pode errar sim, mas pense que é difícil julgar em 3 ou 4 minutos vários quesitos ao mesmo tempo; dar nota baixa pra alguém que você goste ou nota alta para alguém que você não goste tanto do trabalho, mas que naquele momento estava muito bem!

Me preocupo sempre com a repercussão negativa que meus comentários podem gerar. Porque sim, DÁ para ser injusto de várias maneiras: escolha dos quesitos, notas quebradas, soma das notas, editais pouco claros, pouco tempo de conversa entre os jurados por conta de erros despercebidos...

Mas uma coisa eu não abro mão: se você foi para concorrer e ser avaliado, você deve estar preparado para ouvir críticas, que quase 100% das vezes são construtivas. Afinal, por que você se inscreveu para participar de um concurso? Qual seu objetivo na Dança do Ventre? Apresentar boas performances, dançar para você ou despertar a Deusa Interior? Se for esta última, ótimo, mas só não perca a cabeça em um concurso porque as coisas são e devem ser diferentes.

Continuo apoiando e incentivando todos a participarem de concurso. Eu, particularmente, enjoei um pouco de participar. De qualquer maneira, é visível o quanto as pessoas estão estudando para melhorarem tecnicamente e no embasamento da dança, principalmente, no quesito Folclore Árabe.

Agora, sabemos que, infelizmente, nem todos sabem ser jurados e nem possuem competência para isso. Ser boa bailarina não lhe torna boa jurada. Fora as coisas sem sentido que podem aparecer na sua avaliação. Os jurados ainda são heterogêneos em conhecimento, alguns têm medo de ficar mal com a professora das concorrentes... ou não sabem avaliar mesmo.

Uma boa dica, é evitar sair muito do clichê, caso você tenha interesse em ganhar algum concurso. Não tem jeito, é o jeito mais fácil (não quer dizer que será o melhor), justamente por conta do que eu disse acima. O que não significa que você não pode ousar e fazer bonito, mesmo em concurso! 

Esse post não é direcionado a ninguém, nunca recebi reclamação sobre minhas avaliações, nada disso, pelo contrário. Costumo receber positivos retornos sobre minhas avaliações, felizmente.

Permita-se ser avaliado em um concurso e sentir essa emoção! E, mais do que ser avaliado em um concurso, permita-se ser avaliado por alguém eventualmente e, com isso, ir recebendo orientações, à medida que você vai evoluindo!

Aqui é o vídeo do penúltimo concurso que participei como solista, em 2013 (não ganhei nada mas adorei o resultado final mesmo assim):



Para quem ainda não sabe, faço avaliações online:
http://hannaaisha.blogspot.com/2017/05/aulas-distancia-vale-pena-fazer.html

Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 4 de agosto de 2013

Escolha da música - parte 2

Antes de mais nada, vamos ler esse post da Roberta. Foi?

O importante de ser aluna por um tempo considerável (5 anos, por exemplo) é ter a oportunidade de conhecer várias modalidades da DV (caso você tenha uma boa professora e seja estudiosa) e descobrir, muitas vezes, sem querer, que dança melhor um baladi, mesmo que você ache uma rotina oriental uma de-lí-cia de se ver e ouvir:


Como a Roberta mesma escreveu, não dançamos uma música qualquer e a expressão emerge da emoção que a música te traz. Então, como escolher as músicas para dançar aquele tão esperado solo?

Eu acredito e, imagino que a maioria das bailarinas também ache, você deve gostar dela. Porque daí é muito mais fácil criar coreografia ou improvisar. Sua expressão sairá mais espontânea, disfarçando um pouco do nervosismo.

Outra coisa que direciona bem a escolha certa da música, considerando que o estilo já foi definido, é o tempo da mesma. Se você não tem condicionamento físico para dançar 8 minutos, por que você está insistindo em dançar "Raks Bedeya" completa? Não, não faça isso, supere seus limites aos poucos. Quer muito dançá-la? Então, edite a música! Eu mesma já recebi essa crítica da Shalimar Mattar em um concurso do MP. "Vá correr, Hanna, isso vai melhorar seu condicionamento físico!". E é verdade, gente. Um saco para a maioria, mas é verdade. Pilates, musculação, natação, que seja; procure outra atividade física para te dar também resistência, para que nas suas performances você não fique com cara de quem está colocando os bofes para fora.

