Como já escreveu a Dunia (SP), parece que as bailarinas combinaram ou estudaram juntas; dançar e não fazer os braços de natação da Randa Kamel é quase não saber utilizar os braços na DV atualmente. Mas, inteligentes que somos, sabemos que não é bem assim que a banda toca para sermos consideradas boas profissionais.
O trabalho de braços, antes de mais nada, necessita de isolamento das partes: ombro, cotovelo e punho. Sabendo isolá-los, o que resta é você trabalhar sua criatividade com isso. Usá-los, por exemplo, como uma extensão dos movimentos ou num contínuo é uma boa dica.
O que tem sido muito comum aqui no Brasil é a utilização dos braços como moldura. Ok, é uma ótima ideia, mas pensando numa DV um pouco menos performática e com mais essência egípcia, estar com os braços sempre como moldura ou sendo utilizados todo o tempo, não é uma ideia tão legal assim, não combina. Egípcias não utilizam tanto os braços e sim o quadril.
Para quem gosta desse estilo atual, sugiro prestar atenção no trabalho de braços da Susanna (Coréia); impecável, não teve um momento de deslize:
Acho que insegurança faz parte em atrapalhar esse processo de trabalho de braços. A insegurança atrapalha a postura de uma forma geral e isso reflete nos braços também. Ou insegurança de ousar na leitura, talvez, ou preocupação com o que os outros irão achar.
Uma outra dica legal para soltá-los e perder vergonha é trabalhar com taças. Com elas, não há opção, os braços devem ser trabalhados todo o tempo.
A ideia aqui de maneira alguma é criticar negativamente os braços, digamos, "do momento"; cada um na sua, com seu estilo, admiração e público. Mas sim, divulgar a ideia de que é muito mais legal trabalhar os braços da maneira que você se sinta mais confortável em fazer e não do jeito que as pessoas acham melhor para que você passe na prova da KK. Outra coisa é você estudar e tentar aprimorar. Entende a diferença?
E sim, uma hora enche o saco de ver tantas bailarinas diferentes, com potenciais diferentes fazendo the same shit. Mas essa discussão é velha, já tá chata e não vou fazer aqui.
Bom, de maneira alguma eu poderia deixar de citar a bailarina que me parece ter os braços mais admirados aqui no Brasil (merecidamente), Elis Pinheiro:
Bauce kabir,
Hanna Aisha

Flor, as bailarinas egípcias antigas faziam um trabalho de braço como moldura, principalmente para chamar atenção da expressão. Sinto muita falta disso. Nenhum desses vídeos me supre dessa necessidade. Gostaria de ver menos braços e mais quadril e sentimento. Será que ainda é possível?
ResponderExcluirBailarina brasileira, de um modo geral, não sabe equilibrar as coisas. Claro que posso estar generalizando... o fato é que nem mesmo o trabalho de braços da Elis me convence, talvez por não ser apreciadora de seu estilo. Acredito que braços e quadris precisam entrar num acordo, certo? Excesso de braços e pouca atenção aos quadris (e vice-versa), ao meu ver sugerem descoordenação pura e simples. Um complementa o outro, embora eu acredite que os braços representem 80 por cento da personalidade da bailarina. Os braços de nadador da Randa, por exemplo, é uma marca muito pessoal; quando vejo outra bailarina repetindo o mesmo movimento, soa pesado, não natural. Braço bonito era o da Lucy, em seu auge. Ou da Yasmin Nammu, uma de minhas referências em dança no Brasil (embora não viva mais aqui).
ResponderExcluiro que são braços de natação? rsrs
ResponderExcluirOs típicos braços da Randa Kamel.
ExcluirMuito legais os posts, amiga, leio sempre! Beijos!!!
ResponderExcluirInfelizmente tenho visto pouquíssimos workshops que trabalham braços e postura.
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