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sábado, 28 de janeiro de 2012

Solo de Percussão - Parte 3

Olá, queridos leitores!

Vamos para nosso último post sobre percussão com mais algumas dicas:

- Esqueça um pouco o quadril e torne sua apresentação mais dinâmica. Shimmie e suas variações podem ser monótonas, mesmo que seu quadril tenha vida própria. Pulinhos, deslocamentos, braços, tudo pode ser usado em um solo de derbacke. Até ondulações, believe me.
- Movimentos grandes nem sempre combinam com movimentos rápidos, é melhor decidir. Adrielli Brites (RJ) dança um derbacke do tipo que gosto de ver; variado, alegre, dinâmico:


- Percussão é alegria! Logo, permita-se apreciar o som e a oportunidade de entreter a galera! Costuma ser a modalidade preferida do público leigo.
- Shimmie é treino, não tem jeito. Tem que treinar para sair. E não adianta só soltar o quadril, lembre-se que ritmo e coordenação são essenciais. Escolha uma música que você goste, fique em frente ao espelho e se solte!
- Solo de percussão também não pede deslocamentos imensos. Lembre-se que também é um tipo de taqsim e a leitura adequada é prioridade.

O casal da foto de cima são Zahra Li e Fabricio Dabke, que possuem um grande entrosamento. Ela é um ótimo exemplo de boa expressão (não é esse o video que está no meu DVD Zahra Sharq 2010) e de quem se sente à vontade com o derbacke:


Um dos grandes bloqueios para se dançar percussão é o psicológico. Quando se é aluna, o bloqueio de não "consigo fazer shimmie" (ou como qualquer outro movimento) pode ser quase "fatal" e durar anos a fio. Já criou o bloqueio? Ok, então comece esquecendo isso por um momento e treine APENAS 5 minutos todo dia (dica de várias pessoas que funciona!).

Dica pessoal: Laboratório de quadril de Dunia la Luna (SP)! E ela tem um quadril lindo de ver e é uma excelente professora:


Espero que eu tenha dado dicas legais a ponto de melhorar a performance de vocês. São dicas que uso para mim e que dou para quem estuda comigo. Se vocês tiverem algo para complementar, fiquem à vontade, gostaria muito de ouvir!

Boas chacoalhadas por aí!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

sábado, 21 de janeiro de 2012

Marsah Matruh

Vamos falar rapidamente sobre uma cidade sempre citada nos estudos de Hagalla: Marsah Matruh.

É uma das principais cidades turísticas do Egito, conhecida por suas areias macias e brancas, além de suas águas calmas e transparentes. É a última cidade do Egito antes da Líbia. Possui um clima típico do Mediterrâneo, com invernos frios e verões quentes e secos. Lá, estão ruínas do faraó Ramsés II e de um dos palácios da Cleópatra. Atualmente, a cidade produz cevada, lã, ovelha, melancia e azeitona.

A cidade ainda possui beduínos vivendo e a Dança Hagalla supostamente veio dessa região. Mahmoud Reda foi o responsável por levar aos palcos e ao conhecimento de todos, mais uma dança folclórica egípcia. Como todo folclore, os movimentos são sempre simples e repetitivos e para que a dança fosse mais cênica, a introdução do balé e de outros movimentos criaram a Dança Hagalla que vemos sendo executada em quase 100% dos vídeos no youtube.

E como procurar dançar da forma mais tradicional possível? Danças folclóricas são sempre polêmicas justamente porque Reda, nossa principal referência em folclore, nunca representou essas danças em sua forma pura e sim modificada. Para realizar um folclore "mais real", apenas com pesquisa de campo para que você veja com seus próprios olhos. E mesmo assim, não é garantia de nada pois esses grupos étnicos costumam ser isolados e não tão abertos quanto a gente pensa. Se fosse fácil, encontraríamos alguns vídeos gravados em campo com muito mais facilidade, não?

Mas quem sabe alguém resolve dar um pulinho em Marsah Martruh e conta para gente depois?



Bauce kabira,
Hanna Aisha

sábado, 14 de janeiro de 2012

Desconstruindo leituras (7)

Na onda sobre taqsim com nay, o "Desconstruindo leituras" dessa vez é sobre minha pessoa. A ousadia não fez parte da minha formação mas, com o tempo, se ganha segurança, principalmente quando se estuda. Foi o que aconteceu dessa vez. Recebi a proposta de representar o elemento ar no V Festival Hórus ano passado, organizado pela Shaira Sayaad e a ideia era justamente sair um pouco das performances bellydance.

Pensei imediatamente em uma música celta e assim, lembrei de meu amigo flautista Marcelo Segall. O resultado está no video abaixo:


Essa música é absolutamente viciante, eu a ouvia todos os dias. Isso provavelmente contribuiu para minha leitura, apesar de ter sido ao vivo e diferente em vários aspectos da música mecânica. Além disso, vi vários videos de dança celta e irlandesa para poder incorporar à minha performance e tentar sair da leitura árabe, mas foi difícil, viu?

Acho que, no final, o resultado foi bom (apesar de ter ficado MUITO nervosa antes de entrar no palco), pois recebi muitos elogios da plateia e o que mais me deixou feliz foi que a maior parte desses elogios vieram de bailarinas da cidade que estavam presentes no momento! Geeeeeeeeeeeeeeeente! Que surpresa, viu?

Espero que tenham gostado.
Bauce kabira,
Hanna Aisha