Para a escolha do acessório, não basta que você se sinta bem dançando ou que sua mãe diga que você está linda; você precisa ter habilidade. "Mas acho lindo e adoro dançar com véu!" Adorar e se sentir bem não significa que você o maneje bem. Peça a opinião da sua professora quanto a isso. Na verdade, acho que ouvir a professora sempre cai bem! eheheheh

Então já temos estilo, música, tempo e acessório escolhido (caso haja algum); o que falta para eu definir a música exata? A roupa mais confortável para ela! Já passei por apertos por conta de roupa errada e escorrego às vezes, ainda. Se der para treinar antes a música com ela, perfeito! Músicas que exigem muito deslocamento, por exemplo, acho que atrapalha usar roupa justa. Mas creio que esse é um ponto bem particular.

Eu pedi para Melinda James dançar Oum Khoulsoum no meu show ano passado e a resposta dela foi a mais feliz possível; acho que isso refletiu muito na sua dança, que eu adorei:


Para completar o raciocínio, dá uma olhada nesse post do Amar el Binnaz e da Nadja El Balady.
Tudo resolvido? Ótimo! Como diria, Camilla D'Amato, "se joga, gata!"

Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 21 de abril de 2013

Escolha da música para dançar - parte 1

Quando evento está chegando e minhas alunas irão realizar seus solos, fico pensando no que passa na cabeça delas para que escolham suas músicas. Normalmente, temos apenas limitação de tempo e nos pedem que se dance até 5 minutos. Apesar de eu não limitar o tempo das músicas no meu show "Zahra Sharq" para minhas convidadas, eu entendo, de certa forma, quando o organizador me pede algo do tipo. Nosso público ainda não foi educado para assistir a apresentações de 10-15 minutos. Que sejam 8. [Fica a dúvida: é por que o público não tem paciência ou as bailarinas não aprenderam a desenvolver uma dança que seja realmente cativante e que "prenda" o espectador?] 

A ideia desse post é tentar ajudar bailarinas, alunas ou profissionais, como melhor escolher suas músicas para o eventos que irão participar e ficarem mais satisfeitas com o retorno (isso nem sempre acontece, mesmo quando nos preparamos muito bem e não entendemos por quê). Não é um guia ou imposição de regras; isso não deve existir nunca! Porém, uma orientação que obtive com minha experiência e de observações ao longo desses anos e espero que vocês possam dividir as suas aqui comigo! Vamos às diversas situações que podemos encontrar:

Restaurante
Normalmente, é composta por um público leigo e que tem a Jade da novela ou a Shakira como referências de bailarinas. Costumam prestar muita atenção ao corpo e à beleza da bailarina e o quadril é o que lhes chama mais a atenção. Acho um pouco besteira você gastar todo seu repertório de movimentos dançando Oum Khousoum ou rotinas de 8 minutos; provavelmente irão achar chato. A ideia é levar percussão e acessórios (pandeiro, snujs, véu, etc), sempre com músicas animadas e curtas. Se você vai dançar entre 3 a 6 músicas (dependendo do esquema), dá para colocar um baladi ou algo mais tranquilo pra intercalar. Interagir com o público é uma ótima pedida e shaabi cai muito bem pra isso. Aqui a Michele Mahasin interage bem:


Show
Aqui, a arte impera. Se não existe restrição de tempo, ótimo! Pode dançar o que quiser, de Oum Khousoum a fusões. O público é bem mais crítico, pois costuma ser da própria dança. Então, aqui é o momento de tentar dar o seu melhor e coreografia é uma boa dica para garantir qualidade:


Festa da escola
Também é uma boa hora de demonstrar o que sabe, pois assim você pode manter ou ganhar mais alunas na escola em que você dá aulas. O público não é tão crítico quanto ao de um show, porque família e amigos costumam ir presenciar mas, ainda sim, eles pagaram pra ver um show de dança do ventre, então, impressione! Quem sabe uma prima da sua aluna não entra na turma de iniciantes?


Particular
Isso varia de acordo com o pedido do contratante e da festa (casamento, aniversário, empresa), mas a ideia é parecida com a do restaurante, quando não, pior ainda. Vão querer espada, percussão, nem sonhe com Oum Khousoum de novo! Não cai bem... ninguém tem paciência... e as pessoas querem diversão e não arte! :-(


Festa árabe
Folclore como said, dabke ou khaliji, dependendo do árabe que te contratou, vai cair bem. Músicas animadas e com interação são obrigação! Alegria e descontração devem estar presentes o tempo todo na sua dança. E esteja preparada para te pedirem para dançar a música que eles quiserem. Aqui, de repente, pode cair bem a Oum Khoulsoum... mas eu não a colocaria como primeira opção, a não ser que fosse numa versão mais alegre.


