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sábado, 30 de novembro de 2013

Estilo do Leste Europeu de DV

Olá, estudiosas!

Se eu tivesse que chutar, as bailarinas do leste europeu começaram a ganhar destaque, aqui no Brasil, há uns 3 anos, com a ucraniana Daria Mitskevich, que estará no Brasil, pela primeira vez em agosto de 2014:


O estilo delas é bem forte, com muito uso dos cabelos, quedas, cambrês gigantes (elas possuem coluna de borracha, óbvio), quadril poderoso e preciso, giros rápidos. A outra ucraniana que está vindo para o Brasil em abril de 2014 é a Marta Korzun:


A russa Aida Bogomolova é a que mais gosto, veio pela primeira vez no Brasil esse ano e volta, também, em 2014. Eu a acho é bem refinada e elegante, com um vocabulário de movimentos mais "pé no chão" e menos "aéreas":


A dança delas é muito impactante e parte do sucesso também se deve ao imenso carisma que elas apresentam no palco, seja cantando, sorrindo muito, interagindo com o público... As mais conhecidas são as ucranianas, mas existem muitas russas famosas como Anastasia Biserova e Yevgenia Kopteva e recentemente, conheci essa bailarina tcheca:


Não podemos esquecer do Aleksei Riaboshapka, Yana Kruppa e da Nour (que já possui um estilo egípcio por morar lá há muitos anos).

E você, já recebeu influência desse novo estilo em sua dança?


Bauce kabira,
Hanna Aisha

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A rotina oriental sob o olhar da bailarina egípcia

Post revisto e reescrito em 19/11/2018

Olá, bellyestudiosas!

Quem sempre está refletindo sobre sua profissão, evitando ficar estagnado no seus achismos, abrindo a cabeça para novos conhecimentos, contestando suas próprias opiniões, acaba cruzando com pessoas que pensam parecido, mais cedo ou tarde. E a sintonia acontece porque muitos desses questionamentos nunca acabam, apenas aprimoram-se.

Eu sempre quis saber de onde vieram as "regras" das rotinas orientais? Essa pergunta faz parte do meu mesmo questionamento: quem criou a primeira música nesse estilo? Alguns dizem que foi a Badia Masabni e, pode ser que ela tenha aprimorado a ideia de firqa para os palcos dos clubes noturnos e inserido mais um "instrumento" nela: a bailarina de raqs sharqi. Aqui, vemos a Tahia Karioka dançando o que seria a base para as rotinas orientais mais modernas:


Com a dança do ventre sendo aprimorada como profissão, ao longo do tempo, as músicas tiveram o mesmo destino. Nesse vídeo, vemos uma rotina mais "normal" a nós, tanto como dança quanto música; claro, ela é dos anos 70 e não, mais anos 40:


Apesar de eu sentir que algumas bailarinas não curtem conceituar os estilos de música árabe e, com isso, a maneira como iremos dançar, eu tenho gostado de conhecer cada vez mais essas diferenças e tentar classificá-las. Acho que orienta mais nossos estudos e performances. Hoje, sabemos distinguir o que é uma música clássica de uma rotina/mejance, uma música pop de um shaabi, um dabke de um said... ufa! E quem venham mais estilos!

Quando nos voltamos para as rotinas orientais (músicas clássicas, como muitas ainda chamam), eu sempre tive a sensação de que a gente dança esse estilo de forma diferente das egípcias:


Essa leitura que considerava "diferente" não está presente apenas na dança das bailarinas egípcias mais antigas. A Randa é considerada um exemplo de Dança do Ventre egípcia moderna:



Há uns anos atrás, a primeira vez que eu ouvi que o véu não era obrigatório para a entrada da rotina, eu fiquei chocada: "Como assim, não é obrigatório?" Então, resolvi parar para observar como várias bailarinas antigas dançavam as rotinas. Percebi que as próprias egípcias, as referências da suposta "raiz" da Dança do Ventre para a maioria das bailarinas, não só quase não usavam véu na rotina como tinham uma leitura um pouco diferente da que aprendi e continuo vendo por aí. Logo, ficou a pergunta na minha cabeça: "De onde vieram todas essas regras de leitura de ritmos, véu na entrada e etc?"

Se eu tivesse que chutar algo, eu diria que fazemos sim, de uma forma mais distante, o que elas faziam, porém, houve tanta ocidentalização da dança que, quando eu comparo as danças, elas sempre me soam completamente diferentes, em um primeiro momento.

Aqui, por exemplo, vemos uma leitura mais comum para nós, brasileiras (talvez ocidentais):


Não é uma questão de achar um melhor que o outro; apenas, queria saber porque esse formato foi considerado (ainda é) intocável pelas brasileiras...

Bauce kabira,
Hanna Aisha

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Dança das Flores

Post a pedido de Saisha Lis

O que vem a ser Dança das flores? Nada mais que um fallahi com o acessório "flores", assim como a Dança com Jarro. As músicas são basicamente as mesmas, os movimentos são os mesmos, a roupa é a mesma, o que vai mudar será o acessório e o roteiro da performance que você vai criar.

Perguntei para minha professora de árabe se ela conseguia entender um pouco a letra da música abaixo (que todo mundo dança com flores) e ela disse que pescou o cara falando de cores. Parece, então, que tem tudo a ver, né?


O ideal é sabermos a tradução das músicas, né, mas como isso é difícil, principalmente para folclore!... Vídeos egípcios também podem dar uma boa dica:


Sabe de onde veio a inspiração para a dança com flores? Das colheitas de algodão! Então, baby, pode usar aquele seu arquinho de meleah na sua performance! Dança Fallahi pode ser dançado com muitos acessórios, porém apenas aqueles que tenham a ver com seu cotidiano rural.

Para crianças e juvenil, é uma excelente opção para coregrafia em grupo pois é uma dança alegre e festiva, mesmo que esteja fora do contexto folclórico:


Bauce kabira,
Hanna Aisha