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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Escolhas na Dança

Ontem, voltando do evento da Dalilah Zhuk com minha aluna Vanessa (que aliás, ficou em 3° lugar no amador!), vim divagando sobre nossas escolhas dentro da Dança do Ventre. Que tipo de escolhas? Eu falo do tipo de escolha que remete a nosso estilo, nossas referências de estudo. Eu disse para ela que esse tipo de decisão você só ganha com a experiência. Enquanto você é aluna, você está continuamente recebendo muitas informações e o poder de escolha é mais difícil. Mas, a partir do momento em que a gente passa a conhecer melhor os bastidores, interage com outras profissionais e responde por si só, o olhar passa a ser outro.

Enquanto eu estava no júri da categoria profissional e vi tantas meninas com estilos diferentes de roupa, dança, expressão (que, com certeza, refletiram suas escolhas nessa caminhada), eu voltei a pensar sobre isso.

Por exemplo: tem gente que diz que tenho o estilo libanês de dançar e que meu folclore é muito bom e devia ser mais explorado. Daí, eu fico pensando se devo seguir os conselhos ou investir mais em outras coisas que eu gosto também, como o estilo egípcio e suas rotinas clássicas ou tarab. Isso eu confesso que ainda não decidi.

Mas, saí de lá com uma certeza: eu decidi por querer tocar o público não profissional.  Porque tem bailarina que dança para bailarina e não pras pessoas. Percebi isso nas meninas que concorreram: umas foram belamente técnicas e outras me fizeram ficar de olhos fixos nelas, de tão tocantes (não que sejam excludentes). O que é uma escolha!

No meu show, minha aluna de iniciante veio correndo dizer que tinha chorado durante minha performance. Ok, ela é minha aluna, pode ser parcial. Porém, ontem, recebi muitos elogios e os rostos das pessoas refletiam prazer em me ver. Nossa, que recompensa!

Isso me lembra uma performance da Nadja Al Balady que me marcou profundamente: ela dançou "Garganta" da Ana Carolina (tipo de performance que não gosto de ver) de uma maneira tão emocionada, tão entregue que ela me arrepiou e eu nunca mais esqueci.

Nossa caminhada é bem longa mesmo e esses níveis de maturidade você só vai ganhando com o tempo. Em um mundinho de fabricação de bailarinas padrão, um conselho de uma bebê: tenha calma que o tempo vai te indicar o que é melhor para você. Eu tô junto de vocês!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Malditas correntes de email!

Quem não recebeu a corrente sobre o dia 07 de agosto, em que seria um dia basicamente amaldiçoado de acordo com a Astrologia??? Pois é, não acreditei nisso, mas não é que quase não sai meu evento?

Mas nada é páreo para a energia positiva dos que me ajudaram não só a divulgar, mas a realizar a segunda edição do Zahra Sharq!

Obrigada a todas as bailarinas e plateia que disponibilizaram seu sábado à noite para uma LINDA e ENCANTADORA noite! Fiquei MUITO feliz com mais essa realização e de ter por perto pessoas que estudam e lutam por uma divulgação de qualidade da Dança do Ventre na cidade do Rio de Janeiro.

Agradecimentos especiais ao Fabricio Janssen, Roberto Eizemberg e Fabiana Tolomelli pela mão!


Agradecimentos carinhosos a todas as bailarinas convidadas que foram super elogiadas: Bianca Gama, Eliza Oliver, Elaine Rollemberg, Luciana Nogueira, Najla Al Hafsa, Haynna Al-mudarissa, Jaqueline Campos, Shaira Sayaad, Samra Sanches, Izabel Moratti, Zahra Li e Fabricio Dabke. Que lhes rendam muitos trabalhos e alunos!

 

Haverá a venda do DVD.

Bauce kabira ua shukram kabir,
Hanna Aisha

domingo, 25 de julho de 2010

Ansiedade e desânimo e tristeza e realização...

Nessa ansiedade louca devido ao meu evento que está chegando, eu percebo o quanto a gente se desgasta emocionalmente por conta dos nossos trabalhos, né? Mais especificamente, falo da dança, porque eu tenho duas profissões bem diferentes.

E para quê a gente faz isso (é um desabafo mesmo sobre esse meu momento, ok?)??? O retorno financeiro nem sempre existe (e não é falta de planejamento!); pouca gente da área comparece; as panelas continuam firmes. Ou o povo está sem dinheiro? Eu tenho dúvidas sobre isso...

Eu faço isso porque gosto mesmo; sempre tive tino para organização de eventos e pude colocar isso em prática algumas vezes, não só na dança. E não consigo pensar em fazer mal feito: é muito fácil destruir uma reputação, mesmo que ela seja neutra, rapidamente. Quantos eventos ruins vocês já foram? Eu aboli alguns, não dá para perder tempo.

Mas onde está esse povo que quer tanto passar na prova do Sindicato, mas é incapaz de manter-se atualizada com workshops, investir em roupas um pouco melhores, em um cartão de visitas legal ou em um site? Querem milagre mesmo! E não irão para frente! São realmente poucas as que se mantêm em voga ou na lembrança das pessoas.

Acho que também me mantenho firme em continuar meu projeto "Zahra Sharq" anualmente para agradar aquele meu público pequenininho, mas fiel. Dane-se. Se eu sentir que está realmente me prejudicando, daí eu paro de vez. E as amizades fortificadas durante a organização dos envolvidos, né... essas não têm preço que cobre.

Incentivo muito as profissionais se aventurarem na organização de eventos!

Até uma próxima melhor!
Bauce kabira,
Hanna Aisha