Concurso
Tendo um tema, é mais fácil direcionar a escolha da música. Para profissionais, rotinas orientais sempre caem bem porque jurados e público gostam, no geral. Um tarab, talvez. Fora isso, arrisca-se, no máximo, um said. :-( Eu só sugiro deixar um pouco a ousadia de lado, pois corre-se o risco de não ganhar pela ousadia mesmo. Ela deve ser muito bem feita para ser aceita num concurso. Para alunas e grupos, em geral, músicas alegres e não repetitivas também caem bem porque animam o público. Público ainda influencia alguns jurados:


Talvez algumas pessoas fiquem chateadas com esse post, principalmente em relação a restaurantes e festas particulares, em que o público não está tão interessado na arte. Mas essa é a realidade. O que talvez possamos fazer para dar mais "credibilidade" à dança do ventre é justamente elevar a qualidade técnica e, aos poucos, inserirmos coisas mais sofisticadas. A partir disso, eu acredito que a gente possa ganhar reais admiradores do nosso trabalho e não apenas admiradores do quadril.

Aqui, a Ju dá dicas sobre escolhas de música também.
Em um próximo post sobre o tema, vamos discutir a escolha das músicas em si.

Bauce kabira,
Hanna Aisha 

domingo, 5 de junho de 2011

A injustiça dos concursos (2)

Texto revisado e reescrito dia 17/06/2012

Flores orientais,

Como a Verinha escreveu na Revista Shimmie, quer assunto polêmico para seu blog? Um dos assuntos é concurso em Dança do Ventre. Já escrevi sobre isso aqui mesmo e na Central de Dança do Ventre.

Nesta última edição do Rio Orient, fui convocada para ser jurada de 2 categorias (Infanto-juvenil e Grupo Dança do Ventre) e acabei sendo de 4. Neste momento, talvez alguém esteja chateada comigo, pois nunca todas as pessoas ficam satisfeitas com seus resultados de avaliação, seja porque não aceitam bem as críticas ou porque foi injusto mesmo. Gente, já participei de vários concursos e continuo participando com alunas, eu entendo PERFEITAMENTE, principalmente depois de 4 concursos no MP (quem já foi, sabe!).

Já fui jurada algumas vezes (inclusive uma vez no MP) e toda vez que sou jurada, procuro evitar todos os erros que acho primordiais: atenção ao edital, homogeneidade entre os jurados e idoneidade. Sobre eles:

- Atenção ao edital: esse para mim é o erro mais comum. Primeiro, não sou eu quem cria o edital, mas se estou ali para julgar, independente de qualquer coisa, irei respeitar o edital. Por quê? Por respeito às pessoas que obedeceram as regras, simples assim. Por mais que doa (e acontece), pontos serão tirados caso não se respeitem as regras.

- Homogeneidade entre os jurados: funciona muito bem quando os jurados se conhecem e estão ali para serem justos, mas pode acontecer de aquele jurado não ser muito qualificado para aquela categoria e o "gosto" entrar na jogada ("Não gosto de punhal", como já ouvi falarem para mim...). Daí, cabe ao organizador prestar atenção na escolha dos jurados. Acho fundamental os jurados tentarem conversar para evitar plágios e injustiças, assim como concordarem com o resultado final. Deixa de ser sorte e um monte de numerozinho.

- Idoneidade: xi... esse é difícil de controlar e, novamente, o organizador deve prestar atenção na escolha dos jurados e os próprios jurados devem procurar negar o convite, caso haja aluna na jogada. Não só já vi professora julgando aluna, como já aconteceu comigo: "Se eu soubesse que era você no palco, tinha dado 10" ou algo como "Se você estivesse usado minha roupa, ficaria melhor", etc etc etc.

Me preocupo com a repercussão negativa que meus comentários em competição podem gerar por conta de falta de bom senso, crítica, maturidade ou, até, de justiça mesmo. Porque sim, DÁ para ser injusto de várias maneiras: escolha dos quesitos, notas quebradas, soma das notas, pouco tempo de conversa entre os jurados.

