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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Naima Akef: para estudar

Texto revisto e reescrito em 30/12/12.

Debulês, giros simples, arabesques, giros "borboleta", oitos, cambrês, trabalho de braços, expressão e grande utilização de espaços com marcações simples, porém bonitas de quadril. Esta é a bailarina egípcia Naima Akef.

Criada dentro do circo, foi uma das bailarinas do Casino Opera, tinha boa musicalidade e participou de inúmeros filmes também como atriz. Ela morreu de câncer mas ninguém sabe direito com que idade (com 37 ou 64 anos?). O ballet influenciou muito sua dança; não é à toa que vemos uma leveza e uma postura sempre presentes, além de vários movimentos típicos. Não era uma bailarina de representar folclores, porém os snujs eram bem comuns em suas performances:


Aqui, Naima em uma performance "balética":


Com o clássico "Aziza":


Aqui, alguns blogs que exploraram sua biografia e/ou vídeos:


Aqui, a bailarina Dunia, faz a leitura dela com muitos detalhes...

Bauce kabira,
Hanna Aisha

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Estilo Libanês de Dança do Ventre

Post revisto e reescrito em 16/04/16.

Aqui no Brasil, o estilo libanês de Dança do Ventre ainda é bem pouco conhecido e muito menos praticado. À primeira vista, eles são bem parecidos, mas existem certas características que o diferencia do estilo egípcio, que é o mais comum entre as bailarinas, além do estadunindense e argentino, que utilizam muito o jazz. As músicas com leitura libanesa costumam ser mais impactantes, com um Dabke, comumente em algum momento da música.

As bailarinas costumam ser muito mais interativas com o público, os movimentos de quadril são mais fortes e o sapato alto é, basicamente, obrigatório. Não sei por quê (alguém me explica?). Mas vejamos a eterna Samara:


A leitura musical é diferente e o espaço é mais utilizado também, com muitos giros, camelos, tranquinhos e twists. Nossa inconfundível Amani com seu famoso "oito de corpo todo":


As roupas são menos discretas e/ou mais ousadas. Aqui, temos a famosa Howaida El Hashem:


Mais contemporânea que as de cima, temos a Sahara:


Cambrês enormes e movimentos no chão também fazem parte. A famosa Dina Jamal:


Hoje, as bailarinas brasileiras que trabalham para o empresário Omar Naboulsi representam esse estilo lá fora e as que voltaram pro Brasil, têm procurado difundir esse estilo (como Esmeralda, Warda Maravilha, Fabiana Tolomelli).

Estilo libanês é alegria e entretenimento! É uma opção para quem não se identifica muito com a introspecção do estilo egípcio, tão bonito quanto. Ninguém é obrigado a gostar, mas que ele existe e tem crescido aqui, é inegável. Mesmo que você não tenha a formação ou experiência dançando esse estilo, você pode se inspirar nele e criar uma performance, usando uma música libanesa, claro (o ideal é você procurar uma professora que possa te guiar nisso antes). Aqui, escolhi uma música pop libanesa e me inspirei nesse estilo para fazer essa performance:


Olha que vídeo legal sobre o estilo:


Vai lá na Dunia e no Almanack para saber um pouco mais!

Bauce kabira,
Hanna Aisha

sábado, 18 de setembro de 2010

O que faz uma bailarina largar a Dança do Ventre?

Pensei nisso quando soube da notícia bombástica sobre o afastamento da Carlla Sillveira.

O que será que faz uma bailarina largar a Dança do Ventre? Certamente nunca cogitei na possibilidade da religião ser capaz disso, como foi o caso da Carlla (aliás, saiu na hora certa, né, no auge). Mas pensando aqui mais no nível do planeta Terra e das bailarinas mortais, por que alguém larga a Dança?

A Khan El Khalili já teve inúmeras que passaram e foram poucas que ficaram. A Luxor criou várias que ainda estão por aí, mas não sei se já cria talentos como na sua época de ouro.

Questões financeiras? Pode ser, já que a remuneração só é considerável quando se tem um trabalho fixo e muitas alunas, de preferência, uma escola só sua.

Fofocas e Intrigas? Apesar das pessoas reclamarem muito disso, all the time, acho que não, porque isso acontece em qualquer trabalho. Ah sim, a Dança do Ventre é trabalho muito sério, para muita gente. Não é só um hobby que desperta nossa Deusa Interior.

Não se enquadra nos padrões atuais? Hum... acho que não, há espaço para todos os gostos.

Enjoo? Nossa, a dança evolui a todo momento...

Casamento? Hum, essa é uma grande possibilidade: maridos que não curtem a modalidade. Ok, respeito totalmente. É mais fácil arrumar trabalho que alguém que a gente queira dividir a vida. Conheço exemplos.

Novos projetos artísticos? Beleza! Temos aí a Luana Mello e a Shaide Halim como exemplos.

O seu IBOPE baixou? É, esses ciclos são normais, mas não fatais.

Seu segundo ou terceiro trabalhos te consomem cada vez mais? Se você não vive de DV, então ela é sua segunda remuneração. Com certeza é um bom motivo, pois a maioria das alunas passa a fazer DV depois de estar, no mínimo, fazendo vestibular que não para a dança. Eu tô aqui, caso eu resolva largar... heheheeheh

Devem haver outros... mas nunca imaginei que a religião poderia fazer isso na vida de alguém que já tinha a vida praticamente pronta trabalhando com DV. Fiquei impressionada.

Às que já largaram; às que estão em dúvida, às que estão ainda na luta; às que estão começando; às que ainda virão: muitos shimmies, muito obrigada pela contribuição e muita sorte nessa nossa vida humana tão complexa! Que a gente aproveite bastante nossos encontros pelos eventos no Brasil; a gente nunca sabe qual será a próxima a largar a Dança do Ventre! As vantagens de se fazer DV renderia outro post...

Uma homenagem à Carlla; uma de suas últimas apresentações. Fica aí seu legado, desenvoltura e sua simpatia:


Bauce kabira,
Hanna Aisha