Mas, uma coisa eu não abro mão: se você foi para concorrer e ser avaliado, você deve estar preparado para ouvir críticas, que quase 100% das vezes são construtivas. E, gente, figurino, faz diferença sim; roupa bem acabada e correspondente à proposta, maquiagem bem feita, ter cuidado com a harmonia, no geral. Afinal, você faz Dança do Ventre para apresentar boas performances ou despertar a Deusa Interior? Se for esta última, ótimo, mas só não perca a cabeça em um concurso porque as coisas são e devem ser diferentes.

Continuo apoiando e incentivando todos a participarem de concurso. Eu, particularmente, enjoei um pouco.

Sabemos que, infelizmente, nem todos sabem ser jurados. Fora as coisas sem sentido que podem aparecer na sua avaliação. Uma boa dica, é evitar sair muito do "esperado", caso você tenha interesse em ganhar algum concurso. Mas, os vídeos abaixo mostram que você pode ousar e fazer bonito mesmo em concurso!

Grupo Letícia Soares (MG):

Grupo Rá (SP):


Grupo Dança do Ventre Brasil (SP):


Parabéns a todas nós que ganhamos com isso!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 18 de julho de 2010

Gafes na Dança do Ventre

Eu, que defendo os concursos de Dança do Ventre, caí recentemente mais uma vez em injustiça com aluna. Ironia total. Mas não, continuo mantendo minha opinião. Os concursos fazem, não só as alunas, como as professoras, crescerem com as avaliações, a coreografia, o nervosismo.

Porém, às vezes, caímos em armadilhas, sem querer ou não. A falta de uma combinação ou conversa entre os jurados é uma delas; um edital mal feito, em que faltam especificações com relação ao não-cumprimento das regras; ou falta de bom-senso ou preparo mesmo.

Não digo que a culpa é dos organizadores quando me refiro à falta de bom senso. Fica difícil imaginar que um profissional aparentemente capacitado venha a cometer gafes desse tipo, mas pode acontecer.

Quem já não soube de alguma bailarina famosa, uma deusa no palco, mas que esconde o jogo durante um workshop ou nas aulas? Ou o fato da bailarina ser uma pessoa super antipática ou grosseira?

Como estou sempre participando de concursos, sozinha ou com aluna, fui percebendo quais que parecem bons profissionais mas não são, quais os eventos confiáveis, quem vale a pena fazer aula...

Meninas, não se enganem com o nome e com os selos. Já me decepcionei e creio que mesmo com o filtro que eu tenha criado, eu devo me decepcionar mais vezes porque estamos cercadas de muita gente incompetente em que parece que a propaganda importa mais que tudo. A impressão é que todas querem ser bailarinas fenômeno, mas são realmente poucas que deixaram marcas e são ou serão inesquecíveis, mesmo que parem de dançar.

Exemplos...

em que fui surpreendida negativamente: entre outros exemplos que não citarei nomes, foi o workshop da Nour em Porto Alegre. Ela dá curso baseado totalmente em coreografia. Adorei porque entendi a dança dela e ela é super didática, mas... pagar para copiar professora dançando NÃO DÁ.

em que fui surpreendida positivamente: o workshop da Orit Maftsir aqui no Rio de Janeiro. Fui no show com quem não quer nada e gostei. Mas onde fiquei fascinada foi no workshop. Fantástica. Ela manteve minhas convicções em pé.

O que quis mostrar com isso é que não se preocupe tanto se você não conhece a profissional que vai dar workshop ou vai dançar. Com a internet, tudo é possível hoje, dá para se ter ideia do trabalho de quase todo mundo! Logo, galerinha, não se iluda com os rótulos! And keep dancing...

Os vídeos das queridas Nour e Orit para nos deleitarmos porque a gente merece!



Bauce kabira,
Hanna Aisha

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sobre alunas de Dança do Ventre

Hoje, resolvi fazer uma pequena homenagem à todas nossas alunas em forma de texto, afinal, as professoras estão sempre sendo homenageadas por aí!...

Já gastamos algum tempo lendo alguns artigos sobre o quanto nosso meio artístico da DV pode ser cruel: preconceito, panelinhas, plágios, trapaças. Assim como já lemos o quanto a DV pode proporcionar de bom para todas nós. Lendo o artigo da Celia, me inspirei para escrever este post.

Dia 24 de outubro, rolou o III Festival Nacional de Danças Árabes Shaira Sayaad, aqui na cidade do Rio de Janeiro. E é sempre muito difícil dizer como a gente, como professora, se sente ao ver uma aluna nossa dançar. Quanto mais ganhar algum concurso! Felizmente, pude sentir essa sensação nesse Festival em que minha aluna Vanessa ficou em segundo lugar na categoria amadora. Morgana, minha outra aluna, também concorreu mas não ganhou prêmio. Mas foi a primeira vez que dançou sozinha; esse foi o maior prêmio, segundo ela.

Dentre as coisas negativas, às quais me sinto atingida algumas vezes, não há nada que pague o preço de ver o quanto nossas alunas evoluem a cada mês que se passa em sala de aula. Sua dedicação aparece na forma de perguntas, no improviso, na presença nos eventos. Mas o brilho maior fica registrado quando elas dançam.

Hoje, eu entendo porque minha professora se emocionava conosco e, particularmente, comigo nos concursos (que sempre gostei de participar). Temos uma história bem bonita: fomos dançar pela primeira vez no Mercado Persa em SP de 2005, depois de 5 anos de aula. Nosso grupo dançou said com bengala. Após dançarmos e voltarmos do palco para as cadeiras onde estavam as outras pessoas do grupo que foi pra SP, encontramos nossa professora chorando agachada no chão. Não preciso dizer que o choro foi generalizado. Nem sei como eu reagiria no seu lugar...

A grande vantagem de ser aluna é isso: estudar sem pressa, apreciar os bons momentos em que dança, participar das aulas com prazer. A gente, infelizmente, perde um pouco disso quando se profissionaliza. É sempre preciso estar atenta para não tornarmos nossa profissão uma "mera" profissão. A Dança do Ventre nos proporciona momentos maravilhosos, não adianta. Somos privilegiadas de poder nos redescobrir (corpo e emocional) e apreciar de forma especial, uma outra cultura.

Parabéns à todas as alunas de Dança do Ventre que encantam as mostras dos eventos e suas respectivas professoras! São vocês que nos mantêm estudando e procurando crescer. Deixo aqui os videos das minhas meninas no evento que comentei no início para apreciação... um orgulho!

Morgana Shahlaa


Vanessa Miranda


Bauce kabira,
Hanna Aisha

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A injustiça de concursos

O que eu vejo de gente reclamando da injustiça de concursos, não tá no gibi! Mesmo acompanhando ou tendo participado de vários por aí, continuo adorando concorrer. Na verdade, toda vez que participo de um, eu digo "Esse foi o último", mas não adianta, sempre aparece mais um novo pra me tentar...

Eu gosto de participar de concursos porque costuma ser uma oportunidade para estudar, para treinar, para testar meu senso crítico. Já senti raiva, alegria, satisfação, insatisfação, nervosismo, tranquilidade, já xinguei muito os jurados, a organização, a mim mesma. Mas não adianta: o nervosinho dos minutos antes de entrar no palco são uma delícia! Serei eu masoquista?

Eu sei, eu sei que concurso pode ser injusto (não diria que é na maioria das vezes) ou até roubado; que as pessoas realmente talentosas podem perder e isso é o motivo o qual muita gente não gosta de participar de concurso... sim, eu entendo, já vi muita coisa! Mas gente, não adianta: jurado pode errar sim, mas pense que é difícil julgar em 3 minutos vários quesitos ao mesmo tempo; dar nota baixa pra alguém que você goste ou nota alta para alguém que você não goste tanto do trabalho, mas que naquele momento estava muito bem! Eu passei a entender isso melhor quando fui jurada no MP 2008, na final juvenil.

Mesmo com esse "lado mau", acho impressionante o quanto um concurso, que você pode ter se inscrito sem grandes pretensões podem mudar a vida de uma bailarina. Temos vários exemplos de grandes projeções aqui no Brasil: Hadara Nur, Carlla Sillveira, Téo Versiani, Tufic Nabak... sei lá, vários!!!

Concursos podem ser muito saudáveis sim e ver um concurso de forma muito fria não enriquece, só destrói seu espírito da dança. Fiz amigas, mesmo elas sendo minhas concorrentes! A gente deve torcer para quem foi bem naquele momento e saber reconhecer onde errou (caso tenha perdido o lugar que merecia) sim! O fato de você já estar ali, de forma corajosa, sendo submetida a uma avaliação já é uma vitória para si mesma pois você está se desafiando de verdade, superando obstáculos!

Eu incentivo muito as pessoas a participarem de um concurso, pelo menos, para ver se gosta ou não!

Bauce kabira,
Hanna Aisha